Exportar registro bibliográfico

Rejeição de artefatos de movimento em oximetria de pulso por controle adaptativo de potência (2008)

  • Authors:
  • USP affiliated author: GOMES, ROGÉRIO PUGLIESI ALMEIDA - EP
  • School: EP
  • Sigla do Departamento: PTC
  • Subjects: OXIGÊNIO (MEDIÇÃO); CONTROLE ADAPTATIVO; DISPOSITIVOS E INSTRUMENTOS MÉDICOS
  • Language: Português
  • Abstract: Oximetria de Pulso é a técnica de extração de sinais utilizada para medição da Saturação Percentual de Oxigênio (SpO2) no sangue arterial. Avalia a eficiência da troca gasosa ocorrida nos pulmões e a capacidade de transporte de O2 através da hemoglobina contida no sangue de modo não invasivo. Utiliza o princípio da espectrofotometria valendo-se do fato de que a hemoglobina, quando combinada ao O2, absorve um determinado comprimento de onda em detrimento de outros e absorve outro comprimento de onda quando não combinada ao O2. Esses feixes luminosos são aplicados em locais do corpo do paciente onde existam vasos sanguíneos arteriais. O fluxo pulsante desses vasos com sangue arterial é utilizado para a medição da Saturação Percentual de Oxigênio - SpO2 (daí "oximetria de pulso"). Sua utilização abrange uma grande variedade de ambientes como centros cirúrgicos, unidades de tratamento intensivo adulto e neonatal, pronto socorros, serviços de remoções, clínicas de estética, consultórios dentários, entre outros. Uma das dificuldades na obtenção de tal medida se deve ao fato de que o movimento da extremidade do corpo do paciente monitorado onde o sensor está aplicado, faz surgir no fluxo sanguíneo um ruído em elementos antes considerados não pulsantes (como pele, ossos e sangue venoso), afetando a medida de SpO2 e fazendo com que uma falsa hipóxia (diminuição do oxigênio dissociado à hemoglobina) se apresente. As teorias para a explicação da influência desse movimento sobre o valor da Saturação de Oxigênio partem do princípio que como o valor da SpO2 é obtido por associação com a razão das potências dos sinais de cada comprimento de onda específico, quando ambos os sinais estivessem sob influência do movimento essa razão tenderia a um valor unitário pela ação desse ruído em modo comum, significando uma Saturação Percentual de O2 de 82%.Outra teoria derivada dessa primeira supõe que pelo sangue venoso se tornar pulsante durante o movimento, o valor da sua SpO2 (da ordem de 75%) influencia o valor da SpO2 medida para o sangue arterial, provocando um quadro falso de hipóxia. A interpretação incorreta da medida como sendo resultado da presença de artefatos de movimento ao invés de uma hipóxia real pode ser fatal se não detectada a tempo como, por exemplo, em pacientes submetidos à ventilação mecânica ou neonatos em incubadoras. Se a concentração de O2 diminuir ou se os pulmões não estão sendo capazes de trocá-lo, isso irá refletir na quantidade de hemoglobina oxidada (oxiemoglobina) e por conseqüência na distribuição de oxigênio pelo organismo podendo levar a um dano ou até morte cerebral. Portanto, um sistema que mede a SpO2 isenta da influência do artefato de movimento garante que no evento de uma hipóxia a interpretação sempre será correta e compatível com a realidade. Instalando-se um sensor de movimento no local da medida é possível eliminar o ruído devido esse último através de técnicas de filtragem adaptativa dos sinais provenientes de cada comprimento de onda em particular e assim garantir a medida de SpO2 e verificar a real influência do movimento no sistema. Assim medindo o valor da SpO2 através de sinais livres da influência do movimento esse valor também será isento dessa influência. Porém, o que se verifica é que uma vez mantido um controle de emissão dos feixes luminosos de modo a que o circuito de captação se mantenha sempre no mesmo ponto de trabalho, a influência do movimento é bastante atenuada. Então, comparando-se o valor medido da SpO2 sob ação do movimento e o medido com a subtração desse último através do cancelador de ruído verifica-se que são iguais.O movimento afeta tanto o sangue arterial como o venoso e outras partes antes não pulsantes, porém a influência do sangue arterial mesmo sob essas condições continua sendo muito maior devido à diferença de pressão. Sendo assim, se verifica que para uma alteração no valor da SpO2 ser significativa, as potências devem se alterar uma em detrimento da outra e não conjuntamente. O controle adaptativo de potência faz com que a influência das variações das potências luminosas do vermelho e do infravermelho sobre a razão R da mínima. Além disso, sob o movimento, não permite que haja uma diferença das componentes contínuas dos sinais ou saturação por excesso de luz o que causaria uma alteração na potência pulsante induzindo ao quadro da falsa hipóxia. Desse modo prova-se que o movimento não influência a medida de SpO2 uma vez controlada de modo adaptativo a potência dos feixes luminosos dos LEDs, porque o ruído originado pelo movimento presente nos sinais é o fluxo sanguíneo sendo agitado não importando como esse último pulse, mas apenas que pulse para a medição da SpO2.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.10.2008

  • How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      GOMES, Rogério Pugliesi Almeida; KASSAB JUNIOR, Fuad. Rejeição de artefatos de movimento em oximetria de pulso por controle adaptativo de potência. 2008.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
    • APA

      Gomes, R. P. A., & Kassab Junior, F. (2008). Rejeição de artefatos de movimento em oximetria de pulso por controle adaptativo de potência. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Gomes RPA, Kassab Junior F. Rejeição de artefatos de movimento em oximetria de pulso por controle adaptativo de potência. 2008 ;
    • Vancouver

      Gomes RPA, Kassab Junior F. Rejeição de artefatos de movimento em oximetria de pulso por controle adaptativo de potência. 2008 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI:

    Digital Library of Intellectual Production of Universidade de São Paulo     2012 - 2020