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O tempo de criopreservação não aumenta o dano no tecido ovariano congelado para fins de preservação de fertilidade (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: CAMPOS, JACIRA RIBEIRO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RGO
  • Subjects: CRIOPRESERVAÇÃO; OVÁRIO; TECIDOS (ANATOMIA) (VIABILIDADE); REPRODUÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: O câncer invasivo é diagnosticado em mais de 600.000 pessoas /ano nos Estados Unidos, 269.800 dos acometidos são mulheres e 8% apresentam idade abaixo de ‘40 anos POT. [1], com taxas progressivamente maiores de sobrevida. Estima-se que uma em cada 250 jovens adultas é sobrevivente do câncer infantil, mas com alguns efeitos colaterais’POT. [2, 3]’. Um dos principais problemas, especialmente para as jovens pacientes, é que a terapia destrói uma proporção significativa da população folicular, o que pode resultar em infertilidade permanente ‘POT. [3, 4 e 5]’. Sendo estas pacientes tão jovens, o tempo que o tecido permanecerá congelado é bastante longo e não está bem claro se o tempo de congelamento amostra interfere na qualidade do tecido preservado. O presente trabalho teve como objetivo avaliar se o tempo de congelamento da amostra interfere na população folicular, na viabilidade do tecido após o descongelamento e na capacidade funcional do tecido para a esteroidogênese. Material e Métodos: foram incluídas na casuística 17 pacientes, em idade reprodutiva, submetidas à laqueadura laparoscópica, durante a qual foi realizada uma biopsia ovariana de cerca de 2 x 2 cm, a qual foi subdividida em 3 fragmentos. Um foi processado à fresco e os outros dois embebidas em meio contendo crioprotetor e congelados para posterior descongelamento e análise. Foi utilizada a técnica de congelamento lento. Os fragmentos foram divididos em três para análise nas amostras a fresco (GF), e descongeladas após 30 (G30) e 180 (G180) dias. Cada fragmento foi subdividido em três: 1) para fixação com formaldeído e inclusão em parafina, seguido de cortes seriados com espessura de 4 ‘mü’ e a cada 3 cortes, o material foi corado com HE (hematoxilina/eosina) e analisado com microscópio com aumento de 400 vezes para contagem de folículos. O número total de folículos/mm3 foi calculado usando-se a seguinte fórmula: Nt=(No x St x t), onde Nt é o número de folículos, No é a média de folículos observados em ‘1 mm POT. 2’, St é o total de cortes em 1 mm3 do ovário e t é a espessura do corte. 2) Digestão química com colagenase e aplicação técnica DEAD-LIVE (fiuorescência por calceína AM e brometo de ethidium) para avaliação da viabilidade folicular, dada por %de folículos viaveis. 3) Cultivo de tecido ovariano em meio quimicamente definido para avaliação da capacidade esteroidogênica do tecido através da dosagem de estradiol e progesterona no meio de cultivo nos tempos 0, 48, 96 e 144h. Resultados: A idade média das pacientes incluídas foi de 29,0 ~ 2,78 anos, com paridade média de 2,94 ‘+ OU –‘ 0,24 filhos. A densidade folicular média foi 361,3‘+ OU –‘255,4, 454,9‘+ OU –‘676,3 e 296,8‘+ OU –‘269,0 folículos/mm3, para os tecidos frescos e descongelados com 30 e 180 dias, respectivamente, não havendo diferença entre eles (p=0,46). A viabilidade folicular foi maior no tecido fresco (GF=93,4% de folículos viáveis) quando comparado com os tecidos criopreservados (G30=70,8%; p<0,001 e G180=78,4%; p<0,001), embora não tenha havido diferença na viabilidade entre as amostras descongeladas (p>0,05). Com relação à capacidade esteroidogênica do tecido não houve redução na produção de estradiol e progesterona após a criopreservação (Estradiol: GF= 2026 ‘+ OU –‘ 1782pg/ml, G30=1272‘+ OU –‘1081pg/ml e G180=849,6‘+ OU –‘366,2pg/ml, p=0,19; Progesterona: GF=0,45 ‘+ OU –‘ 0,37ng/ml, G30=0,26‘+ OU –‘0,08ng/ml e G180=0,45‘+ OU –‘0,54nglml, p 0,86). Conclusões: O processo de congelamento lento de ovário, embora comprometa parcialmente o tecido, permite conservar cerca de 80% de viabilidade folicular e preserva a capacidade esteroidogênica tecidual similar ao tecido fresco. Ainda que a pequena casuística limite conclusões mais definitivas com relação à função do tecido, ofato de comprovar a produção hormonal no meio encoraja a implementação desta técnica na preservação da fertilidade feminina, já que ensaios clínicos para esta finalidade são eticamente complicados e os estudos atualmente apresentados com série de casos apresentam pequenas amostras ou relatos isolados de caso. Além disso, nos casos de reimplante, indícios de falência do enxerto provavelmente se devem mais à isquemia do que à criopreservação propriamente dita
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.05.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      CAMPOS, Jacira Ribeiro; ROSA E SILVA, Ana Carolina Japur de Sá. O tempo de criopreservação não aumenta o dano no tecido ovariano congelado para fins de preservação de fertilidade. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Campos, J. R., & Rosa e Silva, A. C. J. de S. (2010). O tempo de criopreservação não aumenta o dano no tecido ovariano congelado para fins de preservação de fertilidade. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Campos JR, Rosa e Silva ACJ de S. O tempo de criopreservação não aumenta o dano no tecido ovariano congelado para fins de preservação de fertilidade. 2010 ;
    • Vancouver

      Campos JR, Rosa e Silva ACJ de S. O tempo de criopreservação não aumenta o dano no tecido ovariano congelado para fins de preservação de fertilidade. 2010 ;


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