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Astrocitoma pilocítico: estudo clinicopatológico com avaliação de proliferação celular, expressão de galectina-3, densidade vascular e diferenciação neuronal (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: BECKER, ALINE NAZARETH DE PAIVA PAIXÃO - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: NEOPLASIAS CEREBRAIS; PROCEDIMENTOS NEUROCIRÚRGICOS
  • Language: Português
  • Abstract: Tumores primários do sistema nervoso central são a segunda neoplasia mais freqüente na infância. O astrocitoma pilocítico é o glioma mais comum desta faixa etária, com pico de incidência na primeira década de vida, sem predileção por sexo. Ocorre ao longo do neuroeixo, com sintomatologia dependente da localização da lesão. Os principais marcadores histológicos são: padrão bifásico, fibras de Rosenthal e corpos granulares eosinofilicos. Atividade mitótica, proliferação microvascular e necrose podem estar presentes e não traduzem malignidade. Geralmente são neoplasias indolentes, passíveis de cura após ressecção total, porém algumas lesões cursam com evoluções adversas, em intervalos de tempo variáveis. Não foram descritos fatores prognósticos clínicos, histopatológicos ou imuno-histoquímicos. O presente estudo visou comparar a sobrevida média e a evolução clínica dos pacientes com astrocitomas pilocíticos localizados em áreas eloqüentes e não eloqüentes do sistema nervoso central, buscando identificar fatores clínico-cirúrgicos, histopatológicos e/ou imuno-histoquímicos que possam predizer o comportamento da neoplasia. Foi realizado estudo retrospectivo, de 1984 a 2006, observando dados clínico-epidemiológicos, características histológicas e imuno-histoquímicas com os marcadores Ki67, galectina-3, Neu N e CD31, sendo identificados 31 pacientes (15 do sexo masculino e 16 do sexo feminino), com idade média de 7,8 anos e tempo de seguimento de até 20 anos(mediana de 4 anos). A maioria das lesões (n=20) encontrava-se em áreas não-eloqüentes, sendo o cerebelo a localização mais freqüente. Durante o seguimento, a maioria dos pacientes apresentou evolução favorável (sem recidiva ou crescimento de lesão residual) (n=23) e sem quaisquer sintomas no pós-operatório (n=19). A localização mostrou-se importante por estar relacionada à possibilidade de ressecção total da lesão. Fibras de Rosenthal, corpos granulares eosinofílicos, proliferação microvascular e infiltrado linfocitário foram evidenciados em mais da metade dos casos. Alterações degenerativas foram observadas em menos de 1/3 dos casos. A maioria dos casos apresentou predomínio de áreas frouxas e de padrão microcístico. Nenhuma variável histopatológica apresentou correlação significativa com evolução desfavorável; porém à ocorrência de sintomas no pós-operatório apresentou correlação positiva com padrão histológico frouxo. Do mesmo modo, o índice de proliferação celular pelo Ki67, o padrão de marcação da galectina 3 e da Neu N e a densidade microvascular pelo CD31 não apresentaram correlação com a evolução clínica. A sobrevida média e a sobrevida livre de evento não foram influenciadas pelos fatores testados no estudo, confirmando que não há critérios clínicos, histopatológicos e imuno-histoquímicos que possam predizer com segurança o curso de um astrocitoma pilocítico
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.08.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      BECKER, Aline Nazareth de Paiva Paixão; OLIVEIRA, Ricardo Santos de. Astrocitoma pilocítico: estudo clinicopatológico com avaliação de proliferação celular, expressão de galectina-3, densidade vascular e diferenciação neuronal. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Becker, A. N. de P. P., & Oliveira, R. S. de. (2008). Astrocitoma pilocítico: estudo clinicopatológico com avaliação de proliferação celular, expressão de galectina-3, densidade vascular e diferenciação neuronal. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Becker AN de PP, Oliveira RS de. Astrocitoma pilocítico: estudo clinicopatológico com avaliação de proliferação celular, expressão de galectina-3, densidade vascular e diferenciação neuronal. 2008 ;
    • Vancouver

      Becker AN de PP, Oliveira RS de. Astrocitoma pilocítico: estudo clinicopatológico com avaliação de proliferação celular, expressão de galectina-3, densidade vascular e diferenciação neuronal. 2008 ;


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