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Ixodologia brasileira: revisão histórica e determinação de hospedeiros primários (2008)

  • Autor:
  • Autor USP: LABRUNA, MARCELO BAHIA - FMVZ
  • Unidade: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VPS
  • Subjects: CARRAPATOS; IXÓDIDAE; AMBLYOMMA CAJENNENSE; BOOPHILUS MICROPLUS
  • Language: Português
  • Abstract: A Ixodologia Brasileira foi praticamente fundada pelos pesquisadores brasileiros Henrique B. Aragão e Flávio da Fonseca, no início do século 20. O primeiro trabalhou no Instituto Soroterápico Federal, oficialmente chamado de Instituto Oswaldo Cruz a partir de 1908, na cidade do Rio de Janeiro. O segundo trabalhou no Instituto Soroterápico, posteriormente chamado de Instituto Butantã, na cidade de São Paulo. Esses dois pesquisadores se consagraram pelos estudos pioneiros em carrapatos brasileiros, com publicações amplamente citadas até os dias atuais. Posteriormente, o Brasil passou praticamente até a década de 1980, por uma estagnação em estudos de sistemática de carrapatos. Somente a partir do final do século 20, novos estudos de sistemática foram realizados no Brasil por diversos autores de diferentes instituições, com determinação de sinonímias, espécies válidas ou inválidas e pelo menos cinco novas espécies de carrapatos descritas nos últimos cinco anos. Atualmente a fauna de carrapatos brasileiros está composta por 59 espécies, sendo elas divididas nas famílias Ixodidae (43 espécies) e Argasidae (16 espécies). Os Ixodidae estão distribuídos em 6 gêneros, conforme descrito a seguir: Amblyomma (29 espécies), Ixodes (8 espécies), Haemaphysalis (3 espécies), Dermacentor (1 espécie), Rhipicephalus (1 espécie) e Boophilus (1 espécie). Os Argasidae estão distribuídos em 4 gêneros, conforme descrito a seguir: Ornithodoros (3 espécies), Antricola (3 espécies), Argas (1 espécie), Carios (9 espécies). Para quase todas as espécies da família Ixodidae, são conhecidos os hospedeiros primários para o estágio adulto do carrapato, porém muito pouco se sabe sobre hospedeiros primários para estágios imaturos, sejam larvas ou ninfas. Em contraste, são conhecidos os hospedeiros primários para a maioria das espécies de Argasidae, especialmente o estágio de larva, o mais estudado nesta família.Baseando-se na premissa de que um hospedeiro primário é aquele, sem o qual uma determinada população de carrapato não consegue se estabelecer numa área favorável às fases de vida livre do carrapato, os critérios para a indicação de um hospedeiro primário para uma determinada espécie de carrapato foram os seguintes: (1) A grande maioria dos relatos do carrapato foram neste táxon de hospedeiro; (2) A distribuição geográfica do carrapato está dentro da distribuição geográfica do táxon de hospedeiro em questão; (3) Quando disponíveis, dados de biologia de tal carrapato, observados em seu hospedeiro natural ou algum outro animal geneticamente muito próximo, em condições naturais ou de laboratório, indicam altas performances de alimentação dos carrapatos; (4) O hospedeiro primário não desenvolve resistência imunológica efetiva contra reinfestações pela espécie de carrapato em questão (isso permitiria estarem continuamente infestados na natureza); (5) Quando disponível, o padrão de comportamento da busca pelo hospedeiro (ex. altura da posição do carrapato na vegetação) está de acordo com o comportamento do hospedeiro primário, favorecendo ao encontro dos dois. De modo geral, os primeiros dois critérios estão disponíveis para quase todas as espécies e, portanto, foram a base para determinação dos hospedeiros primários. Por estarem disponíveis para apenas algumas poucas espécies, os demais critérios foram menos utilizados, muito embora, quando disponíveis, foram importantes para reforçarem os outros critérios. Finalmente, pôde-se constatar que são poucos os estudos de biologia e ecologia com as espécies da fauna de carrapatos do Brasil, assim como estudos sobre doenças transmitidas por esses parasitos para vertebrados no Brasil, incluindo humanos. Certamente, à medida que mais pesquisas forem conduzidas neste campo, novos patógenos transmitidos por carrapatos deverão ser descobertas no país
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 00.00.2008

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    • ABNT

      LABRUNA, Marcelo Bahia. Ixodologia brasileira: revisão histórica e determinação de hospedeiros primários. 2008. Tese (Livre Docência) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. . Acesso em: 27 jan. 2026.
    • APA

      Labruna, M. B. (2008). Ixodologia brasileira: revisão histórica e determinação de hospedeiros primários (Tese (Livre Docência). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Labruna MB. Ixodologia brasileira: revisão histórica e determinação de hospedeiros primários. 2008 ;[citado 2026 jan. 27 ]
    • Vancouver

      Labruna MB. Ixodologia brasileira: revisão histórica e determinação de hospedeiros primários. 2008 ;[citado 2026 jan. 27 ]


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