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Comparação proteômica de células-tronco mesenquimais humanas isoladas da medula óssea e da veia do cordão umbilical (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: MIRANDA, HELEN CRISTINA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBP
  • Subjects: CÉLULAS-TRONCO; MEDULA ÓSSEA; CORDÃO UMBILICAL; PROTEÍNAS (COMPARAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: Células-tronco me senquimais são células multipotentes adultas originarias da mesoderme embrionária, mas que permanecem presentes no organismo adulto, capazes de originar células especializadas como osteócitos, adipócitos e condrócitos. O local mais frequente e usual de isolamento dessas células é a medula óssea (MO), mas devido à dificuldade de acesso desse local, outros tecidos para isolamento vêm sendo estudados, como a veia do cordão umbilical (VCU). Entretanto, ainda não se sabe se estas CTMs advindas de diferentes fontes são idênticas do ponto de vista da expressão gênica (mRNA e proteínas). Já foi demonstrado por PANEPUCCI et al. (2004) grande semelhança entre CTMs isoladas de medula óssea e veia de cordão umbilical com relação à expressão de mRNA analisada por SAGE. Entretanto, diferenças na expressão de mRNA, se traduzidas em proteínas, sugerem que as CTMs derivadas da medula óssea estariam mais comprometidas com linhagens osteoblásticas e adipocítieas, enquanto que as derivadas de veia de cordão umbilical se mostram mais comprometidas com a angiogênese. O presente estudo teve por objetivo analisar as diferenças das CTM-MO e CTM-VCU em nível protéico. Para isso, foram utilizadas 2 abordagens proteômicas. A primeira foi a abordagem 2D:) DIGE utilizando o método de eletroforese bidimensional, porém, com marcação por fluorescência que permite a mistura de duas amostras em um único gel, aumento a sensibilidade do método. A segunda foi a abordagem LC-MS/MS que nos permite identificar uma quantidade muito maior de proteínas de uma única vez. Para esta segunda abordagem realizamos urna marcação isotópica das amostras de As proteínas das diferentes fontes com acrilamida leve e pesada. As proteínas diferencialmente expressas nas CTM-MO e CTM-VCU foram posteriormente comparadas pelo software IPA (Ingenuity Pathway Analysis) em relato às funções moleculares e fisiológicas que participam. Pelaabordagem 2D DIGE identificamos 19 proteínas diferencialmente expressas sendo 12 dessas, mais expressas na CTM-VCU e 8 mais expressas na CTM-MO (uma das proteínas possui uma isoforma mais expressas na CTM-VCU e outra mais expressa em CTM-MO). Já pela abordagem LC-MS/MS foi possível identificarmos um total de 1676. Das quais 544 das quais foram quantificadas por apresentarem a peptídeos com resíduos de cisteína marcados por acrilamida. Destas proteínas, 78 apresentaram-se diferencialmente expressas em CTM-VCU e CTM-MO, sendo 40 proteínas mais expressas na veia do cordão umbilical (razão VCU/MO > 1,30) e 38 proteínas mais expressas na medula (razão VCU/MO < 0,77). Após análise das proteínas obtidas por DIGE pelo software IPA, observamos que as proteínas mais acumuladas nas CTM-VCU parecem estar mais envolvidas com funções moleculares de organização e morte celular, enquanto que, em relação às funções fisiológicas, as proteínas mais acumuladas na CTM-MO parecem estar mais envolvidas com desenvolvimento do sistema cardiovascular e resposta imune. Já nas análises das funções moleculares das proteínas identificadas por LC-MS/MS, as de CTM-MO parecem mais envolvidas com a organização celular do que as de CTM-VCU. A função de movimento celular também aparece bem diferente a análise, neste caso analisamos a sub função de migração celular e as de CTM-MO parecem estar mais envolvidas com a migração do que as de CTM-VCU. Assim como nas análises das proteínas identificadas por DIGE, nas funções fisiológicas também notamos maior envolvimento das proteínas CTM-MO com desenvolvimento do sistema cardiovascular e resposta imune. Já as proteínas de CTM-VCU parecem estar mais envolvidas com desenvolvimento dos sistemas hematológico, muscular e esquelético. Se essas diferenças foram confirmadas funcionalmente, isso poderia delinear aplicações clínicas diferentes para as células isoladas das duas diferentes fontes
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.06.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      MIRANDA, Helen Cristina; GREENE, Lewis Joel. Comparação proteômica de células-tronco mesenquimais humanas isoladas da medula óssea e da veia do cordão umbilical. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Miranda, H. C., & Greene, L. J. (2010). Comparação proteômica de células-tronco mesenquimais humanas isoladas da medula óssea e da veia do cordão umbilical. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Miranda HC, Greene LJ. Comparação proteômica de células-tronco mesenquimais humanas isoladas da medula óssea e da veia do cordão umbilical. 2010 ;
    • Vancouver

      Miranda HC, Greene LJ. Comparação proteômica de células-tronco mesenquimais humanas isoladas da medula óssea e da veia do cordão umbilical. 2010 ;

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