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Bárions em aglomerados de galáxias :: enriquecimento do gás intra-aglomerado e eficiência de formação estelar (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: LAGANÁ, TATIANA FERRAZ - IAG
  • Unidade: IAG
  • Sigla do Departamento: AGA
  • Subjects: GÁS INTERESTELAR; AGLOMERADOS DE GALÁXIAS; FORMAÇÃO DE ESTRELAS
  • Language: Português
  • Abstract: Nas últimas décadas o estudo dos aglomerados de galáxias mostrou que essas estruturas são sistemas ainda em formação, compostos por subgrupos de galáxias em interação com o gás intra-aglomerado. A troca de matéria e energia entre as galáxias e o gás tem papel importante na evolução química desses sistemas. Nesta tese analisamos a relação entre o gás intra-aglomerado e as galáxias a partir de dados públicos em raios-X obtidos pelo telescópio XMM-Newton e de dados na faixa do óptico obtidos pelo Sloan Digital Sky Survey (SDSS) e, em um único caso, pelo Canada-France-Hawaii Telescope (CFHT). Uma evidência da interação das galáxias com o gás intra-aglomerado é a eficiência de formação estelar. Analisamos a contribuição em massa das estrelas e do gás para a massa bariônica total a partir da razão M/ Mgas, que pode ser definida como a eficiência de formação estelar. Para este estudo, foram selecionados cinco aglomerados de Abell, no intervalo de redshift de 0,03<z<0,3. O resultado final mostra que a eficiência de formação estelar das galáxias, calculada dentro de 'R.IND.500' ( raio no interior do qual a densidade média excede a densidade crítica por um fator de 500), está anti-correlacionada com a temperatura, ou seja, com a massa. A eficiência de formação estelar varia de 2% a 18% para aglomerados com temperatura entre 4,0 keV a 8,5 keV, mostrando que aglomerados mais maciços são hostis à formação estelar. Este resultado também foi encontrado para umasegunda amostra de 20 aglomerados para os quais a eficiência de formação estelar varia de 6% em aglomerados mais maciços a 12% em aglomerados menos maciços. Dada tal correlação, sugerimos que no processo de formação dos aglomerados o halo das galáxias que vão sendo incorporadas sofre estrangulação (Larson et al. 1980). Dado que os aglomerados mais maciços são mais quentes, o processo de estrangulação torna-se mais eficaz nessses sistemas. Desprovida do ) reservatório de gás, a formação estelar diminui sensivelmente nos aglomerados mais maciços. Outro fato que pode ter contribuído para a tal correlação é o vento de supernovas do tipo II na fase de formação dos aglomerados pobres. Assim, os aglomerados de baixa massa teriam menos gás, explicando a diminuição de M /Mgas para estes sistemas. Ainda a respeito da interação entre as galáxias e o gás intra-aglomerado, a presença de elementos pesados neste gás mostra que ele não é completamente primordial e que esses elementos, sintetizados nas estrelas, são transportados para fora das galáxias. Com base em uma amostra de vinte aglomerados, nossos resultados sugerem uma possível correlação entre a massa de ferro e a luminosidade da galáxia central. Como esta galáxia não é capaz de ejetar através de ventos galácticos e, tampouco produzir a quantidade de ferro observada, sugerimos que alem dos ventos galacticos, a pressão de arraste seja um mecanismo importante no transporte dos metais Aliada às forças demaré, estes dois mecanismos podem contribuir, ao mesmo tempo, no transporte do ferro para o ICM e aumentar a luminosidade da galáxia central. Comparando a massa total de ferro presente no gás intra-aglomerado com modelos de evolução química, vimos que as supernovas do tipo II não são capazes de produzir a quantidade de ferro observada. Isso sugere que parte do ferro presente no gás intra- aglomerado foi produzido por supernovas do tipo Ia. Desta forma, nossos resultados concordam com modelos de enriquecimento do gás intra-aglomerado em duas fases: em um primeiro momento as supernovas do tipo II ejetaram metais (ferro e os chamados elementos- 'ALFA') através de ventos galácticos. Em uma segunda etapa vinculada ao processo de formação da galáxia central, a pressão de arraste foi o processo dominate em transportar o ferro, produzido principalmente em supernovas do tipo Ia para o gás. De acordo com as nossas ) especulações, mais de 50% do ferro observado foi produzido em supernovas do tipo Ia.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 22.08.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      LAGANÁ, Tatiana Ferraz. Bárions em aglomerados de galáxias :: enriquecimento do gás intra-aglomerado e eficiência de formação estelar. 2008. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. . Acesso em: 06 maio 2026.
    • APA

      Laganá, T. F. (2008). Bárions em aglomerados de galáxias :: enriquecimento do gás intra-aglomerado e eficiência de formação estelar (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Laganá TF. Bárions em aglomerados de galáxias :: enriquecimento do gás intra-aglomerado e eficiência de formação estelar. 2008 ;[citado 2026 maio 06 ]
    • Vancouver

      Laganá TF. Bárions em aglomerados de galáxias :: enriquecimento do gás intra-aglomerado e eficiência de formação estelar. 2008 ;[citado 2026 maio 06 ]

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