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Persistência dos sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico na vigência do inibidor de bomba de próton: características clínicas, endoscópicas, manométricas e de pH-metria de 24 horas (2009)

  • Authors:
  • Autor USP: SÁ, CLÁUDIA CRISTINA DE - FM
  • Unidade: FM
  • Sigla do Departamento: MGT
  • Subjects: REFLUXO GASTROESOFÁGICO; SINAIS E SINTOMAS
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: A refratariedade aos inibidores da bomba de prótons (IBP) tem sido o grande desafio dos gastroenterologistas. Este trabalho visa caracterizar os pacientes que persistem com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), em uso de inibidores de bomba de prótons em doses de, pelo menos 40mg/dia, quanto aos aspectos demográficos, clínicos e laboratoriais, determinando-se a freqüência da persistência de refluxo ácido pela pH-metria esofágica de 24h. Secundariamente procurouse determinar a freqüência da esofagite eosinofílica nessa população. MÉTODO: Foram entrevistados 110 pacientes que apresentavam persistência de sintomas de pirose e/ou regurgitação em uso de pelo menos 40 mg de IBP por pelo menos 6 semanas. Os mesmos foram submetidos à endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia esofágica, manometria, pHmetria esofágica de duplo canal e exames laboratoriais. RESULTADOS: Dos pacientes avaliados, 77,3% eram do sexo feminino, com média de 46 anos e predomínio de baixa escolaridade. Apenas 10,9% eram tabagistas, 55% apresentavam índice de massa corpórea (IMC) acima de 25Kg/m2, sendo o IMC médio de 27Kg/m2. Entre as comorbidades, as mais freqüentes foram: alergias (72,7%); hipertensão arterial (34,5%), asma (18,2%), depressão (29,1%) e fibromialgia (8,2%), sendo estas duas últimas maiores que a encontrada na população geral. Observou-se freqüência elevada de sintomas dispépticos (70% dos pacientes relataram epigastralgia e 70% plenitudepós-prandial), disfagia (60,9%); globus (37,3%), tosse (37,3%) e dor torácia não cardíaca (30,9%). Apenas 16,4% evidenciavam à endoscopia, lesão em corpo esofágico e 23,6% hérnia de hiato. A maioria dos pacientes (61,8%) apresentava alguma alteração à manometria esofágica. Encontrou-se, entre os pacientes estudados, 24,6% com pHmetria positiva (8,1% no canal distal e 16,45% no proximal) e 75,4% com pH-metria normal Comparando-se os resultados desses dois grupos de pacientes (pH-metria positiva e normal), segundo as variáveis estudadas, apenas a presença de lesão no corpo esofágico à endoscopia e a elevada escolaridade evidenciaram associação com persistência de pH-metria positiva (p: 0,0061 OR: 4,11 IC: 1,43:11,84 e p: 0,0237 OR: 2,74 IC: 1,13: 6,67 respectivamente). Ao se comparar presença de sintomas atípicos com a presença de refluxo ácido (no esôfago proximal versus distal), apenas globus apresentou associação com pH-metria positiva no canal proximal. Foi diagnosticado um único caso de esofagite eosinofílica entre os pacientes com sintomas típicos de DRGE refratários ao IBP. CONCLUSÃO: DRGE refratária predomina em mulheres de meia idade, associada à alta freqüência de história de alergia, depressão, fibromialgia e sintomas dispépticos. Segundo os resultados da pH-metria, a presença de esofagite erosiva em uso do IBP ou elevada escolaridade foram os únicos fatores de risco para a persistência de refluxo ácido nos dois canais, e globus no canal proximal. Não seobservou diferença entre os pacientes com pH-metria positiva ou normal quanto às demais variáveis, até mesmo sintomas dispépticos. É baixa a freqüência de esofagite eosinofílica entre pacientes com pirose e/ou regurgitação refratários ao inibidor da bomba de próton
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.08.2009
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      SÁ, Cláudia Cristina de; RODRIGUEZ, Tomás Navarro. Persistência dos sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico na vigência do inibidor de bomba de próton: características clínicas, endoscópicas, manométricas e de pH-metria de 24 horas. 2009.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-06112009-145113/ >.
    • APA

      Sá, C. C. de, & Rodriguez, T. N. (2009). Persistência dos sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico na vigência do inibidor de bomba de próton: características clínicas, endoscópicas, manométricas e de pH-metria de 24 horas. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-06112009-145113/
    • NLM

      Sá CC de, Rodriguez TN. Persistência dos sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico na vigência do inibidor de bomba de próton: características clínicas, endoscópicas, manométricas e de pH-metria de 24 horas [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-06112009-145113/
    • Vancouver

      Sá CC de, Rodriguez TN. Persistência dos sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico na vigência do inibidor de bomba de próton: características clínicas, endoscópicas, manométricas e de pH-metria de 24 horas [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5147/tde-06112009-145113/

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