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Ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul :: simulação climática e experimentos de sensibilidade (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: REBOITA, MICHELLE SIMÕES - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: ACA
  • Subjects: TURBULÊNCIA ATMOSFÉRICA; CLIMATOLOGIA FÍSICA
  • Language: Português
  • Abstract: O setor oeste do Atlântico Sul, próximo à costa leste da América do Sul, é uma região de atividade ciclogenética o ano todo. Neste estudo, avaliou-se o skill do regional Climate model-versão 3 (RegCM3) em simular a climatologia de ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul no período de 1990 a 1999, bem como os padrões atmosféricos associados. O skill foi obtido comparando-se a simulação com a reanálise do National Centers for Environmental Prediction (NCEP). Além disso, foram realizados alguns experimentos numéricos de sensibilidade (topografia, fluxos turbulentos de calor e temperatura da superfície do mar - TSM). Inicialmente validou-se a climatologia simulada pelo RegCM3 que, de forma geral, mostrou padrão especial sazonal das variáveis similar às análises, porém com diferenças em intensidade. O modelo subestima a velocidade do vento em baixos níveis e superestima em níveis superiores, é mais seco na região da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) e mais úmido no centro-sul do domínio. Além disso, subestima os fluxos turbulentos de calor latente nas latitudes baixas, mas aproxima-se das análises nos extratrópicos. Devido aos fortes gradientes veticais de temperatura do ar na camada superficial, resultado do bias frio do modelo, os fluxos de calor sensível simulados são maiores do que os das análises. A climatologia de ciclones foi obtida através de um esquema automático, que identifica mínimos de vorticidade relativa no vento a 10 m dealtura('DZETA.IND.10'), e incluiu todos os sistemas inicialmente com 'DZETA''<OU='-1,5x'10.POT. -5'S.POT-1' e tempo de vida igual ou superior a 24 horas. Em 10 anos o RegCM3 simulou praticamente o mesmo número total de sistemas do NCEP, embora mais fracos e lentos. Com relação à distribuição espacial das ciclogêneses, o modelo simulou as três regiões de maior atividade ciclogenética próximo à costa leste da América do Sul: sul/sudeste do Brasil (RG1), ) ) desembocadura do rio da Prata no Uruguai (RG2) e sul da Argentina (RG3), porém subestimou a densidade ciclogenética. As análises de composições mostraram que as ciclogêneses nestas regiões estão associadas à instabilidade baroclínica em superfície e a distúrbios transientes em níveis superiores. Na RG1 a atividade ciclogenética é maior quando os distúrbios em níveis superiores são mais fracos (verão), porém na época de maior disponibilidade de umidade, o que permite concluir que a umidade é fundamental para as ciclogêneses nesta região. Nas RG2 e RG3, as ciclogêneses estão bastante associadas à influência de cavados transientes em níveis superiores que se deslocam do Pacífico em direção ao Atlântico. Enquanto na GN3 muitas das ciclogêneses devem-se ao efeito a sotavento que os distúrbios em níveis superiores sofrem ao cruzar os Andes, na RG2 estes sistemas só vão se originar a 'DA ORDEM DE'1000 km da cordilheira, pela interação dos distúrbios trasientes com o cavado estacionário gerado pela influência datopografia no escoamento de oeste. O suprimento de umidade é importante, mas não essencial para as ciclogênesesna RG2. O RegCM3 simulou os padrões atmosféricos associados à ocorrência de ciclogêneses registrados na reanálise, embora, em alguns casos, diferindo na intensidade. Experimentos numéricos de sensibilidade mostraram que a topografia é fundamental para a existência dos três máximos ciclogenéticos na costa leste da América do Sul, que a ausência de fluxos de calor latente e sensível na interface ar-mar reduz a atividade ciclogenética nas RG1 e RG3, e que diferentes cenários de TSM modificam a distribuição espacial das ciclogêneses no Atlântico Sul. Num cenário de TSM homogênea as ciclogêneses se restringem à costa leste da América do Sul e Sul do Atlântico Sul e, em outro, que aumentou em 30% os gradientes horizontais de TSM, as ciclogêneses são superestimadas no norte da RG1 e ) e subestimadas nas RG2 e RG3. A intensificação dos gradientes de TSM não aumentou a intensidade e/ou tempo de vida dos ciclones.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 09.06.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      REBOITA, Michelle Simões; ROCHA, Rosmeri Porfírio da. Ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul :: simulação climática e experimentos de sensibilidade. 2008.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.
    • APA

      Reboita, M. S., & Rocha, R. P. da. (2008). Ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul :: simulação climática e experimentos de sensibilidade. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Reboita MS, Rocha RP da. Ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul :: simulação climática e experimentos de sensibilidade. 2008 ;
    • Vancouver

      Reboita MS, Rocha RP da. Ciclones extratropicais sobre o Atlântico Sul :: simulação climática e experimentos de sensibilidade. 2008 ;

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