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Identificação do comutador de cisteína em metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: RIBEIRO, LILIANE FRAGA COSTA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBI
  • Subjects: SERPENTES; VENENOS DE ORIGEM ANIMAL; ENZIMAS (QUÍMICA); BIOQUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: As metaloproteases do veneno de serpentes representam mais de 53 % dos transcritos de peptidases no gênero Bothrops e são sintetizadas como enzimas latentes multidomínios contendo uma região amino terminal, o pró domínio, que é fundamental para o controle da ação catalítica dessas enzimas. No pró domínio existe uma sequência conservada (PKMCGVT) que contém um resíduo de cisteína livre. Springman e colaboradores propuseram um mecanismo de regulação para metaloproteases de veneno de serpentes chamado mecanismo comutador de cisterna. Nesse mecanismo, o grupo tiol do resíduo de cisteína interage com o íon zinco do sítio catalítico, bloqueando a entrada de substrato e inativando a enzima. Quando o pró domínio é clivado, o sítio ativo é desbloqueado e a enzima pode exercer sua função catalítica. Nesse contexto, o presente trabalho visou um maior entendimento do mecanismo de ativação das metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca e a identificação do pró domínio em enzimas da peçonha.Para isso foram detectadas proteínas do veneno que possuem grupos sulfidril e duas dessas proteínas foram identificadas como botropasina e HF3, metaloproteases da classe P-III. Em ambas foi identificada a sequência PKMCGVT, caracterizando a presença do comutador de cisteína em metaloproteases no veneno. Além disso, nós observamos a ativação dessas enzimas com o tempo de pré incubação com tampão pH 8,1, onde nós verificamos o aumento da atividade enzimática e a diminuição demetaloproteases contendo o pró domínio. Na tentativa de purificar o pró domínio clivado dessas enzimas, nós observamos que grupos tiol livres foram consumidos no veneno. Portanto, não foi possível isolar e identificar o pró domínio clivado das metaloproteases. O mecanismo responsável pelo desaparecimento dos grupos sulfidril no veneno está relacionado com ao menos dois compostos observados ) após cromatografia de gel filtração utilizando coluna de Sephacryl S-200. Além disso, a fração de alto peso molecular em que foi observado o consumo de grupos tiol apresentou um composto protéico que ligou ao peptídeo Abz-Gly-Cys-Ser-Glu-IIe por ligação dissulfeto. Os resultados obtidos neste trabalho mostraram pela primeira vez a presença de metaloproteases no veneno na forma de pró enzima, a ativação dessas enzimas após a pré incubação do veneno com tampão Tris-HCl pH 8,1 e a existência de um mecanismo de consumo de grupos tiol
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.02.2010

  • How to cite
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    • ABNT

      RIBEIRO, Liliane Fraga Costa; OLIVEIRA, Eduardo Brandt de. Identificação do comutador de cisteína em metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca. 2010.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2010.
    • APA

      Ribeiro, L. F. C., & Oliveira, E. B. de. (2010). Identificação do comutador de cisteína em metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Ribeiro LFC, Oliveira EB de. Identificação do comutador de cisteína em metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca. 2010 ;
    • Vancouver

      Ribeiro LFC, Oliveira EB de. Identificação do comutador de cisteína em metaloproteases do veneno de Bothrops jararaca. 2010 ;


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