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Assistência de enfermagem à mulher no ciclo gravídico-puerperal: a realidade de Araraquara/SP (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: CAGNIN, ELAISE REGINA GONÇALVES - EERP
  • Unidade: EERP
  • Sigla do Departamento: ERM
  • Subjects: ENFERMAGEM OBSTÉTRICA (ASSISTÊNCIA); PARTO; COMPETÊNCIA PROFISSIONAL
  • Language: Português
  • Abstract: A atenção ao pré-natal e ao parto por pessoal qualificado é fundamental para a redução da mortalidade materna e neonatal. A Confederação Internacional de Parteiras (ICM) preconiza quais os conhecimentos e as habilidades que o profissional qualificado deve possuir para proporcionar à mulher uma atenção de qualidade, em todas as fases do ciclo reprodutivo. Este estudo buscou conhecer a realidade do atendimento realizado pelo profissional de enfermagem na atenção ao pré-natal e ao parto, no município de Araraquara/SP. Objetivos: Caracterizar os profissionais de enfermagem que atuam na atenção ao pré-natal e ao parto e analisar as competências essenciais desenvolvidas por eles nesta prática. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem qualitativa cujos dados foram coletados através da entrevista estruturada com os profissionais de enfermagem e da observação sistemática não participativa das competências essenciais em obstetrícia. A população estudada foi composta por 42 profissionais de enfermagem, sendo 32 atuantes na atenção ao pré-natal e 10 na atenção ao parto. Foram observadas na atenção ao pré-natal 44 recepções na unidade, 28 pré-consultas e 44 pós-consultas, além de 44 gestantes em sala de espera e 44 gestantes em sala de consulta médica. Na atenção ao parto foram observados 15 avaliações obstétricas admissionais, 18 trabalhos de parto, 11 partos vaginais, 9 pós-partos imediatos e 11 recepções neonatais. Resultados: Na atenção aopré-natal, o perfil dos profissionais revela uma equipe feminina (96,9%), maior que 41 anos (65,6%), convivendo em relação conjugal estável (50%), tendo experiência de ter tido filhos (68,7%), com cor da pele declarada branca (71,9%) e tempo de atuação na área de saúde maior de 10 anos (59,4%) e menos de 10 anos de formação profissional no maior nível de qualificação (62,5%). A carga horária média de trabalho foi de 39,4 horas semanais, 85% atuam em apenas um emprego, a média de salários dos profissionais de nível médio da Unidade Básica de Saúde (UBS) corresponde a 43,9% da remuneração média das enfermeiras, enquanto o Programa de Saúde da Família (PSF) corresponde a 58,5%; 66,7% das enfermeiras possuem pós-graduação lato sensu na área de saúde pública; não encontramos enfermeira especialista em obstetrícia. Quanto às competências essenciais, as enfermeiras não realizam o acompanhamento de pré-natal na UBS e no PSF tal prática ocorre eventualmente. O atendimento é centrado na figura do médico, há discreta participação das enfermeiras e as habilidades essenciais em obstetrícia, preconizadas pela ICM, deixaram de ser desenvolvidas. Na atenção ao parto, o perfil dos profissionais revela uma equipe feminina (100%), com idade média de 36,6 anos, convivendo com relação conjugal estável (60%), tendo experiência de ter tido filhos (70%) e com cor da pele declarada branca (70%). A carga horária média de trabalho foi de 46,8 semanal, 80% dasenfermeiras trabalham em dois empregos e a média de salários dos profissionais de nível médio corresponde a 39,3% da remuneração média das enfermeiras. Todas as enfermeiras são especialistas em obstetrícia e 80% têm de 1 a 4 anos de formação após a especialização. O tempo médio de experiência na atenção ao parto das enfermeiras foi de 14 anos e 6 meses e dos profissionais de nível médio de 3 anos e 1 mês. Quanto às competências essenciais, compete à enfermeira obstetra a avaliação obstétrica admissional, o acompanhamento ao trabalho de parto e a realização do parto. Muitas das habilidades essenciais em obstetrícia, preconizadas pela ICM, deixaram de ser desenvolvidas ou o foram de maneira incompleta. Conclusões: Na atenção ao pré-natal há carência de pessoal qualificado, enquanto o modelo de atenção ao parto prioriza a qualificação profissional. Muitas das competências essenciais na atenção ao pré-natal e ao parto, preconizadas pela ICM, não estão sendo desempenhadas ou quando realizadas, ocorrem de maneira incompleta. O estudo revela a necessidade de reorganização da assistência ao pré-natal e ao parto para a redução da mortalidade materna e neonatal e da incidência de parto cesárea desnecessário no município
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.10.2008
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      CAGNIN, Elaise Regina Gonçalves. Assistência de enfermagem à mulher no ciclo gravídico-puerperal: a realidade de Araraquara/SP. 2008. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. Disponível em: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06032009-085135/. Acesso em: 13 fev. 2026.
    • APA

      Cagnin, E. R. G. (2008). Assistência de enfermagem à mulher no ciclo gravídico-puerperal: a realidade de Araraquara/SP (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06032009-085135/
    • NLM

      Cagnin ERG. Assistência de enfermagem à mulher no ciclo gravídico-puerperal: a realidade de Araraquara/SP [Internet]. 2008 ;[citado 2026 fev. 13 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06032009-085135/
    • Vancouver

      Cagnin ERG. Assistência de enfermagem à mulher no ciclo gravídico-puerperal: a realidade de Araraquara/SP [Internet]. 2008 ;[citado 2026 fev. 13 ] Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22133/tde-06032009-085135/

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