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Efeito protetor da N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal com doador falecido (2010)

  • Authors:
  • Autor USP: DANILOVIC, ALEXANDRE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MCG
  • Subjects: TRANSPLANTE DE RIM; ESTRESSE OXIDATIVO; ACETILCOLINA; REJEIÇÃO DE ENXERTO
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO As taxas de sobrevida do enxerto em transplante renal de doador falecido são menores que aquelas de doadores vivos. Acredita-se que metabólitos de estresse oxidativo sejam importantes mediadores de varias formas de lesão renal aguda, como insuficiência renal isquêmica, nefrotoxicidade por contraste e obstrução ureteral. O objetivo deste estudo é investigar os efeitos terapêuticos do antioxidante N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal de doador falecido quanto à função do enxerto e ao estresse oxidativo. MÉTODO Entre abril de 2005 e junho de 2008, 74 receptores adultos de primeiro transplante renal de doador falecido foram distribuídos aleatoriamente em grupo tratado com N-acetilcisteína (n=38) ou controle (n=36) e avaliados prospectivamente por 90 dias. O grupo tratado com N-acetilcisteína (NAC) recebeu 600 mg por via oral, em duas tomadas diárias, por 7 dias, iniciado no dia do trasplante. A rejeição aguda comprovada por biópsia foi avaliada em até 30 dias de pós-operatório (PO). A função renal foi determinada por dosagem de creatinina sérica, cálculo do clearance de creatinina pela fórmula de Cockroft-Gault no 7º, 15º, 30º, 60º e 90º PO e comparação de número de dias em diálise ao longo do tempo após o transplante através de estimativa de Kaplan-Meier. A dosagem de substâncias reativas de ácido tiobarbitúrico (TBARS), que são marcadores de peroxidação lipídica e estresse oxidativo, foi determinada do 0-7º PO. A análise estatística foi realizada com auxílio do SPSS 16.0 e Qui-quadrado, teste exato de Fisher, teste t de Student, teste Mann-Whitney, ANOVA e teste log rank foram aplicados conforme indicado. RESULTADOS A rejeição aguda comprovada por biópsia foi menos freqüente, embora não significativa (p=0,203), entre os pacientes tratados com NAC (3/38 7,9% vs. 7/36 19,4%). O grupo tratado com NAC apresentou uma menorcreatinina média durante o seguimento (p=0,026). A depuração de creatinina calculada foi maior para o grupo NAC (p=0,029). O número de dias em diálise de receptores ao longo do tempo após o transplante foi menor no grupo tratado com NAC (p=0,008). O estresse oxidativo foi significantemente reduzido (p<0,001) com NAC até o 7º PO. CONCLUSÃO A N-acetilcisteína melhorou a evolução precoce dos pacientes submetidos a transplante renal de doador falecido pela recuperação mais rápida e mantida da função renal, através da atenuação do estresse oxidativo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.04.2010
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      DANILOVIC, Alexandre; LUCON, Antonio Marmo. Efeito protetor da N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal com doador falecido. 2010.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-07052010-150418/ >.
    • APA

      Danilovic, A., & Lucon, A. M. (2010). Efeito protetor da N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal com doador falecido. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-07052010-150418/
    • NLM

      Danilovic A, Lucon AM. Efeito protetor da N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal com doador falecido [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-07052010-150418/
    • Vancouver

      Danilovic A, Lucon AM. Efeito protetor da N-acetilcisteína na evolução precoce de receptores de transplante renal com doador falecido [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5153/tde-07052010-150418/

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