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A beiradeira e o grilador: ocupação no oeste do Pará (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: TORRES, MAURICIO GONSALVES - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLG
  • Subjects: GRILAGEM; POPULAÇÃO RURAL; SOCIOLOGIA RURAL; RIO TAPAJÓS; AMAZÔNIA
  • Language: Português
  • Abstract: Como tantos outros extrativistas da Amazônia, a população de Montanha e Mangabal teve seu embrião no primeiro ciclo da borracha, em meados do século XIX, quando parte de seus ascendentes se instalou naquelas margens do Alto Tapajós. Desde então, eles resistiram à escravização por dívida na forma do aviamento; venceram as incertezas vindas com o fim dos tempos da seringa; encontraram soluções quando acabou o comércio das peles de gatos; sobreviveram à chegada e à derrocada dos garimpos, à malária, à contaminação por mercúrio e ao que mais foi preciso. Na década de 1970, muitos deles foram expulsos com requintes de truculência de parte de seu território com a criação do Parque Nacional da Amazônia. Mas a gente de Montanha e Mangabal persistiu também a isso e todos se reagruparam rio acima. Os anos 70 trouxeram ainda o acirramento da grilagem incentivada pelo garimpo e pelas obras da BR-163. Os beiradeiros concentraram-se na margem esquerda do rio Tapajós e, unidos, resistiram. Então apareceu a Indussolo, uma empresa paranaense autora da mais grandiosa e sofisticada fraude fundiária das tantas que a Amazônia é palco. Por meio de sentença judicial, obtiveram um Registro Torrens, uma espécie rara de título fundiário que, legitimado pelo Judiciário, torna a matrícula do imóvel incancelável e irretificável. Assim, a empresa engoliu a espantosa dimensão de 1.138.000 hectares e, dentro deles, quase todo o território de Montanha e Mangabal. Por anos eles vinham lutandocontra a Indussolo, quando, em 2006, o Ministério Público Federal instaurou uma ação civil pública atacando a matrícula Torrens, a fim de tutelar a ocupação ancestral da população de Mangabal e Montanha. Esse trabalho nasceu desse momento, na intenção inicial de elaborar um levantamento fundiário que evidenciou o imenso ardil da empresa. Por outro lado, com base na viva fidelidade da tradição oral do grupo, ) pode-se retratar a outra face da ocupação daquelas terras: oito gerações daquelas pessoas, nascidas e enterradas, naquela terra
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.06.2008
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      TORRES, Mauricio Gonçalves; OLIVEIRA, Ariovaldo Umbelino de. A beiradeira e o grilador: ocupação no oeste do Pará. 2008.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27112008-132446/ >.
    • APA

      Torres, M. G., & Oliveira, A. U. de. (2008). A beiradeira e o grilador: ocupação no oeste do Pará. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27112008-132446/
    • NLM

      Torres MG, Oliveira AU de. A beiradeira e o grilador: ocupação no oeste do Pará [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27112008-132446/
    • Vancouver

      Torres MG, Oliveira AU de. A beiradeira e o grilador: ocupação no oeste do Pará [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8136/tde-27112008-132446/

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