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Ação antinociceptiva do uso crônico de monoaminas em modelo experimental de neuropatia periférica: uma análise da plasticidade neural associada à atividade do fator de transcrição CREB (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PREVIDELLI, KARINA - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: DOR; ANTIDEPRESSIVOS; DOENÇAS NEUROMUSCULARES; NEUROLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Neste trabalho investigamos o efeito do uso crônico de imipramina na fosfoforilação do fator de transcrição CREB (cyclic AMP-responsive element-binding protein) na coluna dorsal da me de camundongos submetidos à dor crônica de origem neuropática pela lesão de nervo periférico. O modelo de neuropatia periférica consistiu de ligação unilateral e parcial do nervo isquiático (modelo de Seltzer). Neste modelo, as alterações de sensibilidade aparecem de 24-48 horas após a cirurgia e os animais apresentaram hipersensibilidade ao estímulo mecânico (alodínia mecânica) e hipemocicepção ao estímulo térmico. Essas alterações de sensibilidade perduraram por, pelo menos, 3 meses. A partir do 7º dia após a lesão, os animais foram tratados com inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, imipramina, em diferentes doses (5, 10 ou 30 mg/kg/ dia; i.p.) ou salina (10 ‘mü’l/gr; i.p.) durante 21 dias. O desenvolvimento da alodínia mecânica e da hiperalgesia térmica foi monitorado uma vez por semana, antes da injeção de imipramine e 24 horas após a administração da última dose do fármaco. O estado de fosforilação de CREB foi investigado por western blot e imunohistoquímica em extrato ou fatias da coluna dorsal da me lombar (‘L IND. 4’-‘L IND. 6’). A atividade de CREB foi monitorada 7 e 28 dias após a lesão e após o tratamento agudo e crônico com imipramina. Nos resultados mostram que a alodínia mecânia e a hipemocicepção térmica estavam presentes do 7º ao 28º dia após aligação do nervo periférico (p < 0,05, teste não-paramétrico de Mann-Whitney). Entretanto, a administração de imipramina, reduziu, progressivamente, a hipersensibilidade ao estímulo mecânico e térmico a partir da primeira semana de tratamento. Após 21 dias dê terapia as alterações de sensibilidade decorrentes da lesão do nervo periférico estavam completamente revertidas (p < 0,05, teste não-paramétrico de Mann-Whitney). Por outro lado, não observamos efeito antinociceptivo após a adminstração aguda de imipramina. Encontramos, ainda, que a fosforilação de CREB na coluna dorsal da me, ipsilateral a lesão, aumentou significativamente, no 7º e 28º dia após a lesão (p < 0.05, teste-t de Student). O tratamento crônico com imipramina, também, inibiu o aumento do atividade de CREB após lesão do nervo periférico (p < 0.05, teste-t de Student). Os resultados imunohistoquímicos sugerem que o efeito da lesão e do tratamento com imipramina ocorre em neurônios das camadas mais superficiais da me, onde a informação nociceptiva é inicialmente processada pelo sistema nervoso central. Observamos, ainda, que mesmo após a interrupção do tratamento crônico com imipramina, os animais apresentaram uma resposta comportamental ao estímulo mecânico semelhante aos padrões anteriores à lesão. Esses resultados sugerem que a administração crônica de imipramina produz mudanças no sistema sensorial cujo aparecimento é dependente do tempo de administraçãodo fármaco. Esse fenômeno pode explicar, pelo menos parcialmente, por que o efeito clínico, antinociceptivo, apresenta uma latência de 2-3 semanas para aparecer. Nossos resultados evidenciam que o tratamento crônico com IRSN produz antinocicepção em condições de dor neuropática pela redução da transcrição de novas proteínas mediada por CREB
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.11.2009

  • How to cite
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    • ABNT

      PREVIDELLI, Karina; LUCAS, Guilherme de Araújo. Ação antinociceptiva do uso crônico de monoaminas em modelo experimental de neuropatia periférica: uma análise da plasticidade neural associada à atividade do fator de transcrição CREB. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
    • APA

      Previdelli, K., & Lucas, G. de A. (2009). Ação antinociceptiva do uso crônico de monoaminas em modelo experimental de neuropatia periférica: uma análise da plasticidade neural associada à atividade do fator de transcrição CREB. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Previdelli K, Lucas G de A. Ação antinociceptiva do uso crônico de monoaminas em modelo experimental de neuropatia periférica: uma análise da plasticidade neural associada à atividade do fator de transcrição CREB. 2009 ;
    • Vancouver

      Previdelli K, Lucas G de A. Ação antinociceptiva do uso crônico de monoaminas em modelo experimental de neuropatia periférica: uma análise da plasticidade neural associada à atividade do fator de transcrição CREB. 2009 ;

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