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A cascavel Crotalus durissus terrificus (Viperidae: Crotalinae) como modelo experimental para o estudo do envolvimento de peptidases na sobrevida de espermatozóides (2007)

  • Authors:
  • Autor USP: MARINHO, CAMILA EDUARDO - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: SERPENTES; ESPERMATOZOIDES ANIMAL
  • Language: Português
  • Abstract: Na cascavel Crotalus durissus terrificus ocorre o armazenamento de longo prazo do esperma (LTSS), no trato genital da fêmea, durante o intervalo entre a cópula (outono) e a ovulação (primavera). Peptídeos e peptidases estão entre os principais componentes que influenciam a atividade espermática em mamíferos. O presente estudo objetivou caracterizar a presença de peptidases em C. d. terrificus, com esta função reconhecida em mamíferos e/ou que clivam peptídeos atuantes nesta função, bem como avaliar a hipótese do envolvimento destas peptidases na preservação dos espermatozóides desta serpente. O aspecto morfo-funcional dos espermatozóides foi comparado na presença dos peptídeos angiotensina II (AngII), arginina vasotocina (AVT), bradicinina (BK), peptídeo promotor da fecundação (FPP) e hormônio liberador de tireotrofina (TRH). Caracterizamos os efeitos de agentes quelante, tiol-redutor, cofator e inibidores, bem como dos peptídeos supracitados, sobre as atividades enzimáticas relacionadas, quais sejam: aminopeptidases ácida (APA), básica (APB), alanil sensível (APN-PS) e insensível à puromicina (APN-PI), cistil (CAP), dipeptidil-peptidase IV (DPPIV), piroglutamil tipo 1 (PAP-I) e prolil-imino- (PIP), bem como da prolil endopeptidase (POP), em frações solúvel (FS) e/ou de membrana solubilizada (FM) do sêmen proveniente do ducto deferente, assim como deste próprio tecido e dos tecidos uterino e vaginal de C. d. terrificus, ou seja, tecidos por onde passamou armazenam-se os espermatozóides. Verificamos a variação sazonal destas mesmas atividades, nestes tecidos, incluindo o sêmen armazenado no útero durante o LTSS. O sêmen coletado do ducto deferente foi fracionado para avaliação da distribuição destas atividades peptidásicas. Nossos dados mostraram características de liquefação do sêmen e movimento dos espermatozóides da cascavel que os diferenciam do padrão humano. ) FPP com cálcio e BK melhoraram a preservação da viabilidade espermática, similarmente ao que ocorre em mamíferos. Em todos os tecidos e no sêmen as atividades APB, PIP e POP foram detectadas apenas da FS, enquanto as demais estão presentes em FS e FM, seguindo um padrão de distribuição observado na maioria dos tecidos de mamíferos. Amastatina e bestatina inibiram APB e APN, enquanto a diprotina A foi o inibidor mais eficiente para a DPPIV em FM. PAP-I e PIP foram inibidas, respectivamente, por bestatina e puromicina. Este perfil de inibição também é similar ao encontrado para as aminopeptidases em tecidos de mamíferos. Todas as atividades peptidásicas foram influenciadas por algum dos peptídeos estudados, sugerindo que tais peptídeos são substratos potenciais e/ou moduladores destas atividades na cascavel. As atividades APB e APN foram caracterizadas como metalopeptidases. APB, CAP e DPPIV foram inibidas por MnCl2. CAP e PAP-I foram caracterizadas como enzimas sulfidril-dependentes. As atividades APB, APN-PI e APN-PS predominaram, emrelação às demais peptidases, em todas as estações e na maioria dos tecidos e no sêmen, sugerindo sua maior relevância na fisiologia reprodutiva da C. d. terrificus. Os níveis de todas as atividades peptidásicas estudadas variaram sazonalmente, sugerindo que sua ação moduladora sobre peptídeos susceptíveis está integrada ao ciclo reprodutivo desta serpente. O fracionamento do sêmen do ducto deferente revelou a presença de fluido seminal e espermatozóides, bem como de uma estrutura prostassoma-símile, até então somente identificada em mamíferos. Em todas estas frações há atividade peptidásica, predominando a APN-PI no prostassoma-símile e no fluido seminal, e APN-PS e APN-PI na FS e FM dos espermatozóides, caracterizando um envolvimento com a redução da motilidade espermática, tal qual ocorre em mamíferos. Concluimos que as atividades ) peptidásicas estudadas apresentam características sazonais e tecido-específicas que sugerem uma atuação relevante na preservação dos espermatozóides de C.d. terrificus
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.09.2007
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    How to cite
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    • ABNT

      MARINHO, Camila Eduardo; SILVEIRA, Paulo Flavio; SANTOS, Selma Maria Almeida. A cascavel Crotalus durissus terrificus (Viperidae: Crotalinae) como modelo experimental para o estudo do envolvimento de peptidases na sobrevida de espermatozóides. 2007.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22102007-111418/ >.
    • APA

      Marinho, C. E., Silveira, P. F., & Santos, S. M. A. (2007). A cascavel Crotalus durissus terrificus (Viperidae: Crotalinae) como modelo experimental para o estudo do envolvimento de peptidases na sobrevida de espermatozóides. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22102007-111418/
    • NLM

      Marinho CE, Silveira PF, Santos SMA. A cascavel Crotalus durissus terrificus (Viperidae: Crotalinae) como modelo experimental para o estudo do envolvimento de peptidases na sobrevida de espermatozóides [Internet]. 2007 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22102007-111418/
    • Vancouver

      Marinho CE, Silveira PF, Santos SMA. A cascavel Crotalus durissus terrificus (Viperidae: Crotalinae) como modelo experimental para o estudo do envolvimento de peptidases na sobrevida de espermatozóides [Internet]. 2007 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/41/41135/tde-22102007-111418/


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