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Fatores psicossociais que influenciam na adesão a um programa de Reabilitação Cardiovascular (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: FREITAS, ROBERTA MARIA CARVALHO DE - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: DOENÇAS CARDIOVASCULARES; REABILITAÇÃO; AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA; FATORES PSICOSSOCIAIS
  • Keywords: Adesão; Reabilitação Cardiovascular; Adherence; Cardiovascular Diseases; Cardiovascular Rehabilitation; Psychological Assessment; Psychosocial Factors
  • Language: Português
  • Abstract: As Doenças Cardiovasculares (DCV) são importantes causas de morte, morbidade e incapacidade e têm etiologia complexa e multifatorial. Estão relacionadas a fatores de riscos como estilo de vida e padrões de comportamentos. Entre as terapêuticas está a Reabilitação Cardiovascular (RCV), caracterizada por programas de treinamento físico supervisionado, visando diminuir a mortalidade por DCV e garantir melhores condições físicas, mental e social. O sucesso da RCV depende da adesão do paciente, o que se constitui num desafio para as equipes multidisciplinares de saúde. O presente estudo objetivou definir características sóciodemográficas e psicológicas de pacientes de um programa de RCV e avaliar fatores sociais, clínicos e psicológicos que poderiam influenciar na adesão à reabilitação. Participaram do estudo 72 pacientes, entre Fevereiro de 2008 a agasto de 2009. Os participantes foram avaliados ao ingressarem na RCV e quando abandonavam ou completavam seis meses de tratamento. Considerou-se adesão participar do programa por um período de seis meses. Foram utilizadas entrevistas estruturadas, inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp, inventário Beck de Depressão e Questionário de Avaliação de Qualidade de vida (SF-36). Para a análise dos dados foi utilizado o método de Regressão Logística. Verificou-se que 50% dos participantes abandonaram a RCV. O cálculo do Odds Ratio mostrou que pacientes que estavam trabalhando/em atividade apresentaram 7,2 vezes maior risco de abandono à reabilitação do que participantes que estavam afastados/recebendo auxilio doença (OR 7,2; IC95%; 1,4-38,3). Com o ajustamento entre as variáveis sóciodemográficas, observou-se que participantes que tinham de oito a 10 anos de estudo mostraram menor chance de abandono em relação aos que tinham até sete anos de estudo (ORaj 0,04; IC95%; 0,01-0,56) e pacientes que residiam entre 50km e 100km do local de tratamentoapresentaram menor chance de abandono em relação aos que residiam no local de tratamento ou até 50km do mesmo (ORaj 0,2; IC95%; 0,0-0,09). Não foram verificadas associações entre as variáveis clínicas e abandono à RCV. Ter expectativas negativas ou incertezas quanto aos benefícios do exercício físico mostrou associação com abandono, ao ingressar na RCV (OR 3,5; IC95%; 1,3-9,7). O conhecimento insuficiente sobre o motivo do tratamento (OR 4,4; IC95%; 1,4-13,5) e a atribuição de causalidade da doença a fatores não modificáveis (OR 3,8; IC95%; 1,2-11,8) foram associados com abandono, ao longo do tempo. Pacientes que não percebiam o suporte social recebido em relação à prática do exercício físico apresentaram 3,3 vezes maior risco de abandono em relação aos que percebiam esse suporte, ao ingressar na RCV (OR 3,3; IC95%, 1,2-9,5) e os participantes que não aumentaram contatos sociais durante a RCV apresentaram maior risco de abandono em relação aos que aumentaram (OR 5,2; IC95%. 1,8-15,0). Pacientes que apresentavam sintomas cognitivos/afetivos de depressão mostraram 3,9 vezes maior risco de abandono em relação aos que não apresentavam esses sintomas (OR 3,9; IC95%; 1,4-10,9). Não foi identificada associação entre sintomas de estresse e abandono à RCV. Verificou-se que participantes que aderiram apresentaram melhores escores nos domínios Aspectos Físicos e Saúde Mental quando comparados com os que abandonaram a reabilitação. Pacientes que apresentavam história de sedentarismo demonstraram 3,6 vezes maior risco de abandono que pacientes que já praticavam exercícios ao ingressar na RCV (OR 3,6; IC95%; 1,1-11,4). Os resultados obtidas neste estudo podem ser utilizados para aumentar a adesão em programas de RCV
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.03.2011
  • Acesso à fonte
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    • ABNT

      FREITAS, Roberta Maria Carvalho de. Fatores psicossociais que influenciam na adesão a um programa de Reabilitação Cardiovascular. 2011. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2011. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-21102013-155518/. Acesso em: 10 fev. 2026.
    • APA

      Freitas, R. M. C. de. (2011). Fatores psicossociais que influenciam na adesão a um programa de Reabilitação Cardiovascular (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-21102013-155518/
    • NLM

      Freitas RMC de. Fatores psicossociais que influenciam na adesão a um programa de Reabilitação Cardiovascular [Internet]. 2011 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-21102013-155518/
    • Vancouver

      Freitas RMC de. Fatores psicossociais que influenciam na adesão a um programa de Reabilitação Cardiovascular [Internet]. 2011 ;[citado 2026 fev. 10 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-21102013-155518/

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