Isótopos de oxigênio e carbono em foraminíferos bentônicos: procedimentos para estudos de paleoceanografia (2006)
- Authors:
- USP affiliated authors: COSTA, KAREN BADARACO - IO ; TOLEDO, FELIPE ANTONIO DE LIMA - IO
- Unidade: IO
- Subjects: ISÓTOPOS; FORAMINIFERA
- Language: Português
- Abstract: A circulação e a composição química do oceano profundo têm um importante papel na manutenção do clima terrestre e devem ser bem entendidas para avaliar as variações climáticas globais. As correntes profundas moderam o calor e o balanço de águas, e a composição química do oceano regula o CO2 atmosférico. Embora diferentes em detalhe, os registros de CO2 atmosférico exibem variações que são, em geral, similares àquelas dos registros paleoclimáticos observados a partir de sedimentos de mar profundo. O principal traçador das variações de temperatura nos oceanos é a composição isotópica de oxigênio em testas de foraminíferos bentônicos, a qual depende de sua temperatura de calcificação, ou seja, da temperatura da água do mar ambiente. As variações nos valores isotópicos entre períodos glaciais e interglaciais refletem na deposição de 18O e 16O, por exemplo, variações de ä18O de 1 correspondem a aproximadamente 5°C de alteração na temperatura da água do mar. Um importante traçador do ciclo do carbono nos oceanos são os isótopos de carbono em testas de foraminíferos bentônicos, uma vez que eles fornecem informações sobre o ciclo do carbono nos oceanos do passado e seu papel nas variações climáticas. Diversos estudos indicam que a composição isotópica de oxigênio e carbono dos foraminíferos bentônicos é dependente do tamanho de sua testa calcária. Deste modo, é de fundamental importância efetuar análises isotópicas nas testas dos foraminíferos bentônicos cujos tamanhosregistrem com confiabilidade as características isotópicas da água ambiente. A separação dos foraminíferos bentônicos dos sedimentos deve ser efetuada nas frações de tamanho adequadas para análise isotópica nas testas. O material é passado na peneira com aberturas 0,250mm. Do material retido na peneira 0,250mm coletaram-se 1 a 2 espécimes adultos (com o peso individual variando entre 50- 150ìg) de foraminíferos bentônicos. Os dados isotópicos são derivados da análise do gênero com testa calcítica, Cibicidoides. Este gênero precipita sua testa aproximadamente em equilíbrio isotópico com a água do mar. Entre as espécies de Cibicidoides, C. wuellerstorfi é a mais utilizada para análisesisotópicas. Porém, outras espécies deste gênero apresentam as mesmas características de C. wuellerstorfi para estudos isotópicos. Os foraminíferos identificados ao nível de espécie são então enviados para análise isotópica no espectrômetro de massa.
- Imprenta:
- Source:
- Título: resumos
- Conference titles: Simpósio Brasileiro de Oceanografia, 3
-
ABNT
OLIVEIRA, Louise F e COSTA, Karen Badaraco e TOLEDO, Felipe Antonio de Lima. Isótopos de oxigênio e carbono em foraminíferos bentônicos: procedimentos para estudos de paleoceanografia. 2006, Anais.. São Paulo: Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo, 2006. . Acesso em: 22 abr. 2026. -
APA
Oliveira, L. F., Costa, K. B., & Toledo, F. A. de L. (2006). Isótopos de oxigênio e carbono em foraminíferos bentônicos: procedimentos para estudos de paleoceanografia. In resumos. São Paulo: Instituto Oceanográfico, Universidade de São Paulo. -
NLM
Oliveira LF, Costa KB, Toledo FA de L. Isótopos de oxigênio e carbono em foraminíferos bentônicos: procedimentos para estudos de paleoceanografia. resumos. 2006 ;[citado 2026 abr. 22 ] -
Vancouver
Oliveira LF, Costa KB, Toledo FA de L. Isótopos de oxigênio e carbono em foraminíferos bentônicos: procedimentos para estudos de paleoceanografia. resumos. 2006 ;[citado 2026 abr. 22 ] - Teor de carbonato como uma primeira aproximação para a curva teórica de DO18 do specmap
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