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Ser adulto sobrevivente de câncer infantil: uma compreensão fenomenológica (2009)

  • Authors:
  • Autor USP: ROCHA, SHIRLEY SANTOS TELES - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: NEOPLASIAS; CRIANÇAS; ADULTOS; FENOMENOLOGIA; EXISTÊNCIA
  • Keywords: câncer infantil; Fenomenologia- existencial; sobreviventes; childhood cancer; Existential-phenomenology; survivors
  • Language: Português
  • Abstract: O presente estudo tem o objetivo de compreender o que é ser adulto sobrevivente de câncer infantil. O método utilizado foi o fenomenológico-existencial e foi desenvolvido no "Ambulatório de Curados" do Serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - Universidade de São Paulo e contou com a colaboração de sete adultos que tiveram câncer na infância. Foi realizada uma entrevista a partir da questão norteadora: "Conte-me como está a sua vida. A análise das entrevistas foi construída à luz de algumas idéias de Martin Heidegger em Ser e Tempo (2005). Ser-adulto-sobrevivente-de- câncer-infantil se desvelou como um ser que se lança e que já está lançado e se projetando, resgata o vigor de ter sido, que se atualiza a cada instante. Assim, a vivência do adulto sobrevivente de câncer infantil desvela-se na temporalidade: vigor de ter sido, atualidade e porvir. Dessa forma, ter vivenciado câncer na infância constitui o existir do adulto, ainda que não se queira lembrar, podendo esta vivência ser impulsionadora do existir. Dessa forma, ser-sobrevivente-de-câncer-infantil-no-mundo-com-os-outros é ser projeto, é porvir, é lançar-se, é existir na fluidez da existência, ora na busca de si mesmo, ora buscando ser igual a todo mundo, sendo impessoal, sendo normal, porém a busca pela normalidade dá-se a partir do ser diferente, da busca de si mesmo, pois somos singular e plural ao mesmo tempo. Foi possível perceber que osadultos sobreviventes de câncer infantil necessitam de programas de acompanhamento que atendam às suas demandas e necessidades. Porém, esse acompanhamento não deve ficar restrito ao âmbito metafísico, é necessário abertura para estar, co-existir com esse adulto sobrevivente, para que assim possa compreender o seu modo de existir. Assim, o profissional de saúde, em sua atuação, lidará com as diferentes formas de ser no mundo do sobrevivente, além da dimensão ) biológica do funcionamento do corpo humano. E isso só é possível, quando a equipe de saúde e o paciente constroem relações autênticas. Porém, essa atuação convoca a equipe de saúde a se colocar, a perceber-se co-existente, tendo que cuidar do seu vir a ser, buscando ou se perdendo de si mesma
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.09.2009
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      ROCHA, Shirley Santos Teles; VALLE, Elizabeth Ranier Martins do. Ser adulto sobrevivente de câncer infantil: uma compreensão fenomenológica. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10032010-190430/ >.
    • APA

      Rocha, S. S. T., & Valle, E. R. M. do. (2009). Ser adulto sobrevivente de câncer infantil: uma compreensão fenomenológica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10032010-190430/
    • NLM

      Rocha SST, Valle ERM do. Ser adulto sobrevivente de câncer infantil: uma compreensão fenomenológica [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10032010-190430/
    • Vancouver

      Rocha SST, Valle ERM do. Ser adulto sobrevivente de câncer infantil: uma compreensão fenomenológica [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-10032010-190430/


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