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Evolução clinica e funcional após hemorragia intraparenquimatosa cerebral primária: um estudo prospectivo brasileiro (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: SILVA, LARISSA AUDI TEIXEIRA DA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: HEMORRAGIA; DOENÇAS CEREBRAIS; EVOLUÇÃO; NEUROLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de morte e um grande problema de saúde pública no Brasil. A hemorragia intraparenquimatosa cerebral (HIC) é responsável por 10 a 15% dos casos de AVC e está associada a uma alta mortalidade. Existem poucos estudos nacionais sobre epidemiologia, apresentação e evolução clínica de pacientes com HIC. A grande maioria dos dados sobre esta patologia é extrapolada de estudos realizados em países desenvolvidos, a despeito das disparidades étnicas e sócio-econômicas. Neste estudo, objetivamos traçar um perfil clínico e epidemiológico dos pacientes com HIC, acompanhar sua evolução e definir aspectos preditivos dessa evolução. Todos os pacientes adultos com HIC primária, admitidos no HCFMRP-USP entre Janeiro de 2006 e dezembro de 2007 foram avaliados. A evolução dos pacientes foi acompanhada através da utilização de escalas clínicas de comprometimento neurológico na fase aguda e subagudo (Escala de coma de Glasgow-GCS, NIHSS) e escalas de incapacidade na fase subagudo e crónica (índice de Barthel e escala de Rankin modificada) aplicadas em 3, 6 e12 meses após o evento inicial. Os dados obtidas pela aplicação das escalas clínicas foram confrontados com os achados de neuroimagem colhidos na primeira semana após a admissão e com os exames laboratoriais. Foram admitidos 96 pacientes com HIC primária, sendo 63,5% homens, idade média de 60,35 ± 13,8 anos, após 11,5 ± 14,5 horas em média do inicio dos sintomas. Áadmissão os pacientes apresentaram NIHSS com mediana de 22 (IQ: 14 - 34); GCS com mediana de 11 (IQ: 6 - 14), volume da HIC média de 33,6 ± 33,2 Ml, sendo que 63,5% já apresentavam hemorragia intraventricular (IV) e 49% hidrocefalia. Intubação orotraqueal foi necessária em 64,6% dos pacientes e pneumonia ocorreu em 47,9%. A mortalidade intrahospitalar (IH) foi de 40,6%; 36,5% em 30 dias; de 45,8% até 3 ) meses; 52,1% até 6 meses e 60,4% até 1 ano. Após análise multivariada, os preditores de mortalidade foram glasgow à admissão < 8, creatinina à admissão \2265 1,2, volume do hematoma \2265 30, hidrocefalia, origem infratentorial do hematoma e idade \2265 50. Os preditores de Rankin \2265 5 foram glasgow < 8 à admissão, volume da HIC \2265 30 mL, hemorragia IV à admissão, hidrocefalia nos 4-5 primeiros dias e pneumonia. Os preditores de Barthel<70 a 3 meses foram NIHSS, volume da HIC \2265 30 mL e hidrocefalia à admissão e pneumonia. Os preditores de NIHSS \2265 15 foram volume da HIC \2265 30 mL e hidrocefalia à admissão. Estes achados demonstram uma elevada mortalidade da HIC no Brasil e sugarem que a os pacientes com HIC no pais tem peculiaridades demográficas e de evolução neurológica que merecem ser consideradas e melhor exploradas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.02.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      SILVA, Larissa Audi Teixeira da; LEITE, João Pereira. Evolução clinica e funcional após hemorragia intraparenquimatosa cerebral primária: um estudo prospectivo brasileiro. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Silva, L. A. T. da, & Leite, J. P. (2010). Evolução clinica e funcional após hemorragia intraparenquimatosa cerebral primária: um estudo prospectivo brasileiro. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva LAT da, Leite JP. Evolução clinica e funcional após hemorragia intraparenquimatosa cerebral primária: um estudo prospectivo brasileiro. 2010 ;
    • Vancouver

      Silva LAT da, Leite JP. Evolução clinica e funcional após hemorragia intraparenquimatosa cerebral primária: um estudo prospectivo brasileiro. 2010 ;

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