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Vivências de médicos que atuam em oncologia diante da terminalidade: uma análise compreensiva (2007)

  • Authors:
  • Autor USP: STEYTLER, MARTHA ETHEL - FFCLRP
  • Unidade: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 594
  • Subjects: ONCOLOGIA; CUIDADOS A DOENTES TERMINAIS; PSICOLOGIA FENOMENOLÓGICA
  • Language: Português
  • Abstract: Fundamentado no enfoque teórico-metodológico da psicologia fenomenológica, o presente estudo tem por objetivo compreender os significados atribuídos pelos médicos às suas vivências junto a pacientes com câncer em estágio avançado da enfermidade, considerando a aproximação cotidiana à terminalidade, buscando-se apreender os significados atribuídos à morte e ao morrer. Seguindo as normas éticas vigentes, foram realizadas entrevistas abertas com sete médicos a partir da questão norteadora: "Conte-me sobre como é, para o(a) senhor(a), atuar junto ao paciente de câncer". As entrevistas foram realizadas nos consultórios particulares dos profissionais na cidade de Ribeirão Preto-SP, audiogravadas e transcritas na íntegra e literalmente. Em seguida, o material coligido foi submetido à análise fenomenológica de acordo com os passos propostos por Giorgi, Martins e Bicudo, e Valle, com o propósito de extrair as unidades de significado. Segundo a análise das falas dos médicos, atuar junto ao paciente com câncer comporta múltiplas vivências reveladas nas seguintes categorias temáticas: Visão sobre a formação do médico; Aproximação do médico com a especialidade; A visão de médico sobre a doença; Percepção empática do paciente; Os conflitos do cuidar: qualificação técnica versus imersão subjetiva; A polaridade vida e morte no contexto ser-médico-do-paciente-doente-de-câncer; Um pouco do existir do médico; Relação médico-paciente; Ser-médico: prazer versus desprazer; Areligiosidade no contexto médico-terminalidade. Assim, percebe-se na vivência do médico a necessidade de aprender mais sobre aspectos da própria subjetividade envolvidos na experiência com a terminal idade. De acordo com os profissionais entrevistados, a formação médica negligencia o contato com o fenômeno da morte e do morrer. Os profissionais ressentem-se de não terem tido uma educação para a morte durante o curso de Medicina, o que associam às dificuldades que envolvem as demandas psicológicas associadas à terminal idade que permeiam a cultura ocidental. Essas dificuldades afetariam as diversas categorias profissionais envolvidas no cuidar, além do próprio paciente. Os médicos revelam sensibilidade e respeito à subjetividade do paciente terminal e tentam conciliar esses aspectos com as necessidades técnicas e protocolos terapêuticos institucionalizados, o que, muitas vezes, desencadeia conflitos internos nos profissionais. Espera-se que os resultados possam contribuir para auxiliar a proposição de estratégias que visem promover apoio emocional aos profissionais de oncologia no decurso da formação profissional e também em programas de pós-graduação e especialização médica, favorecendo a humanização do cuidado
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 01.11.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      STEYTLER, Martha Ethel. Vivências de médicos que atuam em oncologia diante da terminalidade: uma análise compreensiva. 2007. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. . Acesso em: 26 jan. 2026.
    • APA

      Steytler, M. E. (2007). Vivências de médicos que atuam em oncologia diante da terminalidade: uma análise compreensiva (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Steytler ME. Vivências de médicos que atuam em oncologia diante da terminalidade: uma análise compreensiva. 2007 ;[citado 2026 jan. 26 ]
    • Vancouver

      Steytler ME. Vivências de médicos que atuam em oncologia diante da terminalidade: uma análise compreensiva. 2007 ;[citado 2026 jan. 26 ]


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