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Envelhecimento no meio rural: Condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul- RS (2007)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MORAIS, ELIANE PINHEIRO DE - EERP
  • Unidades: EERP
  • Sigla do Departamento: ERG
  • Subjects: ENVELHECIMENTO; POPULAÇÃO RURAL; IDOSOS; SAÚDE
  • Language: Português
  • Abstract: O envelhecimento populacional é um fenômeno de abrangência mundial, traduzido pela diminuição progressiva das taxas de fecundidade, mortalidade e aumento da expectativa de vida. Dentre a população envelhecida (60 anos ou mais), são os idosos mais velhos (80 anos ou mais), a parcela que mais cresce, e com eles também aumentam as demandas sociais, de saúde e de infra-estrutura, para comportar e assegurar a qualidade de vida dessa "elite". Os idosos que vivem em áreas rurais, 60% em todo o mundo, devem ter especial atenção, pois as doenças que apresentam podem ser diferentes, em função das condições do ambiente, da falta de serviços de ajuda e de saúde disponíveis, e das características socioeconômicas. Trata-se de um estudo transversal que teve por objetivo descrever e analisar as condições de vida e saúde dos idosos com 80 anos ou mais residentes no meio rural do município de Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul (Brasil). A população constituiu-se de 137 idosos (87 mulheres e 50 homens), que estão distribuídos em 24 microáreas definidas no Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Os dados foram coletados utilizando-se um instrumento multidimensional, em entrevistas domiciliares, entre março e maio de 2006, conduzidas pelos Agentes Comunitários de Saúde que atuam no meio rural, previamente treinados pela pesquisadora. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da USP. A idade média das idosas foi de 84,1(±3,8), e dos idosos, de 85,3% (±3,5), sendo que 58,3% encontram-se na faixa etária de 80-84 anos; 30,7%, na de 85-89 anos; 9,5%, na de 90-94 e 1,5% têm mais de 95 anos. A maioria, 83,9%, dos idosos define-se como brancos. Quanto ao estado civil e à escolaridade, existe diferença significativa entre homens e mulheres, pois, do total da população, 80,0% são idosas e viúvas (p<0,001), e 77,2%, analfabetas (p=0,013). Do total dos idosos, 94,2% recebem aposentadoria rural. A média dos escores do Mini Exame do Estado Mental (MEEM), foi de 19,01 (±6,81) nas idosas, de 21,86 (±6,10) nos idosos, e de 17,78 (±5,63) nos analfabetos, mais baixa que dos escolarizados. O comprometimento cognitivo está presente em 22,5% dos analfabetos e em 14,6% dos escolarizados. A maioria, 91,2%, tem a posse das propriedades onde vivem. As moradias são de alvenaria em 76,6% dos casos; 89,1% possuem água encanada; e 74,5% possuem luz elétrica. A maioria (88,3%) dos idosos vive acompanhada. Houve diferença significativa (p<0,001) entre homens e mulheres quanto às pessoas que os acompanham, pois 75% das idosas vivem com familiares e 65,6% dos idosos vivem com as esposas. Quanto à auto-avaliação de saúde, 46,7% consideram-na regular, e 32,8%, boa; e, quando comparada com de outras pessoas da mesma faixa etária, 47,1% referem boa saúde. A maioria, 78,8%, faz uso de medicações. Do total dos idosos, 63,5% praticam alguma atividade física. Apenas 11,7% fumam, e 76,6% nãoconsomem álcool. A maioria, 94,9%, faz mais de três refeições por dia. Problemas de audição são referidos por 40,9%, e 70,8% acusam problemas de visão. A maioria não possui nenhum dente e, destes, 29,2% não usam prótese dentária. O reumatismo é a principal patologia que interfere na vida diária, sendo a hipertensão arterial a mais relatada. Em 54,8% e em 15,3% os idosos têm as atividades básicas da vida diária e atividades instrumentais preservadas, respectivamente. O comprometimento das atividades é crescente com o avanço da idade. A procura por solução de problemas de saúde é prioritariamente dirigida a serviços particulares, em consultórios médicos. A maioria possui alguém que lhe preste cuidado em caso de doença, sendo as mulheres cuidadas pelos filhos, e os homens, pelas esposas. O grupo de idosos com comprometimento cognitivo tem maior possibilidade de apresentar sintomas de depressão clínica. Estudos como este, servem para dar maior visibilidade à parcela da população que, ao alcançar uma longevidade expressiva, pode contribuir para a compreensão da singularidade do processo de envelhecimento e da adequação das políticas públicas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.09.2007
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    • ABNT

      MORAIS, Eliane Pinheiro de; RODRIGUES, Rosalina Aparecida Partezani. Envelhecimento no meio rural: Condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul- RS. 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-143556/ >.
    • APA

      Morais, E. P. de, & Rodrigues, R. A. P. (2007). Envelhecimento no meio rural: Condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul- RS. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-143556/
    • NLM

      Morais EP de, Rodrigues RAP. Envelhecimento no meio rural: Condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul- RS [Internet]. 2007 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-143556/
    • Vancouver

      Morais EP de, Rodrigues RAP. Envelhecimento no meio rural: Condições de vida, saúde e apoio dos idosos mais velhos de Encruzilhada do Sul- RS [Internet]. 2007 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/22/22132/tde-17102007-143556/

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