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Isoproterenol induz a perda primária de distrofina: correlação com a injúria miocárdica (2008)

  • Authors:
  • Autor USP: CAMPOS, ÉRICA CAROLINA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RPA
  • Subjects: ISQUEMIA MIOCÁRDICA; CATECOLAMINAS (ADMINISTRAÇÃO); PATOLOGIA (EXPERIMENTAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: Este estudo teve como objetivo avaliar as alterações do complexo de glicoproteínas associadas à distrofina que conferem estabilidade estrutural aos cardiomiócitos na isquemia miocárdica induzida pelo isoproterenol. Materiais e Métodos: Ratos Wistar machos foram divididos em dois grupos: grupo controle (SAL), injeção subcutânea de salina, e grupo isoproterenol (ISO), injeção subcutânea de isoproterenol (85mg/kg) diluído em água destilada; em dois dias consecutivos separados por intervalo de 24hs. Os ratos foram mortos 24 horas após a segunda injeção de salina ou isoproterenol. Os corações foram rapidamente excisados, lavados em salina gelada, pesados e colocados em formol PBS por 24hs a ‘4 GRAUS’ e incluídos em parafina ou Historesina. Para análise morfométrica, os corações foram cortados transversalmente na porção medioventricular, equidistante entre o ápice e a base, e incluídos em parafina. Áreas dos ventrículos direito e esquerdo, espessura de parede livre dos ventrículos e septo interventricular foram medidas. Os corações cortados frontalmente nas metades anterior e posterior e incluídos em Historesina foram utilizados para avaliação das áreas de miocitólise. Porções hemiventriculares foram congeladas para as reações de imunofluorescência com os seguintes marcadores: distrofina, ‘beta’ -1 integrina, ‘alfa’- actina sarcomérica, ‘gama’ -sarcoglicana, ‘beta’ distroglicana, merosina laminina, albumina, CD68, CD45, CD4 e eNOS. A apoptose foi avaliadaatravés do método de TUNEL. A função çardíaca, as dimensões das cavidades ventriculares e a mobilidade de parede foram analisadas através da ecocardiografia. A análise estatística foi realizada através do teste t de Student, com nível de significância de 5%. Resultados e Conclusão: Houve diferença significativa no peso do coração, na taxa de crescimento corporal, na área do ventrículo esquerdo e na espessura de parede do ventrículo direito entre os grupos. Não houve diferença estatística significativa na espessura da parede do ventrículo esquerdo e septo, mas observou-se tendência à diminuição. As áreas de miocitólise representaram 26,89%, 36,12%, 28,15% no ventrículo direito, septo e ventrículo esquerdo, respectivamente. A imunofluorescência mostrou que a distrofina foi a estrutura mais sensível ao dano provocado pelo isoproterenol, seguida pela perda completa da actina. A redução na expressão de ‘gama’ -sarcoglicana, ‘beta’ -distroglicana, ‘beta’ -1 integrina e laminina, foram considerados como epifenômenos. A expressão de eNOS estava praticamente ausente nas áreas de miocitólise. A expressão aumentada de eNOS nos pequenos vasos ao redor das áreas de miocitólise sugere uma resposta compensatória à isquemia provocada pelo isoproterenol na tentativa de melhora do fluxo sangüíneo para as áreas de lesão. Foi observada alteração na permeabilidade sarcolemal nos cardiomiócitos dos animais tratados comisoproterenol com acúmulo de albumina no espaço intracelular. Observou-se que os cardiomiócitos e os macrófagos estavam constante e claramente marcados para apoptose nas áreas de miocitólise. Na ecocardiografia, os diâmetros sistólico e diastólico do ventrículo esquerdo foram significativemente maiores no grupo ISO em comparação com os controles. A fração de ejeção não foi diferente entre os grupos. O escore de mobilidade de parede mostrou hipocinesia ou acinesia nos segmentos apicais nos corações do grupo ISO. Essas mudanças, relacionadas à isquemia, podem explicar as graves alterações na integridade estrutural do sarcolema dos cardiomiócitos e a lesão induzi da pelo isoproterenol. Mecanismos compensatórios no curto período de nosso experimento poderiam manter a função cardíaca normal apesar das graves alterações morfológicas encontradas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.02.2008
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    • ABNT

      CAMPOS, Érica Carolina; ROSSI, Marcos Anatonio. Isoproterenol induz a perda primária de distrofina: correlação com a injúria miocárdica. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-18082008-123133/ >.
    • APA

      Campos, É. C., & Rossi, M. A. (2008). Isoproterenol induz a perda primária de distrofina: correlação com a injúria miocárdica. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-18082008-123133/
    • NLM

      Campos ÉC, Rossi MA. Isoproterenol induz a perda primária de distrofina: correlação com a injúria miocárdica [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-18082008-123133/
    • Vancouver

      Campos ÉC, Rossi MA. Isoproterenol induz a perda primária de distrofina: correlação com a injúria miocárdica [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/17/17143/tde-18082008-123133/


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