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O espaço de vida do agente de segurança penitenciária no cárcere: entre gaiolas, ratoeiras e aquários (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: LOURENçO, ARLINDO DA SILVA - IP
  • Unidade: IP
  • Sigla do Departamento: PST
  • Subjects: PSICOLOGIA; PRISÃO; POLÍTICAS PÚBLICAS; CONDIÇÕES DE TRABALHO
  • Language: Português
  • Abstract: O objetivo da pesquisa foi estudar a psicologia dos Agentes de Segurança Penitenciária (ASPs), como integrantes de um grupo profissional no exercício de sua função no interior do cárcere. O referencial teórico foi a Teoria de Campo de Kurt LEWIN, com destaque para os conceitos de espaço de vida, pessoa e ambiente, regiões, barreiras, locomoção e tempo. O objeto de estudo foi 27 ASPs de duas Penitenciárias masculinas do Estado de São Paulo. Esses agentes foram observados em três situações de trabalho, especialmente nas portarias e nas gaiolas das penitenciárias, durante 120 horas, ou dez plantões. As observações, de matiz etnográfico, que incluíram ações, gestos, palavras e ambiente físico, foram registradas em cadernos de campo. A análise das observações foi realizada mediante a leitura dos conceitos lewinianos, subsidiada por outros estudos das prisões e das relações grupais no interior do cárcere. A sistematização das análises permitiu inferir que: i) o ambiente das prisões não é apenas perigoso e insalubre, como também lugar de trabalho precarizado e pauperizado; ii) as pessoas dos ASPs ressentem-se da condição inadequada de trabalho, mas poucos conseguem, no sentido da transformação do ambiente; iii) as más condições de trabalho levam à precarização da própria existência pessoal dos ASPs; iv) o ambiente da prisão leva à vitimização das pessoas, sejam funcionários ou presos. Os resultados foram discutidos à luz dos conceitos enunciados, que permitiram esclarecer, do pontode vista psicossocial, o exercício da função do ASP como identidade profissional paradoxal: ora agente repressor, ora agente ressocializador. Essa ambiguidade característica resulta de uma situação de equilíbrio precário entre regiões de valências opostas e entre forças de natureza diversa, além de ser resultante da interação com o ambiente, que inclui o grupo dos ASPs e o grupo dos presos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.04.2010
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      LOURENÇO, Arlindo da Silva; PAIVA, Geraldo José de. O espaço de vida do agente de segurança penitenciária no cárcere: entre gaiolas, ratoeiras e aquários. 2010.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072010-153506/ >.
    • APA

      Lourenço, A. da S., & Paiva, G. J. de. (2010). O espaço de vida do agente de segurança penitenciária no cárcere: entre gaiolas, ratoeiras e aquários. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072010-153506/
    • NLM

      Lourenço A da S, Paiva GJ de. O espaço de vida do agente de segurança penitenciária no cárcere: entre gaiolas, ratoeiras e aquários [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072010-153506/
    • Vancouver

      Lourenço A da S, Paiva GJ de. O espaço de vida do agente de segurança penitenciária no cárcere: entre gaiolas, ratoeiras e aquários [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-20072010-153506/

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