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Laços de sangue: privilégios e intolerância à imigração portuguesa no Brasil (1822/1945) (2007)

  • Authors:
  • Autor USP: MENDES, JOSÉ AURIVALDO SACCHETTA RAMOS - FFLCH
  • Unidade: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLH
  • Subjects: IMIGRAÇÃO PORTUGUESA; NACIONALISMO
  • Language: Português
  • Abstract: Privilégios e intolerância marcaram a imigração e a presença dos portugueses no Brasil. Esta tese em História Social assinala o paradoxo político-jurídico que distinguiu os lusitanos, desde o processo de emancipação frente a Portugal, tomado o ano de 1822 como ponto de ruptura, até o fim do Estado Novo em 1945. A baliza de tempo abrange o Império e as primeiras décadas republicanas. Nesses 123 anos, as principais atitudes relativas aos imigrantes lusos foram o favorecimento e a lusofobia. A opção metodológica pela análise em longa duração permite caracterizar o paradoxo. A investigação foi realizada a partir da consulta a 1) textos de leis, portarias e tratados; 2) documentação diplomática e outros acervos; 3) historiografia e estudos diversos. A pesquisa chama atenção para o desenvolvimento de linguagem que invoca parentesco e afinidade familiar entre lusos e brasileiros, por vezes identificados como povos consangüíneos. A Constituição de 1824 impôs o entendimento de que os portugueses domiciliados no Brasil na data da Independência eram nacionais. Atribuiu a eles cidadania originária. A produção legislativa futura foi marcada pelos padrões de fundamentação daquele período. A cláusula de nação mais favorecida incluída no tratado em que Lisboa reconheceu a separação indicou o sentido privilegiador. O recrudescimento do antilusitanismo em diversos instantes provocou hostilidade e violência. Durante o século XIX, assistiu-se ao afluxo de trabalhadores pobres para a)grande lavoura e em direção às cidades. Sua inserção no dilema imigratório brasileiro se inseriu no quadro das contradições do país, em que ressaltava o esforço por atrair lavradores europeus. Leis facilitadoras da naturalização revelaram novas ambigüidades. A vinda maciça de estrangeiros de outras origens gerou comparações. Assinalaram-se identidades, como idioma, costumes e raça, na acepção científica que agregava atributo social ao conceito. O debate racialista do abolicionismo e início da República envolveu a imigração portuguesa. A produção das leis acompanhou o deslocamento do eixo da nacionalidade para a idéia de povo brasileiro. A Grande Naturalização de 1889, a lusofobia da Primeira República e a perseguição a anarco-sindicalistas levaram a novo patamar. O movimento modernista atualizou a rejeição ao legado lusitano, enquanto o centenário da Independência fez antever o favorecimento que a Era Vargas atribuiria aos lusos. Prerrogativas legais, como a equiparação do português ao brasileiro para fins de povoamento do território, tomaram por base o lugar designado ao luso na construção da nacionalidade, incluído expressamente, desde então, no ordenamento jurídico brasileiro
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 11.04.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      MENDES, José Aurivaldo Sacchetta Ramos; CARNEIRO, Maria Luiza Tucci. Laços de sangue: privilégios e intolerância à imigração portuguesa no Brasil (1822/1945). 2007.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2007.
    • APA

      Mendes, J. A. S. R., & Carneiro, M. L. T. (2007). Laços de sangue: privilégios e intolerância à imigração portuguesa no Brasil (1822/1945). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Mendes JASR, Carneiro MLT. Laços de sangue: privilégios e intolerância à imigração portuguesa no Brasil (1822/1945). 2007 ;
    • Vancouver

      Mendes JASR, Carneiro MLT. Laços de sangue: privilégios e intolerância à imigração portuguesa no Brasil (1822/1945). 2007 ;

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