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Efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini) (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: ALONSO, JULIANA DUARTE DE SOUZA - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS; NINHOS; COMPORTAMENTO ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: de fêmeas e machos não foram afetadas pelo comprimento dos ninhos-armadilha. As taxas de mortalidade dos imaturos não foram afetadas pelo comprimento dos ninhos-armadilha, com exceção dos ninhos fundados no Campus da USP, que mostraram maior taxa de mortalidade nos ninhos-armadilha de 6,5 cm de comprimento. A mortalidade por fatores desconhecidos foi semelhante entre os diferentes ninhos-armadilha utilizados nas Áreas rural e urbana; todavia, os ninhos estabelecidos em ninhos-armadilha com 6,5 cm, utilizados no Campus da USP, apresentaram maior taxa de mortalidade por aqueles fatores do que os outros ninhos-armadilha. A morte causada por parasitismo foi pequena e semelhante entre os diferentes ninhos-armadilha. Nenhuma relação entre as fases de desenvolvimento dos imaturos em que ocorreu a morte e o comprimento dos ninhos-armadilha pôde ser detectadaOs efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini) foram estudados em três locais de Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil: no Campus da Universidade de São Paulo, de janeiro de 2006 a novembro de 2007, e em um ambiente urbano e uma área rural, de janeiro a novembro de 2007. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do comprimento dos ninhos-armadilha na seleção das cavidades de nidificação pelas fêmeas de Centris analis, no número de células de cria construidas por ninho, no número de fêmeas produzidas por ninho, na razão sexual por ninho, as taxas de mortalidade e os fatores de mortalidade agindo sobre a população daquela abelha. Além disso, outros aspectos da biologia de nidificação tais como a arquitetura dos ninhos, o comprimento das células de machos e fêmeas, a ocorrência de célula vestibular, os periodos de desenvolvimento de ovo a adulto e a fenologia, são também apresentados. Os ninhos-armadilha consistiam de tubos confeccionados com cartolina preta, com uma das extremidades fechada com o mesmo material. Foram usados ninhos-armadilha de quatro tamanhos diferentes: 6,0 mm (diâmetro interno) x 5,5 cm (comprimento), 6 mm x 6,0 cm, 6 mm x 6,5 cm e 6 mm x 7,0 cm. Esses tubos foram inseridos em orifícios feitos em placas de madeira (55 orifícios por placa), que foram colocadas em prateleiras sob coberturas (no Campus da USP e naÁrea rural) existentes nos locais de estudo, e suspensa em uma árvore na área urbana. Um total de 65 ninhos-armadilha de cada tamanho foi disponibilizado no Campus da USP, 26 de cada foram colocados na área rural e 13 de cada na área urbana. Durante o periodo de estudo, os ninhos-armadilha colocados no Campus da USP e na área rural foram inspecionados, diariamente, com o auxílio de um otoscópio. Dez dias após serem completados, os ninhos eram levados para o aboratório e substituídos por ninhos-armadilha similares aos retirados. No laboratório, os ninhos foram introduzidos em tubos de ensaio, de tamanhos apropriados. Quando da emergência dos adultos dentro do tubo de ensaio, os ninhos-armadilha eram removidos e as abelhas coletadas. Após a emergência, as abelhas eram liberadas. Antes da liberação, as fêmeas foram marcadas. Após alguns dias da última emergência de individuos de um ninho, os ninhos eram abertos e seus conteúdos analisados, e os estágios e as causas de mortalidade foram registrados. As atividades de nidificação de 105 fêmeas (59 fêmeas no Campus da USP e 46 fêmeas na área rural) foram monitoradas durante o periodo de estudo. Um total de 221 ninhos (91 do Campus da USP, 76 da área rural e 54 da área urbana) e 726 células foi construido nos três locais de estudo, e as maiores freqüências de nidificação ocorreram durante a estação a quente/úmida. A freqüência de ocupação dos ninhos-armadilha, pelas fêmeas, variou entre as áreasestudadas: no Campus da USP, as fêmeas usaram, principalmente, os ninhos-armadilha de menor comprimento, enquanto nas outras áreas, os diferentes ninhos-armadilha foram utilizados em proporções similares. O número de ninhos construidos por fêmea variou de um a seis e o número total de células variou de um a 18. O tempo máximo de permanência a de uma fêmea no local de estudo foi de 22 dias, e o número de células construídas por fêmea foi significantemente correlacionado com o tempo em que elas permaneceram em atividade. Em relação ao número de células de cria construidas por ninho, três células ocorreram em maior freqüência nos menores ninhos-armadilha; ninhos armadilha com 6,0 cm de comprimento; nos ninhos-armadilha com 6,5 cm e 7,0 cm de comprimento, ninhos com quatro células foram os mais freqüentes; além disso, ninhos contendo cinco células ocorreram apenas nos ninhos-armadilha de 7,0 cm. Estes dados mostram uma (conatinuação) tendência do número de armadilha. Em ninhos- armadilha de 6,5 cm e 7,0 cm foi observada uma maior produção de fêmeas, mostrando que a razão sexual por ninho foi afetada pelo comprimento do ninho-armadilha; nos ninhos-armadilha com 5,5 cm e 6,0 cm, a razão sexual foi desviada para machos enquanto nos maiores ninhos-armadilha a razão sexual foi 1:1. As estruturas dos ninhos tais como presença de parede do fundo, espessura de partições celulares e parede de fechamento do ninho, ocorrência de célula vestibular e comprimento de células
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.04.2008

  • How to cite
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    • ABNT

      ALONSO, Juliana Duarte de Souza; GARÓFALO, Carlos Alberto. Efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini). 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Alonso, J. D. de S., & Garófalo, C. A. (2008). Efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Alonso JD de S, Garófalo CA. Efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini). 2008 ;
    • Vancouver

      Alonso JD de S, Garófalo CA. Efeitos da variação no comprimento dos ninhos-armadilha na biologia de nidificação de Centris (Heterocentris) analis (Fabricius, 1804) (Hymenoptera, Apidae: Centridini). 2008 ;


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