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Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência (2010)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ZEFERINO, MARIANA GONDIM MARIUTTI - EERP
  • Unidades: EERP
  • Sigla do Departamento: ERP
  • Subjects: ENFERMAGEM; ABORTO; SAÚDE DA MULHER; SAÚDE MENTAL
  • Language: Português
  • Abstract: As mulheres em situação de abortamento vivem um momento de dor existencial e física e associado aos fatores de risco é frequente a depressão. Percebendo essa ligação e sendo problema de saúde pública, o presente estudo procura associação de indicadores sociodemográficos e clínicos com o abortamento. Objetivos: identificar e avaliar a presença de sintomas sugestivos de depressão em mulheres com abortamento, correlacionando-os com indicadores clínicos e socioculturais, autoestima e fatores resilientes. Metodologia: Foram entrevistadas 120 mulheres internadas em um hospital público, seguindo o fluxo de chegada com diagnóstico de abortamento, utilizando: Questionário com informações sociodemográficas, clínicas e questões relacionadas à resiliência; Inventário de Beck; e Escala de Autoestima. Após aprovação do Comitê de Ética, as mulheres foram entrevistadas. Os dados foram coletados de agosto de 2008 a setembro de 2009, sendo realizada análise estatístico-descritiva dos dados e correlacionado depressão com as demais variáveis. Resultados e Discussão: Das 120 mulheres, maioria branca (71%), idade entre 16 e 44 anos, 63% são solteiras, 72% vivem com o companheiro, 87% têm religião, 67% com ensino médio e 51% não têm fonte de renda. Mais da metade tem casa própria, no entanto não a consideram agradável nem segura; 49% estavam na primeira ou segunda gestação; 33% já tinham tido abortos anteriores, sendo 67% o primeiro aborto; 77% tiveram aborto incompleto e 75%, aborto natural. Apesar de a maioria considerar a relação com o companheiro ótima e boa (85%), mais da metade (75%) não planejou a gravidez; mesmo assim, não faziam uso de métodos contraceptivos (75%). A maioria nega hábitos adversos. Das 120 mulheres, 57% apresentavam sinais indicativos de depressão (33 distimia, 22 moderada e 13 grave). Dentre as mulheres sem sinais de depressão, a maioria é solteira (56%),60% trabalham, tendo 40 ou mais anos de idade, 67% têm alguma religião. Os fatores de proteção para depressão que se mostraram significativos para a análise estatística foram: "ter parceiro", "trabalho", "religião", "situação financeira" e "apoio familiar". Estudos mostram que a situação de abortamento pode ter relação com depressão antes e após a ocorrência e mesmo a longo prazo, com diferenças de acordo com a natureza do aborto. Quanto à autoestima, 109 mulheres apresentaram média estima pessoal. Os indicativos de resiliência encontrados neste estudo mostram que quando as mulheres estão felizes ajudam as pessoas, contam mais piadas, sentem-se bem. Entretanto, muitas mulheres referem que se isolam, se calam e choram quando sentem raiva e algumas gritam. Conclusões: A maioria das mulheres deste estudo é jovem, solteira e com relacionamento estável, católica, com poucas atividades de lazer, sem fonte de renda própria, casa própria, com residência fixa há mais de um ano, não tem problemas de relacionamento e de violência na gravidez. Entretanto, as que tiveram problemas, relataram uso de álcool e drogas na família. Houve associação também de violência familiar e aborto provocado. Metade da amostra pontuou algum nível de depressão e baixa a média estima pessoal. É preciso estimular a enfermagem a reconhecer as necessidades de implementar os cuidados e reforçar aspectos resilientes dessas mulheres
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.11.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      ZEFERINO, Mariana Gondim Mariutti; FUREGATO, Antonia Regina Ferreira. Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-14012011-091939/ >.
    • APA

      Zeferino, M. G. M., & Furegato, A. R. F. (2010). Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-14012011-091939/
    • NLM

      Zeferino MGM, Furegato ARF. Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-14012011-091939/
    • Vancouver

      Zeferino MGM, Furegato ARF. Associações do abortamento com depressão, autoestima e resiliência [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22131/tde-14012011-091939/

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