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Reeducação postural global associada à desinsuflação pulmonar: contribuição para a reabilitação pulmonar em portadores de DPOC (2006)

  • Authors:
  • Autor USP: PAYNO, SHEILA MIRANDA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: PULMÃO (REABILITAÇÃO); POSTURA; CAPACIDADE PULMONAR
  • Language: Português
  • Abstract: A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma importante causa de morbidade e mortalidade em todo o mundo. A limitação ao fluxo gasoso é conseqüência de alterações estruturais e funcionais de pequenas vias aéreas e do parênquima pulmonar com reflexos sobre a retração elástica, propiciando o aparecimento da hiperinsuflação pulmonar. A reabilitação pulmonar através de ações interdisciplinares reduz os sintomas, melhora a qualidade de vida e a condição física e emocional dos pacientes com reflexo sobre suas atividades diárias. Diversos estudos comprovam que os exercícios aeróbios de membros inferiores e resistivos de membros superiores melhoram a tolerância ao esforço e reduzem a dispnéia, porém pouco tem- se investigado sobre os recursos que atuam sobre as disfunções músculo-esqueléticas da caixa torácica e do diafragma. Acredita-se que a reeducação respiratória com treino das respirações diafragmática e freno-labial melhore momentaneamente a ventilação pulmonar e os parâmetros gasométricos. A reeducação postural global pelo reequilíbrio muscular proprioceptivo (RPG/RPM) tem por objetivo o realinhamento postural e a readequação tóraco-abdominal, através do alongamento das cadeias musculares e do controle da respiração. É possível que pacientes com DPOC que apresentem alterações biomecânicas de tórax causadas pela hiperinsuflação pulmonar possam se beneficiar com um programa de RPG/RPM. Objetivos: avaliar os possíveis efeitos da RPG/RPM associada àrespiração freno-labial na função pulmonar e muscular, na tolerância ao esforço, na percepção da dispnéia e na qualidade de vida dos pacientes portadores de DPOC hiperinsuflados. Materiais e métodos: Quinze pacientes com DPOC moderada/grave ('VEF IND. 1 47 '+ OU -' 17 e 'VEF IND. '1/CVF 48 '+ OU -' 10), clinicamente estáveis, com idade média de 69,5 '+ OU -' 7,2. Foram realizadas avaliações da função pulmonar (medidas de volumes e capacidades pulmonares, fluxo expiratório máximo, capacidade de difusão e medidas pletismográficas), função muscular (pressões expiratórias máximas), tolerância ao exercício (teste da caminhada de seis minutos), percepção da dispnéia (escala de Borg), e qualidade de vida (Saint George Respiratory Disease), antes e após a aplicação do programa de reeducação postural global (RPG/RPM). O programa constou de sessões de RPG/RPM com duração de sessenta minutos, duas vezes por semana, por dois meses. Como tarefa complementar os pacientes foram treinados e orientados a realizar quinze minutos diários de exercícios de alongamento associados ao controle respiratório. Resultados: Quando foram comparados os resultados antes e após o RPG/RPM, houve reduções significativas (p < 0,05) nos valores da VGT (pré 5,4 '+ OU -' 1,0 I e pós 4,7 '+ OU -' 0,9 I), medido pela pletismografia corporal. O mesmo ocorreu para os valores medidos pela diluição de He, CRF (pré 4,7 '+ OU -' 0,6 I; 139 '+ OU -' 19% e pós 4,1 '+ OU -' 0,6 I; 124'+ OU -' 19%), para VR (pré 4,3 '+ OU -' 0,9 I e pós 3,7 '+ OU -' 0,7 I) e para CPT (pré 6,8 '+ OU -' 0,8 I e pós 6,3 '+ OU -' 0,6 I). Os valores de CVF, 'VEF IND. 1', FEF25- 75%, 'VEF IND. 1'/CVF, PFE, 'V IND. max50', 'V IND. max75' e 'DL IND. LCO' apresentaram-se reduzidos antes e após o RPG, mas sem diferenças significativas entre as duas fases. Houve melhora significativa no valor das pressões respiratórias máximas ('P IND. imax' de 59,7 '+ OU -' 15,3 cm'H IND. 2'O para 74,6 '+ OU -' 26,2 cm'H IND. 2'O e a 'P IND. emax' 76,6 '+ OU -' 26,2 cm'H IND. 2'O para 88,2 '+ OU -' 30,9 cm'H IND. 2'O), nos índices cirtométricos (axilar = 2,2 '+ OU -' 0,8 cm; xifoídea = 2,1'+ OU -' 0,9 cm; umbilical = 0,4 '+ OU -' 1,6 cm; para axilar = 3,6 '+ OU -' 1,0 cm; xifoídea = 3,4 '+ OU -' 0,9 cm; umbilical = 2,9 '+ OU -' 0,9 cm), no TC6' (de 328,7 '+ OU -' 96,8 m para 382,6 '+ OU -' 101,1 m) e em todos os domínios do SGRQ. O mesmo não ocorreu para os valores da escala de Borg e da avaliação postural estática. Conclusões: 1) O programa proposto esteve associado à significativa redução nos valores do VTG, CRF, VR e CPT, resultados compatíveis com a presença de desinsuflação pulmonar que persistiu mesmo após a realização do TC6', aumentou a força da musculatura respiratória, a expansibilidade da caixa torácica, o desempenho físico em todos os domínios que avaliam a qualidade de vida. 2) Os benefícios obtidos com o programa não modificaram completamente ocomportamento dos fluxos/resistências das vias aéreas e não estiveram associadas a atenuação dos sintomas. 3) Neste selecionado grupo de pacientes, os resultados sugerem que o programa empregado pode ser uma opção para auxiliar na reabilitação pulmonar de pacientes portadores de DPOC
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.10.2006

  • How to cite
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    • ABNT

      PAYNO, Sheila Miranda; TERRA FILHO, João. Reeducação postural global associada à desinsuflação pulmonar: contribuição para a reabilitação pulmonar em portadores de DPOC. 2006.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
    • APA

      Payno, S. M., & Terra Filho, J. (2006). Reeducação postural global associada à desinsuflação pulmonar: contribuição para a reabilitação pulmonar em portadores de DPOC. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Payno SM, Terra Filho J. Reeducação postural global associada à desinsuflação pulmonar: contribuição para a reabilitação pulmonar em portadores de DPOC. 2006 ;
    • Vancouver

      Payno SM, Terra Filho J. Reeducação postural global associada à desinsuflação pulmonar: contribuição para a reabilitação pulmonar em portadores de DPOC. 2006 ;

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