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Albedo em cerrado sensu stricto como resposta à variação climática e biológica - conexões com índice de vegetação, estoques de carbono e fluxos de CO2 (2009)

  • Authors:
  • Autor USP: COUTO, DIOGO LADVOCAT NEGRÃO - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: CERRADO (ANÁLISE); INFLUÊNCIA CLIMÁTICA (ANÁLISE); FOTOSSÍNTESE; CARBONO
  • Language: Português
  • Abstract: Neste trabalho analisamos a influência da variabilidade climática sobre um ecossistema representado principalmente por cerrado sensu stricto, na Gleba Pé de Gigante, em Santa Rita do Passa Quatro, SP, durante o período de 2001 a 2007. Os dados coletados para esta análise são provenientes da torre micrometeorológica localizada no Parque Estadual de Vassunuga, cuja instalação está associada ao desenvolvimento do projeto temático Interação Biosfera- Atmosfera Fase 2: Cerrados e Mudanças de Uso da Terra. As propriedades físicas do clima utilizadas para análise foram a precipitação, a temperatura do ar e a radiação solar. Um levantamento teórico da biomassa acima e abaixo do solo foi realizado para caracterizar a vegetação quanto ao potencial de estoque de carbono existente. A biomassa da área coberta por campo cerrado foi de 67,1 Mg.ha-1, da área coberta por cerrado sensu stricto, 185,6 Mg.ha-1 e da área coberta por cerrado denso, 242,7 Mg.ha-1. Uma relação entre estoques de carbono e fluxos de CO2 foi estabelecida, onde uma tonelada de carbono em cerrado sensu stricto é capaz de assimilar, em média, 0,27 KgC.ha-1.dia-1 da atmosfera. A combinação de diferentes intensidades das propriedades climáticas formam condições ambientais variadas que contribuem para o estado da vegetação e sua produtividade. O principal parâmetro usado para avaliar o estado da vegetação foi o albedo, tanto para a faixa espectral da radiação visível (albedo solar) como para a faixa da radiação fotossintéticamente ativa (albedo RFA). O comportamento sazonal do albedo permitiu verificar que a vegetação apresentou-se fortemente condicionada pela variabilidade climática, que ditou o ritmo da funcionalidade ecossistêmica. De maneira geral, a precipitação, a temperatura do ar e a oferta de energia solar oscilam de forma proporcional ao longo das estações, caracterizando dois períodos distintos: umperíodo com condições favoráveis ao desenvolvimento vegetal, de outubro a março, e um período de estresse, de abril a setembro. Os valores mínimos e máximos de albedo solar sobre o cerrado sensu stricto, durante o período analisado, oscilou entre 15% (novembro/dezembro) e 9% (setembro/outubro) e, o albedo RFA oscilou entre 2% (fevereiro/março) e 6% (setembro/outubro). Na escala interanual, observou-se o aumento do albedo RFA em 2006 após um período de três anos de queda contínua da precipitação, entre 2003 e 2006, sendo 2006 o ano menos chuvoso de toda a série considerada. Em 2007, os valores de albedo RFA foram bem mais baixos do que os calculados para os demais anos, respondendo rapidamente ao alto índice de precipitação ocorrido na estação chuvosa entre 2006 e 2007. Embora tenha sido observado uma resposta relativamente rápida do albedo RFA à recuperação do estresse hídrico na escala sazonal, o padrão do albedo na escala interanual é distinto: entre 2003 e 2006, período em que se observou taxas negativas de precipitação consecutivas, o albedo RFA diminuiu ou ficou com valores aparentemente constantes, apresentando valores mais altos somente em 2006. Desta forma, conclui-se que o estado da vegetação é condicionado principalmente pelo índice de precipitação, uma vez que a temperatura do ar e a quantidade de radiação solar não apresentam variações bruscas na região considerada. Considerando-se a importância da estimativa de albedo RFA como um parâmetro para estimar a variação sazonal do estado da vegetação, sugeriu-se um ajuste linear simples para a estimativa de albedo RFA em cerrado sensu stricto com base nos valores de IVDN, cuja variância explicada foi igual a 0,68
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.12.2009
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      COUTO, Diogo Ladvocat Negrão; SILVA, Maria Elisa Siqueira. Albedo em cerrado sensu stricto como resposta à variação climática e biológica - conexões com índice de vegetação, estoques de carbono e fluxos de CO2. 2009.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-04022010-133248/ >.
    • APA

      Couto, D. L. N., & Silva, M. E. S. (2009). Albedo em cerrado sensu stricto como resposta à variação climática e biológica - conexões com índice de vegetação, estoques de carbono e fluxos de CO2. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-04022010-133248/
    • NLM

      Couto DLN, Silva MES. Albedo em cerrado sensu stricto como resposta à variação climática e biológica - conexões com índice de vegetação, estoques de carbono e fluxos de CO2 [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-04022010-133248/
    • Vancouver

      Couto DLN, Silva MES. Albedo em cerrado sensu stricto como resposta à variação climática e biológica - conexões com índice de vegetação, estoques de carbono e fluxos de CO2 [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde-04022010-133248/

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