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Propriedades fotoquímicas dos fotossensibilizadores Cristal Violeta e Azul de Metileno em sistemas microheterogêneos e em células cancerosas em cultura (2006)

  • Authors:
  • Autor USP: OLIVEIRA, CARLA SANTOS DE - IQ
  • Unidade: IQ
  • Sigla do Departamento: QBQ
  • Subjects: BIOLOGIA CELULAR; NEOPLASIAS (TERAPIA); TERAPIA FOTODINÂMICA (ESTUDO); CORANTES FLUORESCENTES (APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS)
  • Language: Português
  • Abstract: As propriedades fotofísicas e fotoquímicas de cristal violeta (CV) foram investigadas em soluções isotrópicas e verificou-se que solventes com constante dielétrica pequena favorecem a formação do par iônico, já o aumento na viscosidade do meio restringe a movimentação rotacional dos anéis aromáticos, resultando em diminuição da conversão interna e conseqüentemente aumento na fluorescência e, portanto no rendimento quântico de fluorescência ('fi''IND.f') (Oliveira 2002). Os experimentos com CV foram conduzidos em micelas reversas do anfifílico aniônico bis-2-etilhexil sulfoccinato de sódio (AOT) em isooctano. A localização interfacial do CV nas micelas reversas de AOT em valores da razão molar entre água e surfactante ('W IND.o') pequenos e grandes foram encontrados através da técnica de Ressonância Magnética Nuclear (RMN) de próton e de carbono 13. Utilizando-se espectroscopia UV-Vis identificou-se que pares iônicos de contato estão presentes a valores pequenos de 'W IND.o' e com o aumento do 'W IND.o' pares iônicos separados por solventes são as espécies que predominam em solução. A comparação da eficiência de fotodegradação de CV em micelas reversas de AOT em função do 'W IND.o' indicou que a fotoreatividade é maior em baixos valores de 'W IND.o'. Este efeito deve estar relacionado à restrição da movimentação dos anéis aromáticos de CV devido ao ambiente no qual este se localiza na micela reversa de AOT a 'W IND.o' pequenos. A formação de intermediários reativosfoi verificada através de Fotólise de Relâmpago a Laser e Emissão no infra-vermelho próximo, indicando a presença de espécies triplete, radical e oxigênio singlete com valor de rendimento quântico menor que 1 'POR CENTO'. Os produtos de fotólise foram identificados por técnicas cromatográficas e espectroscópicas. Na presença de oxigênio, houve maior formação de cetona de Michler. Com baixa concentração de oxigênio, o produto ) observável foi leuco-CV. Destes estudos propomos o mecanismo de fototransformação de CV neste meio. Após os estudos com micelas reversas, células cancerosas HeLa foram empregadas para comparar fotoatividade do CV com o azul de metileno (MB). As proporções de CV e MB dentro das células são altas, incorporando 70 'POR CENTO' e 80 'POR CENTO' da concentração da solução de incubação, respectivamente. Com o aumento da concentração de MB, um favorecimento da formação de dímero foi identificada. Já CV não sofre agregação nas condições estudadas. Nenhum dos fotossensibilizadores estudados tem um efeito danoso no escuro sobre as células HeLa em concentrações abaixo de '10 'um'M'. Após irradiação, MB causou uma diminuição de cerca de duas vezes maior na taxa de sobrevivência celular comparado com CV. A formação de oxigênio singlete após incorporação dos fotossensibilizadores foi investigada. Há formação de oxigênio singlete em células incubadas com MB, já com CV a geração de oxigênio singlete é pouco significativa sugerindo um mecanismo radicalar.O processo de morte celular foi estudado por citometria de fluxo e verificou-se que MB induz apoptose depois da irradiação em células HeLa. A absorção de luz por ambos fotossensibilizadores é similar, o que indica que a diminuição na sobrevivência não se deve à diferença de absorção luminosa. As diferenças das propriedades fotoquímicas de CV e de MB foram as responsáveis pela diferença de sobrevivência observada com células incubadas com CV e MB seguidas de irradiação. A localização celular de CV e MB em células foram caracterizadas por microscopia de fluorescência. Verificou-se que ambos localizam-se em mitocôndrias. O aumento na concentração de CV não alterou o seu perfil de localização. Já para MB ao aumentar a concentração de MB, observa-se que o mesmo localiza-se além das mitocôndrias, em lisossomos. A comparação das propriedades fotoquímicas e ) de localização foram consideradas para explicar as diferenças de atividade fotodinâmica do CV e do MB em células HeLa
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.12.2006
  • Acesso à fonte
    How to cite
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    • ABNT

      OLIVEIRA, Carla Santos de; BAPTISTA, Maurício da Silva. Propriedades fotoquímicas dos fotossensibilizadores Cristal Violeta e Azul de Metileno em sistemas microheterogêneos e em células cancerosas em cultura. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-12062008-135805/ >.
    • APA

      Oliveira, C. S. de, & Baptista, M. da S. (2006). Propriedades fotoquímicas dos fotossensibilizadores Cristal Violeta e Azul de Metileno em sistemas microheterogêneos e em células cancerosas em cultura. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-12062008-135805/
    • NLM

      Oliveira CS de, Baptista M da S. Propriedades fotoquímicas dos fotossensibilizadores Cristal Violeta e Azul de Metileno em sistemas microheterogêneos e em células cancerosas em cultura [Internet]. 2006 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-12062008-135805/
    • Vancouver

      Oliveira CS de, Baptista M da S. Propriedades fotoquímicas dos fotossensibilizadores Cristal Violeta e Azul de Metileno em sistemas microheterogêneos e em células cancerosas em cultura [Internet]. 2006 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/46/46131/tde-12062008-135805/

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