Propriedades termohalinas ao largo de Santos (SP) (2008)
- Authors:
- Autor USP: CASTRO FILHO, BELMIRO MENDES DE - IO
- Unidade: IO
- Assunto: CORRENTES MARINHAS
- Language: Português
- Abstract: Análise de dados hidrográficos coletados durante os trabalhos de campo do projeto ECOSAN, particularmente durante os cruzeiros MASSAS 1 e MASSAS 2. Os dados foram coletados por CTD operado de bordo do N/oc. Prof. W. Besnard do IOUSP, em 50 estações oceanográficas realizadas na plataforma continental adjacente à Baía de Santos, entre 20 e 25/9/2005 (MASSAS 1) e 12 e 18/3/2006 (MASSAS 2). Os dados de CTD sofreram a edição padrão, com remoção de ruído (spikes) e alisamento por janela móvel. Após edição inicial, os dados foram interpolados utilizando o método de análise objetiva. Os resultados mostram, em ambos os cruzeiros, a influência de águas com baixa salinidade próximo à superfície na região mais costeira e de águas com baixas temperaturas próximo ao fundo nas estações mais ao largo. As águas de baixa salinidade estão associadas à descarga do sistema estuarino de Santos - São Vicente através da entrada da Baía de Santos. A influência dessas águas de origem continental é maior nas radiais realizadas em frente ou ao norte da Baía de Santos, mostrando que em ambos os cruzeiros a descarga estuarina não se deslocava para o sul. A influência de águas de baixa temperatura, próximo ao fundo e ao largo, foi maior no cruzeiro MASSAS 1 do que em MASSAS 2. No primeiro, temperaturas inferiores a 14°C foram medidas enquanto que, no segundo, as temperaturas mínimas foram superiores a 16°C. Uma melhor caracterização das massas de água foi obtida a partir dosdiagramas TS espalhados. Em ambos os cruzeiros, nota-se a distribuição típica para a Plataforma Continental Sudeste (Miranda, 1982; Castro et al., 2006): presença da quente e salina Água Tropical (AT), na camada superficial ao largo, da fria e menos salina Água Central do Atlântico Sul (ACAS) na camada de fundo ao largo e da pouco salina Água Costeira (AC) nas proximidades da costa. Entretanto, em MASSAS 1 a interação entre a ACAS e a AC praticamente não existe, devido à forma angular do diagrama TS, o que também é típico para o inverno na região. Em MASSAS 2, por outro lado, há interação entre ACAS e AC na região mais costeira, indicado pela forma quase - triangular do diagrama TS, o que é típico para o verão na Plataforma Continental Sudeste.
- Imprenta:
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ABNT
LEITE, José Roberto Bairão et al. Propriedades termohalinas ao largo de Santos (SP). 2008, Anais.. São Paulo: Iousp, 2008. . Acesso em: 13 mar. 2026. -
APA
Leite, J. R. B., Caroli, A. de, Castro, B. M. de, & Paschoal, G. C. A. (2008). Propriedades termohalinas ao largo de Santos (SP). In . São Paulo: Iousp. -
NLM
Leite JRB, Caroli A de, Castro BM de, Paschoal GCA. Propriedades termohalinas ao largo de Santos (SP). 2008 ;[citado 2026 mar. 13 ] -
Vancouver
Leite JRB, Caroli A de, Castro BM de, Paschoal GCA. Propriedades termohalinas ao largo de Santos (SP). 2008 ;[citado 2026 mar. 13 ] - Análise termohalina de massas de água da região oeste do Oceano Atlântico Sul tropical (latitude 07'GRAUS' s - 20'GRAUS' s, longitude 032'GRAUS' w - 036'GRAUS' w)
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