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Análise do sincronismo ventricular esquerdo mediante emprego da ventriculografia radioisotópica: correlaçao com aspectos eletrocardiográficos e função sistólica ventricular em portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: CALIGARIS, FÁBIO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: MIOCARDIOPATIAS; MIOCARDIOPATIA CONGESTIVA; VENTRICULOGRAFIA COM RADIONUCLÍDEOS
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução: Os resultados positivos da TRC têm motivado um crescente interesse no estudo do sincronismo contrátil cardíaco e a sua correlação com diferentes etiologias de miocardiopatia dilatada e padrões de prolongamento da duração do QRS. Objetivos: A presente investigação objetivou estudar o grau de sincronismo contrátil cardíaco por meio do emprego da análise de fase pela ventriculografia radioisotópica (VR) em pacientes com cardiomiopatia chagásica crônica e nos pacientes com bloqueio do ramo direito do feixe de Hiss (BRD). Métodos: Foram retrospectivamente identificados, por meio de busca em banco de dados de imagem do Laboratório de Cardiologia Nuclear do HC-FMRP-USP, pacientes portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica que se submeteram à VR entre os anos de 1999 e 2005. Um grupo controle foi constituído por indivíduos normais. Os estudos de VR foram recuperados e reprocessados com emprego de análise de fase baseada na análise de harmônicos de Fourier da curva tempo vs atividade. A largura do histograma de fase de cada câmara ventricular ou desvio padrão da fase (SD) foi usado para estimar o grau de sincronismo intraventricular. O sincronismo interventricular foi avaliado pela diferença entre a média da fase de cada ventrículo. Dados clínicos e eletrocardiográficos foram obtidas pela revisão do prontuário médico. Resultados: Foram investigados 98 pacientes com miocardiopatia dilatada e 22 indivíduos controles normais. As etiologias mais frequentes da miocardiopatia foi a doença de Chagas em 35% dos casos e idiopática 38%. Observou-se aumento da duração do QRS em 38% dos pacientes miocardiopatas, com predomínio de bloqueio de ramo esquerdo (BRE), encontrado em 59,5% dos pacientes com QRS alargado. Dos 13 pacientes com BRD, 12 eram chagásicos. Observou-se aumento dos índices de sincronismo nos portadores de miocardiopatia. Observou-se correlaçãonegativa significativa entre o indico de sincronismo intraventricular esquerdo (SDVE) e a fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE), R=-0,68 e p<0,0001, entre o indico de sincronismo intraventricular direito (SDVD) e a fração de ejeção do ventrículo direito (FEVD), R=-0,40 e p<0,0001, entre o índice do sincronismo interventricular e a FEVE (R=-0,44, p<0,0001) e a FEVD (R=-0,22, p=0,0132). Na comparação geral entre os pacientes com BRD e BRE, não se observou diferença significativa para quaisquer das variáveis de sincronismo ou função sistólica bi-ventricular. Particularmente, o SDVE foi estatisticamente comparável entre os pacientes com BRD (88,8 ± 43,7 ms) e com BRE (96,8 ± 51,3 ms), denotando graus semelhantes de dessincronismo intraventricular esquerdo. Os pacientes portadores de doença de Chagas exibiram maior proporção de QRS alargado (62%) em comparação com os não chagásicos (25%), p=0,0005. Esse resultado foi associado a aumento do número de pacientes com BRD no grupo chagásico. Observou-se ainda maior grau de dessincronismo intraventricular esquerdo nos chagásicos (93,2 ± 45,7 ms) em comparação aos não chagásicos (69,4 ± 37,1 ms), p=0,0063. O mesmo sendo observado para o dessincronismo intraventricular direito: chagásicos (74,7 ± 33,0 ms) e não chagásicos (70,0 ± 53,0 ms) com p=0,0497. Quando apenas pacientes chagásicos eram tomados em consideração, aqueles com BRD não exibiram diferença em comparação com aqueles com BRE. Conclusões: Observa-se correlação negativa entre o grau de dessincronismo e o desempenho sistólico ventricular em pacientes com miocardiopatia dilatada. Os pacientes com doença de Chagas exibiram maior proporção de alargamento do QRS e maior grau de dessincronismo intraventricular esquerdo quando comparado aos não chagásicos. O padrão de alargamento do QRS com BRD não implicou diferenças no grau de dessincronismo contrátilintra ou interventricular
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.05.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      CALIGARIS, Fábio. Análise do sincronismo ventricular esquerdo mediante emprego da ventriculografia radioisotópica: correlaçao com aspectos eletrocardiográficos e função sistólica ventricular em portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica. 2010. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010. . Acesso em: 12 fev. 2026.
    • APA

      Caligaris, F. (2010). Análise do sincronismo ventricular esquerdo mediante emprego da ventriculografia radioisotópica: correlaçao com aspectos eletrocardiográficos e função sistólica ventricular em portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Caligaris F. Análise do sincronismo ventricular esquerdo mediante emprego da ventriculografia radioisotópica: correlaçao com aspectos eletrocardiográficos e função sistólica ventricular em portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica. 2010 ;[citado 2026 fev. 12 ]
    • Vancouver

      Caligaris F. Análise do sincronismo ventricular esquerdo mediante emprego da ventriculografia radioisotópica: correlaçao com aspectos eletrocardiográficos e função sistólica ventricular em portadores de miocardiopatia dilatada não isquêmica. 2010 ;[citado 2026 fev. 12 ]

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