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O papel da lectina Artin M na ativação de mastócitos (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: BARBOSA, VALÉRIA CINTRA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBP
  • Subjects: MASTÓCITOS; LECTINAS (DESEMPENHO); BIOLOGIA CELULAR; BIOLOGIA MOLECULAR
  • Language: Português
  • Abstract: Estudos anteriores demonstraram que Artin M induz a ativação de mastócitos na presença ou na ausência de IgE ligada ao FC’ÉPSILON’RI e que os domínios de reconhecimento de carboidrato (CRDs) da lectina estavam envolvidos nessa atividade. No presente trabalho estudou-se a interação da lectina Artin M com glicoconjugados da superfície de mastócitos. A ligação de Artin M biotinilada à superfície de células RBL-2H3, avaliada por ensaios de citometria de fluxo, ocorreu em 97% das células. Tal ligação foi inibida em 98 e 99%, respectivamente, por D-manose (25 e 50 mM) e metil-’alfa’’.-D-manopiranosídeo (25 e 50 mM). Através de microscopia de fluorescência, observou-se marcação positiva distribuída na superfície de células RBL-2H3. Não houve marcação quando Artin M foi previamente incubada com D-manose (25 mM), contrariamente ao observado quando a lectina foi pré- incubada com D-galactose (25 mM). A desgranulação de células RBL-2H3 induzida por Artin M foi verificada através de ensaio de detecção de atividade ‘beta’-hexosaminidase, onde se verificou que a liberação da enzima ocorre na ausência ou presença de IgE, e que, nesse último caso, há um aumento expressivo da atividade enzimática detectada. A liberação "de ‘beta’-hexosaminidase foi inibida em aproximadamente 97% quando Artin M foi previamente incubada com metil-’alfa.-D-manopiranosídeo (50 mM). Tais resultados são sugestivos de que a desgranulação de mastócitos induzida por Artin M possa ser decorrenteda interação entre os CRDs da lectina e componente (s) glicosilado (s) da superfície dessas células, como FC’ÉPSILON’RI. Ou ainda, de uma possível interação entre Artin M e a IgE ligada ao Fc’ÉPSILON’RI. A possível ligação de Artin M a IgE foi averiguada através de ensaios em microplacas, onde verificou-se que Artin M se liga à IgE de maneira dose-dependente. Investigou-se ainda se o receptor de alta afinidade para IgE -FC’ÉPSILON’RI -seria reconhecido por Artin M. Através da separação eletroforética de proteínas de lisados de células RBL-2H3, ativadas ou não, seguida da eletrotransferência para membrana de nitrocelulose e incubação com Artin M biotinilada, observou-se o reconhecimento, pela lectina, de diversos componentes que apresentam massas moleculares aparentes variáveis. Entretanto, dentre estes componentes, encontra-se uma banda protéica de aproximadamente 35 kDa, coincidente com aquela reconhecida por mAbs BE's, específicos para a subunidade ‘beta’ de FC’ÉPSILON’RI, fato que sugere que esta subunidade do receptor seja reconhecida por Artin M. A análise da expressão de FC’ÉPSILON’RI, através de citometria de fluxo, mostrou que células RBL-2H3 estimuladas por Artin M e sensibilizadas ou não por IgE, mantiveram o nível de expressão de FC’ÉPSILON’RI, contrariamente às células sensibilizadas pela imunoglobulina e estimuladas por ‘DNP IND. 48-‘ HSA, que apresentaram uma redução de 40% na expressão de Fc’ÉPSILON’RI.Através de ensaios de microscopia confocal e Western Blot, observou-se um aumento na intensidade da marcação pelo anticorpo anti-fosfotirosina, após estímulo por Artin M, que pode ser devido a um aumento da fosforilação de tirosinas induzido pela lectina, na presença de IgE, sugerindo que FC’ÉPSILON’RI esteja de fato envolvido no processo de ativação celular induzido por Artin M. Através de ensaios imunoenzimáticos -ELISA- verificou-se um aumento de 43% na produção de MCP-1 em células sensibilizadas por IgE e estimuladas por Artin M, durante 1 hora, comparado às células estimuladas via FC’ÉPSILON’RI. .Foi observado um aumento de 92% na produção da TGF-’beta’ em células não sensibilizadàs por IgE e estimuladas por Artin M, durante 8 horas, em relação às células estimuladas via FC’ÉPSILON’RI; em adição, houve um aumento de 68% na produção de TGF-’beta’ em células sensibilizadas por IgE e estimuladas por Artin M durante 8 horas, em relação às células estimuladas via FC’ÉPSILON’RI. O conjunto dos resultados obtidos sugere que Artin M, ao ligar-se apropriadamente a carboidratos da superficie de mastócitos, possivelmente àqueles presentes no receptor de alta afinidade para IgE e/ou na própria IgE ligada ao FC’ÉPSILON’RI, induza a transdução de sinal intracelular, responsável pela ativação dos mastócito
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.10.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      BARBOSA, Valéria Cintra. O papel da lectina Artin M na ativação de mastócitos. 2008. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. . Acesso em: 23 jan. 2026.
    • APA

      Barbosa, V. C. (2008). O papel da lectina Artin M na ativação de mastócitos (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Barbosa VC. O papel da lectina Artin M na ativação de mastócitos. 2008 ;[citado 2026 jan. 23 ]
    • Vancouver

      Barbosa VC. O papel da lectina Artin M na ativação de mastócitos. 2008 ;[citado 2026 jan. 23 ]

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