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Alterações clínicas, laboratoriais e eletrocardiográficas em gatos com obstrução uretral (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated author: HORTA, PEDRO VILLELA PEDROSO - FMVZ
  • School: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VCM
  • Subjects: DOENÇA DO TRATO URINARIO; FALENCIA RENAL; GASOMETRIA VENOSA; ELETROCARDIOGRAMA
  • Language: Português
  • Abstract: Obstruções uretrais em felinos geralmente são secundárias à doença do trato urinário inferior felino (DTUIF), afecção comum em gatos. A doença pode ser auto-limitante, mas a obstrução uretral leva à parada da função renal, gerando uma série de distúrbios no organismo, que necessitam tratamento imediato. A maioria dos estudos sobre as alterações decorrentes da obstrução foi feito em animais em estado crítico ou experimentalmente. O objetivo do presente estudo foi descrever as principais alterações observadas em gatos obstruídos atendidos na rotina clínica e correlacioná-las. Foram avaliados 32 gatos machos com obstrução uretral e sem tratamento prévio. A avaliação constou de exame clínico, hemograma, bioquímica sérica (uréia, creatinina, proteína total, ALT, AST, fosfatase alcalina, sódio, potássio, cálcio, fósforo, magnésio, glicemia e lactato), gasometria venosa, exame e cultura de urina e eletrocardiograma (ECG). Os animais foram agrupados conforme o tempo de obstrução (mais e menos de 36 horas). As alterações mais comuns no histórico foram disúria (100% dos animais), disorexia (84,4%), apatia (71,8%), vocalização (68,7%) e oligodipsia (68,7%); no exame físico, desidratação (71,8%), taquipnéia (53,1%) e hipotermia (53,1%). As alterações laboratoriais mais freqüentes foram hipermagnesemia (100%), acidose metabólica (89,6%), hiperglicemia (88,9%), hiperazotemia (84,4%) e hiperpotassemia (80,6%). Vinte por cento dos gatos tinham infecção urinária. Alterações noECG foram evidenciadas em 39,3% dos casos, sendo a parada atrial com ritmo sinoventricular a mais freqüente. Não houve relação entre as alterações no ECG e os níveis de potássio sérico. A análise dos grupos sugere agravamento da hiperazotemia, hiperpotassemia, hipermagnesemia e do estado geral com a evolução do processo. Nas correlações, a temperatura e a freqüência cardíaca apresentaram relação direta com pH ) sanguíneo, excesso de base e bicarbonato, e relação inversa com uréia, creatinina, potássio e fósforo. A uréia e creatinina se correlacionaram inversamente com sódio, pH sanguíneo, excesso de base e bicarbonato, e diretamente com potássio e fósforo. O estado geral correlacionou-se com a temperatura, uréia, creatinina, potássio, pH sanguíneo, excesso de base e bicarbonato.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.07.2006
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    • ABNT

      HORTA, Pedro Villela Pedroso; LUCAS, Silvia Regina Ricci. Alterações clínicas, laboratoriais e eletrocardiográficas em gatos com obstrução uretral. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-25052007-134150/ >.
    • APA

      Horta, P. V. P., & Lucas, S. R. R. (2006). Alterações clínicas, laboratoriais e eletrocardiográficas em gatos com obstrução uretral. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-25052007-134150/
    • NLM

      Horta PVP, Lucas SRR. Alterações clínicas, laboratoriais e eletrocardiográficas em gatos com obstrução uretral [Internet]. 2006 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-25052007-134150/
    • Vancouver

      Horta PVP, Lucas SRR. Alterações clínicas, laboratoriais e eletrocardiográficas em gatos com obstrução uretral [Internet]. 2006 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/10/10136/tde-25052007-134150/

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