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Aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar (2011)

  • Authors:
  • Autor USP: MARTINS, THAÏS DIAS - ESALQ
  • Unidade: ESALQ
  • Sigla do Departamento: LEF
  • Subjects: CANA-DE-AÇÚCAR; EPIDEMIOLOGIA; FUNGOS FITOPATOGÊNICOS; MAPAS; MODELOS EPIDEMIOLOGICOS
  • Language: Português
  • Abstract: A ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar (Puccinia kuehnii) foi relatada pela primeira vez no Brasil em dezembro de 2009. Em países onde a doença já ocorre, danos de até 40% foram relatados. Diante da presente situação, os objetivos deste estudo foram: (i) verificar a germinação de esporos sob diferentes temperaturas, in vitro, (ii) verificar aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada sob diferentes períodos de molhamento foliar e temperaturas, in vivo, sob condições controladas, e (iii) desenvolver mapa de zona de risco de epidemia para o Estado de São Paulo. Para a germinação de esporos, in vitro, foram utilizadas lâminas de vidro, vertidas com ágarágua, onde foi espalhada suspensão de conídios sobre o meio de cultura, mantidas em câmara úmida por até 22 h e foram avaliados a porcentagem de esporos germinados e o comprimento dos tubos germinativos. No experimento in vivo, plantas de um mês de idade da variedade suscetível CL85-1040 foram inoculadas e destinadas a 36 tratamentos que representaram a interação entre seis temperaturas (10, 15, 20, 25, 30 e 35°C) e seis períodos de molhamento foliar (0, 4, 8, 12, 18 e 24 h). O experimento foi realizado duas vezes. A severidade da doença foi medida pela contagem de número de lesões na folha zero. Também foram medidos diâmetros das lesões, no último dia de avaliação. Para o desenvolvimento do mapa de zona de risco para o Estado de São Paulo, foram empregados dados meteorológicos dos anos de 2002 a 2005. Modelos de previsão foram utilizados para gerar índices e para calcular as porcentagens de dias favoráveis à infecção. No experimento in vitro observou-se que há germinaçãode urediniósporos a 10, 15, 20 e 25°C. No entanto, o crescimento do tubo germinativo é mais rápido conforme a temperatura aumenta, apresentando redução do crescimento na temperatura de 25°C ou superior. No experimento in vivo observou-se aparecimento da doença apenas nos tratamentos submetidos a 20 e 25°C, e que a 25°C o tamanho das lesões foi maior que a 20°C. O período de incubação e de latência variaram de 11 a 16 dias. O patógeno requereu o mínimo de 8 h de período de molhamento foliar para o sucesso de sua infecção e a ferrugem foi mais severa em períodos de molhamento a partir de 12 h. A zona de maior favorabilidade de epidemia para ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar para o Estado de São Paulo é o Centro-norte. Esses resultados colaboram para o entendimento da epidemiologia da doença e favorecem subsídio para o seu manejo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.01.2011
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      MARTINS, Thaïs Dias; BERGAMIN FILHO, Armando. Aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar. 2011.Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2011. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-14022011-080631/ >.
    • APA

      Martins, T. D., & Bergamin Filho, A. (2011). Aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar. Universidade de São Paulo, Piracicaba. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-14022011-080631/
    • NLM

      Martins TD, Bergamin Filho A. Aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-14022011-080631/
    • Vancouver

      Martins TD, Bergamin Filho A. Aspectos epidemiológicos da ferrugem alaranjada da cana-de-açúcar [Internet]. 2011 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/11/11135/tde-14022011-080631/


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