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Processamento de expressões faciais de emoções básicas: modulação farmacológica, diferenças entre gêneros e fases do ciclo menstrual (2008)

  • Autor:
  • Autor USP: DEL-BEN, CRISTINA MARTA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: EMOÇÕES; SEROTONINA; CICLO MENSTRUAL; ANSIEDADE
  • Language: Português
  • Abstract: normalizadas no espaço Talairach. A comparação entre grupos foi feita por meio de análise de efeitos fixos. Em comparação a faces neutras, faces de medo aumentaram a resposta hermodinâmica em amígdala, bilateralmente e o diazepam atenuou as ativações de amígdala direita. Não foram observadas ativações significativas de amígdala a faces de raiva. Nos dados comporta mentais, o diazepam prejudicou a identificação de faces de medo em indivíduos com menor propensão a reagir com ansiedade. Os dados obtidos no primeiro e segundo estudos indicam que a serotonina modula a identificação de expressões faciais e que o gênero da face e o gênero do observador interagem com essa modulação. A identificação de emoções aversivas parece também ser modulada pelo gênero e pelas fases do ciclo menstrual, o que sugere que hormônios sexuais possam ter um papel no processamento emocional. Tomados em conjunto, esses resultados têm implicações para a compreensão de transtornos mentais caracterizados por disfunção serotoninérgica e diferenças clínicas entre gêneros. Finalmente, os resultados obtidos por fMRI mostram que o diazepam modula respostas neuronais a estímulos emocionais, o que pode ter implicações para a compreensão da neurocircuitaria erNolvida na ansiedade normal e patológicaA habilidade para identificar expressões faciais e emoções é um componente fundamental para a adaptação e funcionamento social. Existem evidências do envolvimento de substratos neurais distintos, porém interconectados e com ênfase na participação da amígdala, que modulam o processamento de expressões faciais de emoções básicas. Alterações em processos fundamentais envolvidos nas respostas neuronais a ameaças ambientais podem estar associadas com o desenvolvimento de transtornos depressivos e ansiosos. Vários estudos apontam para a participação da serotonina em processos psíquicos . normais, incluindo identificação de emoções em expressões faciais, levantando a possibilidade de que a serotonina estaria implicada na depressão e na ansiedade por meio da sua função em modular processos neuropsicológicos básicos, implicados nestes transtornos mentais. Além disso, o amplo espectro de eficácia de drogas serotoninérgicas, especialmente os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), no tratamento de transtornos depressivos e ansiosos dão sustentação ao envolvimento da serotonina em processos básicos comuns entre os diferentes transtornos, ao invés de processos altamente específicos para cada transtorno, individualmente. Visando aprofundar o conhecimento a respeito do papel da serotonina no processamento emocional, um primeiro estudo foi conduzido com o objetivo de verificar os efeitos de uma dose única do ISRS escitalopram na identificação deexpressões faciais de emoções básicas. Doze homens saudáveis foram submetidos a duas sessões experimentais cada, em um delineamento cruzado, duplo-cego, placebo controlado e ordem balanceada. O paradigma experimental constitui-se de fotos de atores representando seis emoções básicas (raiva, asco, medo, tristeza, surpresa e alegria), que foram digitalmente modificadas entre neutro e 100% de cada emoção, em níveis de 10%. Foram apresentados 40 estímulos para cada emoção, sendo 20 de cada gênero e 4 para cada nível de emoção. A acurácia foi analisada por MANOVA de medidas repetidas e foram considerados significantes valores de p < 0,05. Na análise global, o escitalopram facilitou a identificação de expressões de tristeza e de raiva. Quando o gênero da face foi analisado, verificou-se que o escitalopram facilitou a identificação de tristeza e prejudicou a identificação de alegria em faces masculinas, mas não em faces femininas. Também foi observado um efeito de ordem; o escitalopram administrado na segunda sessão experimental facilitou a identificação de todas as emoções. Considerando