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O(s) sentido(s) de ser de mulheres alcoolistas (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: CASSAROTI, MARIA CAROLINA ALEIXO - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERP
  • Subjects: ALCOOLISMO; MULHERES; EXISTENCIALISMO
  • Language: Português
  • Abstract: O consumo de substâncias que pode alterar o estado de consciência e modificar o comportamento parece ser um fenômeno universal da humanidade. No que diz respeito ao alcoolismo no Brasil, o número de mulheres que são dependentes do álcool passou de 5,7% em 2001 para 6,9% em 2005, e, apesar desse aumento, estudos sobre o beber feminino ainda são muito escassos na literatura brasileira. Esse estudo pretende contribuir para o debate e a reflexão sobre o alcoolismo em mulheres. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa fenomenológica, cujos objetivos foram: conhecer a condição de vida de mulheres alcoolistas e como elas se percebem nesse mundo e também compreender os fenômenos relacionados ao alcoolismo e os sentidos dessa realidade. Para o desenvolvimento desse estudo foram incluídas mulheres a partir dos trinta anos de idade com história de dependência química do álcool e que tenham sido caracterizadas como alcoolistas segundos critérios da CID-10 e que faziam acompanhamento no CAPS- AD II na cidade de Ribeirão Preto/SP; foram abordadas treze mulheres. A técnica adotada para a captação de informações foi a história de vida, a qual permitiu realizar uma re-significação dos conteúdos dos discursos dessas mulheres sobre suas vidas. Foram utilizados dois instrumentos: um para a coleta de informações (caracterização) dos sujeitos participantes da pesquisa e o segundo constou de uma questão norteadora para desencadear as falas. Para interpretação dasinformações obtidas foi utilizado como referencial a teoria filosófica existencialista de Sartre, apresentada na obra O existencialismo é um humanismo. A partir dos resultados obtivemos que as entrevistadas possuíam baixo nível de escolaridade e muito baixo nível de poder aquisitivo; quase a metade era solteira e possuíam em média 2,5 filhos; além disso, em sua maioria, se diziam católicas não praticantes e residiam com filhos ou outros parentes. Foi relatado que grande parte dessas mulheres possuía uma relação conflituosa com seus pais e companheiros, os quais também faziam uso de álcool, e, que elas começaram a beber na companhia dos companheiros. As informações resultantes relevantes segundo a proposta desse estudo foram reunidas sob quatro unidades de significação: a condição da escolha e a liberdade, o abandono, o desamparo e a descoberta da angústia, a questão da solicitude e a má-fé e a percepção da responsabilidade. Entre outras considerações, a mais importante é apontar a necessidade premente da reconhecimento do alcoolismo em mulheres como uma forma especial de abordar a dependência alcoólica, na medida em que o acompanhamento deve ser exclusivo e diferenciado, já que o preconceito em nossa sociedade é duplo pelo fato de serem mulheres e alcoolistas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.11.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      CASSAROTI, Maria Carolina Aleixo; RIBEIRO, Cléa Regina de Oliveira. O(s) sentido(s) de ser de mulheres alcoolistas. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Cassaroti, M. C. A., & Ribeiro, C. R. de O. (2008). O(s) sentido(s) de ser de mulheres alcoolistas. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Cassaroti MCA, Ribeiro CR de O. O(s) sentido(s) de ser de mulheres alcoolistas. 2008 ;
    • Vancouver

      Cassaroti MCA, Ribeiro CR de O. O(s) sentido(s) de ser de mulheres alcoolistas. 2008 ;

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