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Interações entre A. reticulatum (Aetalionidae: Hemiptera) e seus mutualistas: meliponini (Apinae:Apdae:Hymenoptera) e Camponotus spp. (Formicidae:Hymenoptera) (2007)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CARVALHO, RAMON GALHARDO D'LOPES - FFCLRP
  • Unidades: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS; COMPORTAMENTO ANIMAL; ENTOMOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: As interações entre Meliponini e Componottus spp. e o hemíptero Aetalion reticulatum, hospedado em Bauhínia variegata, e as interações competitivas entre estes atendentes pelo controle das agregações do hemíptero para a obtenção de excreções adocicadas, foram estudadas no compus da Universidade de São Paulo -Ribeirão Preto. O sítio de estudo foi percorrido periodicamente entre dezembro de 2005 e fevereiro de 2007 e todos os indivíduos de B. variegata, observados e referenciados, foram amostrados quanto à infestação por A. reticulatum. Foi também analisado se as agregações do hemíptero eram ou não associadas aos seus atendentes e como estes atendentes competiam pelo controle destas agregações. Ainda, foram avaliados outros parâmetros relacionados à biologia de A. reticulatum, além de ataques de parasitos e predadores aos hemípteros quando na presença dos atendentes. Foi observado que: (1) os indivíduos de B. variegata se distribuem de forma agregada no sítio de estudo e a distribuição das agregações de A reticulatum apresentou-se ainda mais agregada, sugerindo que os hemípteros se dispersam segundo um modelo de difusão simples, colonizando plantas que estão a uma menor distância do local onde a agregação emigrante esta localizada; (2) a ocorrência das agregações esteve negativamente correlacionada com o logaritmo da distância do vizinho hospedeiro mais próximo, sendo as agregações de A reticulatum mais comuns na sub-área em que os indivíduos de B. variegataestavam mais agregados, que na sub-área em que os indivíduos de B. variegata estavam mais dispersos; (3) o número de atendentes nas agregações de A reticulatum esteve positivamente correlacionado com o número de hemípteros das mesmas. Adicionalmente, agregações de indivíduos adultos de A. reticulatum eram mais comumente encontradas sem atendentes que as agregações de ninfas; (4) a ocorrência de agregações atendidas por Meliponini foi tão comum quanto à ocorrência de agregações atendidas por formigas do gênero Componotus, sendo Trigona fuscipennis o atendente mais comum entre os Meliponini, e Camponotus blandus o mais comum entre as formigas observadas; (5) a densidade de atendentes de A. reticulatum foi maior nas agregações atendidas por formigas que nas atendidas por abelhas; (6) as espécies de Meliponini atenderam agregações em todo sítio de estudo, independentemente dos indivíduos de B. variegata estarem distribuídos de maneira mais agregada ou mais dispersa. Entretanto, as espécies de formigas foram mais comuns nos fragmentos em que os indivíduos de A. reticulatum foram mais abundantes e os hospedeiros (B. variegata) mais agregados; (7) a freqüência de agregações de A. reticulatum atendidas por formigas esteve negativamente correlacionada com o logaritmo da distância entre o hospedeiro e seu vizinho mais próximo; (8) as espécies atendentes competiram agressivamente pelo controle das agregações, sendo Trigona hyalinata a espécie dominante,devido à sua capacidade de luta. Contudo, o domínio das agregações pode ser determinado mais pelo tamanho do grupo de forrageadores que pela habilidade de luta de cada competidor; (9) agregações de A reticulatum não atendidas ou atendidas por Meliponini sofreram menos ataques de parasitóides que as atendidas por, formigas. Agregações protegidas por formigas sofreram menos ataques de predadores que as atendidas por Meliponini O número de ataques de predadores às agregações atendidas por Meliponini ou formigas foi significativamente menor que o observado em agregações não atendidas. Por fim, as interações entre A. reticulatum e seus atendentes podem ser interpretadas pelo princípio econômico da vantagem comparativa e as interações agressivas pelos modelos de equilíbrio de Lotka, Gause e Volterra, embora a diferença de nicho destas espécies possa não ser conseqüência da competição entre as mesmas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.08.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      CARVALHO, Ramon Galhardo D'Lopes; CAMARGO, João Maria Franco de. Interações entre A. reticulatum (Aetalionidae: Hemiptera) e seus mutualistas: meliponini (Apinae:Apdae:Hymenoptera) e Camponotus spp. (Formicidae:Hymenoptera). 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
    • APA

      Carvalho, R. G. D. 'L., & Camargo, J. M. F. de. (2007). Interações entre A. reticulatum (Aetalionidae: Hemiptera) e seus mutualistas: meliponini (Apinae:Apdae:Hymenoptera) e Camponotus spp. (Formicidae:Hymenoptera). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Carvalho RGD'L, Camargo JMF de. Interações entre A. reticulatum (Aetalionidae: Hemiptera) e seus mutualistas: meliponini (Apinae:Apdae:Hymenoptera) e Camponotus spp. (Formicidae:Hymenoptera). 2007 ;
    • Vancouver

      Carvalho RGD'L, Camargo JMF de. Interações entre A. reticulatum (Aetalionidae: Hemiptera) e seus mutualistas: meliponini (Apinae:Apdae:Hymenoptera) e Camponotus spp. (Formicidae:Hymenoptera). 2007 ;

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