Tônus e diâmetro arterial coronário não se correlacionam com o grau de denervação autonômica em paciences com cardiopatia chagásica crônica (2008)
- Authors:
- USP affiliated authors: SIMÕES, MARCUS VINÍCIUS - FMRP ; ANTLOGA, CLEIDE MARQUES - FMRP ; MACIEL, BENEDITO CARLOS - FMRP ; MARIN NETO, JOSE ANTONIO - FMRP
- Unidade: FMRP
- DOI: 10.1590/s2179-83972008000100014
- Subjects: CARDIOPATIAS; DOENÇA DE CHAGAS; DENERVAÇÃO
- Language: Português
- Abstract: Introdução: Portadores de cardiopatia chagásica crônica (CCC) apresentam precoce e intensa disautonomia, postulando-se potenciais anormalidades vasomotoras coronárias e conseqüente isquemia e fibrose miocárdica. Esta investigação correlacionou o grau de denervação parassimpática cardíaca com o diâmetro e o tônus arterial coronário. Método: Em 18 pacientes com CCC (55 '+ OU -' 9 anos, 8 do gênero masculino) e 23 voluntários normais (37 '+ OU -' 11 anos, 16 do gênero masculino), avaliou-se a sensibilidade barorreflexa (SBR) com monitoração contínua da pressão arterial (PA) e indução de aumentos transitórios da PA por administração endovenosa de fenilefrina (50 'mü'g a 150 'mü'g). Cateterismo cardíaco com cinecoronariografia basal e 5 minutos após 5 mg de dinitrato de isossorbida (DNIS) foi realizado em pacientes chagásicos. Análise quantitativa do diâmetro arterial coronário foi realizada off-line nas duas condições. O tônus basal arterial coronário foi estimado pelo aumento porcentual do diâmetro após DNIS. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) foi calculada pelo método de Dodge biplanar na ventriculografia de contraste, usando-se ecocardiografia bidimensional para o diâmetro diastólico (DDVE) e estimativa da massa do ventrículo esquerdo.Resultados: Verificou-se acentuada redução da SBR (4,1 '+ OU -' 1,7 ms/mmHg) na CCC comparativamente aos controles (15,0 '+ OU -' 1,5 ms/mmHg) (p < 0,001). O diâmetro coronário médio foi de 2,2'+ OU -' 0,3 mm, correlacionando-se significativamente com variáveis expressando remodelamento cardíaco: FEVE (p = 0,017, R = 0,554), DDVE (p = 0,0036, R = 0,648) e massa VE (p = 0,022, R = 0,534). Não foi observada correlação significante entre diâmetro coronário e SBR (p = 0,457, R = 0,187). O tônus arterial coronário basal foi de 13 '+ OU -' 17%, sem correlação com qualquer variável, incluindo o diâmetro coronário (p = 0,386, R = 0,218) e a SBR (p = 0,822, R = 0,057). Conclusões: A denervação parassimpática não parece influenciar o diâmetro e o tônus arterial coronário basal na CCC
- Imprenta:
- Source:
- Título: Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
- ISSN: 0104-1843
- Volume/Número/Paginação/Ano: v. 16, n. 1, p. 70-76, 2008
- Status:
- Artigo aberto em periódico híbrido (Hybrid Open Access)
- Versão do Documento:
- Versão publicada (Published version)
- Acessar versão aberta:
-
ABNT
SIMÕES, Marcus Vinícius et al. Tônus e diâmetro arterial coronário não se correlacionam com o grau de denervação autonômica em paciences com cardiopatia chagásica crônica. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, v. 16, n. 1, p. 70-76, 2008Tradução . . Disponível em: https://doi.org/10.1590/s2179-83972008000100014. Acesso em: 07 maio 2026. -
APA
Simões, M. V., Marin, G. B., Antloga, C. M., Maciel, B. C., & Marin-Neto, J. A. (2008). Tônus e diâmetro arterial coronário não se correlacionam com o grau de denervação autonômica em paciences com cardiopatia chagásica crônica. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva, 16( 1), 70-76. doi:10.1590/s2179-83972008000100014 -
NLM
Simões MV, Marin GB, Antloga CM, Maciel BC, Marin-Neto JA. Tônus e diâmetro arterial coronário não se correlacionam com o grau de denervação autonômica em paciences com cardiopatia chagásica crônica [Internet]. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva. 2008 ; 16( 1): 70-76.[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://doi.org/10.1590/s2179-83972008000100014 -
Vancouver
Simões MV, Marin GB, Antloga CM, Maciel BC, Marin-Neto JA. Tônus e diâmetro arterial coronário não se correlacionam com o grau de denervação autonômica em paciences com cardiopatia chagásica crônica [Internet]. Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva. 2008 ; 16( 1): 70-76.[citado 2026 maio 07 ] Available from: https://doi.org/10.1590/s2179-83972008000100014 - Prediction of left ventricular wall motion recovery after acute myocardial infarction by TI-201 gated SPECT: incremental value of integrated contractile reserve assessment
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