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Efeito da quelação de zinco no desenvolvimento de crises epilépticas límbicas no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: FORESTI, MAIRA LICIA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: EPILEPSIA; CRISES; ANTICONVULSIVANTES
  • Language: Português
  • Abstract: Um dos modelos experimentais mais utilizados para o estudo da epilepsia é o abrasamento elétrico em ratos, o qual é caracterizado pelo desenvolvimento progressivo de crises comportamentais e elétrencefalográficas em resposta a estimulações elétricas repetitivas, inicialmente subconvulsivas do sistema límbico. No abrasamento convencional, os estímulos são realizados 1 ou 2 vezes por dia, levando aproximadamente 2 semanas para o desenvolvimento do abrasamento, entretanto, intervalos pequenos têm provado ser uma alternativa rápida e eficaz para o estudo das alterações envolvendo a circuitaria neural e suas conseqüências. As principais estruturas envolvidas no início e na propagação das crises epilépticas decorrentes do abrasamento da amígdala são estruturas ricas em zinco. O zinco é um íon muito encontrado nos terminais sinápticos glutamatérgicos, principalmente de estruturas córtico-límbicas. Entretanto a participação deste íon nas sinapses e no desenvolvimento de crises epilépticas é no mínimo conflitante. O principal objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos da quelação de zinco no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala (ARK), para tanto, foi inicialmente necessário caracterizar melhor este modelo. Dessa forma, ratos Wistar machos foram implantados com eletrodos na amígdala e no hipocampo e foram submetidos ao ARK. Grupos experimentais receberam injeção i.p. do quelante de zinco DEDTC (700 mglkg) ou PBS e foram estimulados. Gruposcontroles receberam as injeções, porém não foram estimulados. Os estímulos foram realizados na amígdala basolateral (pulso de 1 ms, 60 Hz, 500 'mü'A, duração de 10 s, intervalos de 30 min) em uma série de 10 estímulos por dia durante dois dias. No terceiro dia foi realizado um estímulo adicional. As injeções foram realizadas antes de cada série de estímulos. Durante todo o protocolo os animais foram monitorados com vídeo-EEG. Três horas após o último estímulo (24 horas após a última série de 10 estímulos), os ratos foram anestesiados profundamente e perfundidos para posteriores análises histoquímicas com o objetivo de verificar brotamento de fibras musgosas (neo-Timm), neurodegeneração (FIuoro-Jade B) e atividade neuronal (cFos). Um grupo adicional de animais submetido ao ARK foi re-estimulado e perfundido um mês após o término do protocolo. Resultados de animais submetidos ao ARK também foram comparados com outro modelo de epilepsia, o Status Epilepticus (SE) induzido por estimulação elétrica da amígdala. O modelo de ARK demonstrou ser eficaz para o rápido desenvolvimento de crises epilépticas e mesmo após um mês sem estimulações houve permanência de seu efeito. O brotamento de fibras musgosas e a degeneração neuronal não são necessários para a ocorrência de crises repetitivas cada vez mais graves e não podem ser induzidos pelo ARK num período curto de tempo. O modelo de ARK é mais ameno que o SE por estimulação elétrica daamígdala, pois apesar de ambos apresentarem semelhanças nas crises comportamentais e nas oscilações sustentadas do EEG, no ARK as crises duram menos tempo e há menor atividade neuronal. O tratamento com quelante de zinco durante o ARK não interfere na progressão das crises comportamentais e nas características de atividade EEGráfica na amígdala e hipocampo, porém diminui o tempo das crises e a freqüência de spikes pós-ictais no hipocampo. Além disso, estruturas que normalmente são ativadas durante o abrasamento apresentam menor atividade na ausência de zinco. Esses dados sugerem que o zinco endógeno pode ter um papel facilitatório no desenvolvimento das crises epilépticas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.08.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      FORESTI, Maira Licia; GARCIA-CAIRASCO, Norberto. Efeito da quelação de zinco no desenvolvimento de crises epilépticas límbicas no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Foresti, M. L., & Garcia-Cairasco, N. (2008). Efeito da quelação de zinco no desenvolvimento de crises epilépticas límbicas no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Foresti ML, Garcia-Cairasco N. Efeito da quelação de zinco no desenvolvimento de crises epilépticas límbicas no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala. 2008 ;
    • Vancouver

      Foresti ML, Garcia-Cairasco N. Efeito da quelação de zinco no desenvolvimento de crises epilépticas límbicas no modelo de abrasamento elétrico rápido da amígdala. 2008 ;

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