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Ultraestrutura, atividade enzimática 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPásica e expressão de RNAm dos ionotransportadores 'Na POT. +'/'K POT. +'- ATPase e V-ATPase nas brânquias do camarão de água doce Macrobrachium amazonicum (Crustacea, Decapoda) em função da capacidade osmorregulatória (2007)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FALEIROS, ROGÉRIO OLIVEIRA - FFCLRP
  • Unidades: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: DECAPODA; CRUSTACEA; FENÔMENOS BIOQUÍMICOS
  • Language: Português
  • Abstract: A capacidade de sobrevivência dos organismos é o resultado da seleção de mecanismos reguladores do equilíbrio osmótico e iônico, ou seja, da homeostasia hídrica do meio interno. Tais organismos mantêm a quantidade de água e íons no seu meio interno estável, protegendo os tecidos contra as oscilações desses parâmetros do meio externo. Os crustáceos desenvolveram muitos padrões de regulação osmótica e iônica, capacidade aparentemente responsável pela sua grande diversidade e ampla distribuição. Pelas notáveis adaptações a diferentes ambientes, esses artrópodes são frequentemente utilizados como modelos que visam à compreensão dos mecanismos de osmorregulação desempenhados por órgãos especializados que utilizam de importantes enzimas ionotransportadoras, como a'+ OU -' e V-ATPase, para regular a composição e o volume dos fluidos intra- e extra celulares. Os camarões carídeos, da família Palaemonidae (Crustácea, Decápode, Caridea) apresentam inúmeras estratégias adaptativas, tanto de ciclo de vida quanto fisiológicas, bioquímicas e morfológicas, que refletem a variedade de ambientes nos quais são encontrados, sendo extremamente diversificados. Os palemonídeos neotropicais incluem espécies encontradas desde o aquático marinho até os ambientes de água doce, passando por estuários e águas costeiras, ambientes com elevada flutuação da salinidade. Sendo assim, esse grupo apresenta espécies particularmente interessantes e convenientes a estudos que visamcaracterizar essas estratégias adaptativas. O presente trabalho objetivou avaliar a capacidade osmo- ionorregulatória de Macrobrachium amazonicum em função da salinidade (0,21 e 25 %oS) e do tempo de exposição a um desafio osmótico (25 %05); visou-se também descrever a ultraestrutura do epitélío lamelar branquial dessa espécie, analisar o decurso temporal da atividade específica da 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPase branquial, durante aclimatação à salinidade de 25 %oS, e a expressão do RNAm das subunidades 'alfa' e B da 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPase e V-ATPase branquiais, respectivamente, em função tanto da quanto do tempo de aclimatação. Macrobrachium amazonicum apresenta uma forte capacidade para hiperregular , a hemolinfa em água doce (398,0 '+ OU -' 10,1 mOsm/kg 'H IND. 2'O; 259,2 '+ OU -' 31,1 mM 'CI POT. -') e até 21 %oS, quando começou a se mostrar fracamente hipoconformador, se tornando praticamente isosmótico (743,6 '+ OU -' 11.1) após 5 dias de exposição a 25 %oS. Regula melhor o cloreto, se apresentando como um hiper/hiporregulador, com o ponto isosmótico em 17%o (272 mM 'CI POT. -'). O epitélio lamelar branquial de M. amazonicum é constituído por células pilares com franjas apicais bastante extensas em ambas as superfícies da lamela branquial, e um septo intralamelar, formando dois compartimentos simétricos por onde flui a hemolinfa. A presença de um complexo juncional altamente estruturado, entre as células pilares e ascélulas do septo, pressupõe um papel seletivo no fluxo de íons pelas células pilares até as do septo intralamelar. As extensas evaginações apicais das células pilares e invaginações das células do septo intralamelar associadas a numerosas mitocôndrias caracterizam as células do epitélio como realizando transporte ativo de íons. Houve um aumento na expressão de RNAm da subunidade 'alfa' da 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPase branquial a curto prazo (1 h, 5 horas e 1 dia de exposição), seguido de um aumento na atividade enzimática específica 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPasicana nas brânquias de M. amazonicum, sugerindo um mecanismo de resposta inicial de excreção de sal pelas brânquias. Houve um aumento suave da expressão de RNAm da subunidade B da V-A TPase seguida de uma diminuição drástica a valores de cerca de 25% daquela observada nos camarões em água doce. A subunidade a no caso da 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPase e a subunidade B no caso da V-A TPase apresentam alta conservação comparado com diversos táxons animais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.03.2007

  • How to cite
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    • ABNT

      FALEIROS, Rogério Oliveira; MACNAMARA, John Campbell. Ultraestrutura, atividade enzimática 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPásica e expressão de RNAm dos ionotransportadores 'Na POT. +'/'K POT. +'- ATPase e V-ATPase nas brânquias do camarão de água doce Macrobrachium amazonicum (Crustacea, Decapoda) em função da capacidade osmorregulatória. 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
    • APA

      Faleiros, R. O., & MacNamara, J. C. (2007). Ultraestrutura, atividade enzimática 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPásica e expressão de RNAm dos ionotransportadores 'Na POT. +'/'K POT. +'- ATPase e V-ATPase nas brânquias do camarão de água doce Macrobrachium amazonicum (Crustacea, Decapoda) em função da capacidade osmorregulatória. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Faleiros RO, MacNamara JC. Ultraestrutura, atividade enzimática 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPásica e expressão de RNAm dos ionotransportadores 'Na POT. +'/'K POT. +'- ATPase e V-ATPase nas brânquias do camarão de água doce Macrobrachium amazonicum (Crustacea, Decapoda) em função da capacidade osmorregulatória. 2007 ;
    • Vancouver

      Faleiros RO, MacNamara JC. Ultraestrutura, atividade enzimática 'Na POT. +'/'K POT. +'-ATPásica e expressão de RNAm dos ionotransportadores 'Na POT. +'/'K POT. +'- ATPase e V-ATPase nas brânquias do camarão de água doce Macrobrachium amazonicum (Crustacea, Decapoda) em função da capacidade osmorregulatória. 2007 ;


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