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Indicadores nutricionais, clínicos e socioculturais como fatores de doença arterial coronariana em Ribeirão Preto: variação entre 1991 e 2001 (2009)

  • Autor:
  • Autor USP: RIBEIRO, ROSANE PILOT PESSA - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERM
  • Subjects: DOENÇAS CARDIOVASCULARES; FATORES DE RISCO; INDICADORES DE SAÚDE; NUTRIÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Nas últimas décadas a doença arterial coronariana (DAC) tornou-se uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. A sua etiologia é desconhecida, no entanto, alguns fatores de risco são conhecidos e quando presentes, aceleram o seu desenvolvimento. Entre eles destacam-se as dislipidemias, a hipertensão arterial, a obesidade e os fatores socioculturais. O objetivo desse estudo foi analisar a variação da prevalência de alguns fatores de risco para DAC em adultos de diferentes nivela socioeconômicos de Ribeirão Preto-SP ao longo de dez anos (1991/2001). Foram entrevistados em domicílio, adultos de ambos os sexos, na faixa etária de 18 a 65 anos, moradores dos bairros Maria Casagrande (MC), José Sampaio (JS), Vila Tibério (VT) e Jardim Recreio (JR). No estudo 1 (SEPA, 1991/93) participaram 304 indivíduos e no estudo 2 (CADI, 2001/03), 271 indivíduos. Foram realizadas quatro visitas para a obtenção de dados antropométricos: medidas de peso e altura para cálculo do índice de massa corporal (IMC); alimentares: dois recordatórios de 24 horas para cálculo do valor calórico total (VCT), da percentagem de gordura total (GT) e do colesterol. Foram obtidas ainda dados clínicos: medidas da pressão arterial sistólico (PAS), diastólica (PAD); laboratoriais: amostras de sangue para as dosagens de triglicerídios (TG), colesterol total (CT), HDL-c, e socioculturais: escalas de consenso cultural no estilo de vida (CCEV) e na vida familiar (CCVF). Calculou-se também os valores de LDL-c, a partir dos dados de TG, CT e HDL-c. Os resultados obtidas foram analisados com o auxílio do Statistical Package for Social Sciences (SPSS) utilizando-se análise de variância e teste qui-quadrado, considerando nível de significância ‘alfa’ = 0,05 e apresentados como média e desvio-padrão. Como resultados, participaram do estudo 229 homens e 346 mulheres com idade variando de 38 a 41 anos. O IMC nãose modificou no período, porém encontravam-se no limite superior da normalidade (24,7±0,3 e 25,1±0,3kg/m²). Entre os bairros, o IMC foi mais baixo no MC em relação ao JS (24,0 ±0,4 e 25,7 ± 0,4kg/m²). A alimentação ficou mais calórica em 2001/03 (7,2%), mas a GT ingerida diminuiu entre os estudos (34,7±0,3 para 30,9±0,3%), em todos os bairros exceto no MC, onde o nível foi mais baixo em relação aos outros locais (28,1+0,6%). Também, foi maior nas mulheres, o que não foi verificado com a ingestão de colesterol, sendo maior nos homens (341,5±12,4 e 207,2±9,9mg/dia). As amostras de sangue revelaram que houve aumento dos nivele de TG (114,0±5,5 para 135,5±5,4mg/dl), este foi maior nos homens (145,1±6,0mg/dl) e na VT apresentaram-se mais altos em relação ao MC e JS (149,8±7,5; 115,5±7,9 e 107,8±7,7mg/dl). O mesmo comportamento pode ser observado com a colesterolemia, que aumentou em dez anos (171,6 ±2,4 para 186,3±2,4mg/dl) e em todos os bairros, exceto na VT. Nesse período, a percentagem de hipertrigliceridêmicos aumentou de 17,5 para 26,6% e a dos hipercolesterolêmicos de 22,9 para 32,6%. 0 HDL-c aumentou entre os estudos (40,2±0,8 para 47,6±0,8mg/dl), nas mulheres (41,3±1,0 para 52,5±1,0mg/dl) sendo seus valores maiores que o dos homens. O LDL-c aumentou nos homens (105,7±3,4 para 117,1±3,4mg/dl), aumentou no JR e foi mais elevado nesse bairro em relação aos níveis do MC e JS (121,7±3,0;105,0±3,2 e 102,9±3,0mg/dl), mas na VT diminuiu ao longo do tempo. A PAS e PAD foram maiores nos homens, sendo que a PAS foi maior nos sujeitos do MC em relação ao JS e JR (127,6±1,3; 122,3±1,3 e 120,3±1,3mmHg), mas diminuiu entre os dois estudos (130,4±1,7 para 124,8±2,0mmHg). A PAD também diminuiu no período estudado (80,2±0,7 para 76,8±0,7mmHg). A CCEV aumentou de 1991/93 para 2001/03 (10,6±0,1 para 12,6±0,1), foi mais baixa no MC (8,4±0,2) em relação ao JR(14,4±0,2), mas apresentou aumento no MC e JS no segundo estudo. A CCVF diminui no estudo 2 (2,7±0,1 para 1,9±0,1) e foi mais baixa no MC (1,8±0,1) em relação aos bairros VT (2,7±01) e JR (2,5±0,1). Esses resultados sugarem que, apesar de algumas variáveis mostrarem evolução favorável (GT, HDL-c, PAD, CCEV), outros parâmetros (VCT, TG, CT, CCVF) apresentaram piora dos seus índices, principalmente nos homens e independentemente das condições socioeconômicas.O efeito da interação complexa entre essas variáveis pode ter importante contribuição para o desenvolvimento e a progressão da DAC
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.09.2009

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    • ABNT

      RIBEIRO, Rosane Pilot Pessa. Indicadores nutricionais, clínicos e socioculturais como fatores de doença arterial coronariana em Ribeirão Preto: variação entre 1991 e 2001. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
    • APA

      Ribeiro, R. P. P. (2009). Indicadores nutricionais, clínicos e socioculturais como fatores de doença arterial coronariana em Ribeirão Preto: variação entre 1991 e 2001. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Ribeiro RPP. Indicadores nutricionais, clínicos e socioculturais como fatores de doença arterial coronariana em Ribeirão Preto: variação entre 1991 e 2001. 2009 ;
    • Vancouver

      Ribeiro RPP. Indicadores nutricionais, clínicos e socioculturais como fatores de doença arterial coronariana em Ribeirão Preto: variação entre 1991 e 2001. 2009 ;


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