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Comparação da morbidade e mortalidade hospitalar de pacientes de baixo ou médio risco e alto risco, segundo o Euroscore, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea (2007)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SCORZONI FILHO, ADILSON - FMRP
  • Unidades: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: REVASCULARIZAÇÃO MIOCÁRDICA; MORTALIDADE; ARTERIOSCLEROSE
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO E OBJETIVO: A cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) é a operação cardíaca mais efetuada no mundo, e durante muitas décadas foi realizada predominantemente com o emprego da circulação extracorpórea (CEC). Seu emprego, embora seguro e muito difundido, não é isento de complicações e, ainda hoje, é objeto de estudos. Assim, uma vez que esse tipo de operação é factível sem tal emprego, o interesse por esta abordagem ressurgiu como uma maneira de evitar os efeitos deletérios da CEC. Todavia, não há consenso de que revascularização sem CEC esteja associada a menor morbidade ou mortalidade. MATERIAL E MÉTODOS: Foram estudados retrospectivamente os pacientes submetidos à CRM com e sem CEC no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de janeiro de 2003 a julho de 2006. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Avaliaram-se 308 pacientes consecutivamente submetidos a CRM e distribuídos, segundo o Euroscore, em grupo de risco baixo ou médio e alto risco. Sessenta e dois pacientes (19,8%) foram operados sem CEC e 247 (80,2%) com CEC. Vinte e dois pacientes operados sem CEC (36,1%) e 44 (17,8%) dos operados com CEC foram considerados de alto risco. No geral, a proporção de pacientes com da fração de ejeção menor que 0,35 foi maior entre os operados sem CEC, bem como os valores médios do Euroscore e da idade. Quando se compararam os pacientes operados pelas duas técnicas, dentro de cada grupo de risco, e aúnica diferença significativa observada foi maior percentual de pacientes com diabete na população operada com CEC dentro do grupo de risco baixo ou médio. Não houve diferença significativa na mortalidade ou morbidade hospitalares entre pacientes operados com e sem CEC dentro de cada grupo de risco. Todavia, esses parâmetros foram significativamente maiores nos pacientes considerados de alto risco, independentemente do tipo de técnica empregada. Quando se compararam os pacientes operados com e sem CEC, independentemente do grupo de risco, observou-se que o número de anastomoses distais maior no grupo com CEC (2,89 versus 2,20, p<0,001), mas não se observaram diferenças significativas na mortalidade e na incidência de complicações pós-operatórias, embora as mortes por eventos cardíacos tenham prevalecido nesse grupo. CONCLUSÃO: Concluiu-se que, na população estudada, não houve diferença significante na morbidade ou mortalidade, independentemente do risco cirúrgico, comparando à CRM com e sem o emprego da CEC
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 27.09.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      SCORZONI FILHO, Adilson; RODRIGUES, Alfredo José. Comparação da morbidade e mortalidade hospitalar de pacientes de baixo ou médio risco e alto risco, segundo o Euroscore, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea. 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
    • APA

      Scorzoni Filho, A., & Rodrigues, A. J. (2007). Comparação da morbidade e mortalidade hospitalar de pacientes de baixo ou médio risco e alto risco, segundo o Euroscore, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Scorzoni Filho A, Rodrigues AJ. Comparação da morbidade e mortalidade hospitalar de pacientes de baixo ou médio risco e alto risco, segundo o Euroscore, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea. 2007 ;
    • Vancouver

      Scorzoni Filho A, Rodrigues AJ. Comparação da morbidade e mortalidade hospitalar de pacientes de baixo ou médio risco e alto risco, segundo o Euroscore, submetidos à cirurgia de revascularização do miocárdio com e sem circulação extracorpórea. 2007 ;


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