as evidências de diferenças entre os gêneros na prevalência e apresentação clínica de transtornos depressivos e ansiosos, um segundo estudo foi desenvolvido com a finalidade de se verificar, em mulheres, os efeitos do escitalopram sobre a identificação de expressões faciais de emoções básicas. Uma dose única de 20 mg de escitalopram ou placebo foi dada a 18mulheres saudáveis em um delineamento de grupos independentes, duplo-cego e com ordem balanceada. Três horas depois, as participantes foram submetidas à tarefa de identificação de expressões faciais de emoções básicas descrita no primeiro estudo. A administração aguda do escitalopram prejudicou a identificação de ólegria em faces de ambos os gêneros, enquanto aumentou a identificação de tristeza em faces femininas, mas não nas masculinas. Dando continuidade à investigação a respeito das diferenças entre gêneros e possíveis influências de fases do ciclo menstrual na identificação de expressões faciais, foi delineado um terceiro estudo, com amostra composta por 30 mulheres e 8 homens saudáveis, que foram submetidos ao paradigma experimental descrito no primeiro estudo. As mulheres foram distribuídas em três grupos, de acordo com a fase do ciclo menstrual em que se encontravam no dia da realização da sessão experimental: fase menstrual ou folicular precoce (1º ao 5º dia do ciclo menstrual), fase peri-ovulatória (12º a 14º dia do ciclo menstrual) e fase lútea (21º a 23º dia do ciclo menstrual). Mulheres na fase folicular precoce reconheceram com maior precisão faces de raiva do que mulheres nas fases peri-ovulatória e luteal e do que homens. Essas diferenças foram significativas para faces masculinas, mas não para faces femininas. Os níveis séricos de estradiol correlacionaram-se negativamente com a identificação de faces de raiva. Alémdisso, houve um maior reconhecimento de faces de tristeza por mulheres em fase folicular precoce, em comparação com mulheres na fase lútea, à semelhança . do observado sob efeito do escitalopram. Um quarto estudo foi realizado com o objetivo de verificar os efeitos do diazepam, uma droga ansiolítica clássica, no processamento de expressões faciais, usando a técnica BOLD (blood oxygen levei dependent) de ressonância magnética funcional (fMRI). Doze voluntários saudáveis foram avaliados em um delineamento cruzado, placebo controlado e com ordem balanceada. Uma dose oral de 60 mg de diazepam foi administrada 60 minutos antes do scanner. Em uma tarefa de desenho de bloco, os participantes foram apresentados com fotos de faces neutras (A) e aversivas (B) (medo e raiva) provenientes do Pictures of Facial Affect Series (Ekman and Friesen 1976). Cada bloco teve a duração de 30 segundos em um desenho ABABABABA para cada emoção aversiva. As imagens, usando um scanner Magnetom Vision de 1,5 T, em seqüências do tipo EPI, foram adquiridas durante 4,5 minutos para cada emoção, em ordem randômica. Os voluntários eram solicitados apenas a identificar o gênero da face, independente da emoção apresentada. Imediatamente após o scanner, os voluntários eram submetidos à tarefa de reconhecimento explícito de expressões faciais descrita no primeiro estudo. As imagens foram analisados usando o programa BrainVoyager tm (version QX) com modelo geral linear e
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  • Data da defesa: 03.07.2008

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    • ABNT

      DEL-BEN, Cristina Marta. Processamento de expressões faciais de emoções básicas: modulação farmacológica, diferenças entre gêneros e fases do ciclo menstrual. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Del-Ben, C. M. (2008). Processamento de expressões faciais de emoções básicas: modulação farmacológica, diferenças entre gêneros e fases do ciclo menstrual. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Del-Ben CM. Processamento de expressões faciais de emoções básicas: modulação farmacológica, diferenças entre gêneros e fases do ciclo menstrual. 2008 ;
    • Vancouver

      Del-Ben CM. Processamento de expressões faciais de emoções básicas: modulação farmacológica, diferenças entre gêneros e fases do ciclo menstrual. 2008 ;


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