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Desenvolvimento de nova Escala das Razões para Fumar: associações com dados clínicos e polimorfismos genéticos do gene CYP2A6 (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: SOUZA, ELISA SEBBA TOSTA DE - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: ESCALAS DE GRADUAÇÃO PSIQUIÁTRICA; POLIMORFISMO
  • Language: Português
  • Abstract: A dependência do tabaco é condição influenciada por diversos aspectos, tais como características psicológicas, influências genéticas e os efeitos farmacológicos da nicotina. O objetivo deste estudo foi desenvolver nova escala de investigação dos fatores pelas quais as pessoas fumam, a partir dos instrumentos prévios Inventário dos Motivos de Dependência Tabágica de Wisconsin (IMDTW-68) e Escala Razões para Fumar Modificada (ERPFM). Além disso, também foram investigadas as freqüências dos polimorfismos *1A e *1B do gene CYP2A6, em uma amostra de brasileiros fumantes, e as possíveis associações de aspectos clínicos da dependência tabágica, incluindo o perfil das razões para fumar, com os genótipos detectados. Após tradução, e adaptação cultural, nove questões escolhidas do IMDTW-68, foram intercaladas, de maneira espaçada e aleatória, às 21 questões da ERPFM. Os voluntários foram submetidos à coleta de sangue e responderam a questionário padronizado. Foram incluídos no estudo 311 voluntários fumantes, 47 ex-fumantes e 156 não fumantes. Após análise fatorial, a versão final da escala, denominada Escala Razões para Fumar-USP (ERPF-USP), ficou composta por 9 fatores e 21 questões. As questões foram compreendidas e adequadamente respondidas por mais de 95% dos participantes. O alfa de Cronbach para a nova escala foi de 0,83, demonstrando boa consistência interna. Os valores do kappa ponderado, para as questões e da correlação intraclasse para os fatores, repetiram boa confiabilidade teste/reteste. Os tabagistas demonstraram altos escores para os falares dependência, prazer de fumar e redução da tensão. Diversos fatores exibiram correlações significantes com medidas da gravidade do tabagismo. A comparação entre sexos demonstrou que as mulheres fumam mais por dependência, redução da tensão, manuseio, perda de peso e associação estreita. As freqüências dos polimorfismos no grupo defumantes, atuais, ou passados, foram de 40,7% para CYP2A6*1A/1A, 29,7% para CYP2A6*1A/1B, 8,5% para CYP2A6*1B/1B, e 21,2% para outros. No grupo de não fumantes foi de 35,3% para CYP2A6*1A/1A, 29,5% para CYP2A6*1A/1B, 9,6% para CYP2A6*1B/1B e 25,6% para outros. Não foram encontradas associações significantes entre algum polimorfismo e as variáveis clínicas estudadas, relacionadas ao tabagismo. Conclui-se que a ERPF-USP exibe propriedades psicométricas satisfatórios e que os polimorfismos genéticos estudados não influenciam, de maneira relevante, aspectos clínicos relacionados ao tabagismo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.12.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Elisa Sebba Tosta de; MARTINEZ, José Antônio Baddini. Desenvolvimento de nova Escala das Razões para Fumar: associações com dados clínicos e polimorfismos genéticos do gene CYP2A6. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Souza, E. S. T. de, & Martinez, J. A. B. (2010). Desenvolvimento de nova Escala das Razões para Fumar: associações com dados clínicos e polimorfismos genéticos do gene CYP2A6. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Souza EST de, Martinez JAB. Desenvolvimento de nova Escala das Razões para Fumar: associações com dados clínicos e polimorfismos genéticos do gene CYP2A6. 2010 ;
    • Vancouver

      Souza EST de, Martinez JAB. Desenvolvimento de nova Escala das Razões para Fumar: associações com dados clínicos e polimorfismos genéticos do gene CYP2A6. 2010 ;

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