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Avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes com trauma renal submetidos ao tratamento não operatório (2006)

  • Authors:
  • Autor USP: PEREIRA JUNIOR, GERSON ALVES - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: TRATO URINÁRIO (MORFOLOGIA;AVALIAÇÃO); TRAUMATOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O presente estudo fez a avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes, que foram vítimas de trauma renal de graus III, IV e V e que foram tratados, com sucesso, sem a necessidade de cirurgia, na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo no período de 1989 a 2004. Após a aprovação da Comissão de Ética e a assinatura do consentimento informado, 32 pacientes participaram do estudo, sendo 14 com trauma renal grau III; 16 com trauma renal grau IV, sendo 9 com lesão parenquimatosa e extravasamento de contraste (IV - e) e 7 com lesão vascular (IV - v) e 2 com trauma renal grau V, sendo 1 com lesão de múltiplas fraturas do parênquima (V - mf) e outro com lesão vascular com isquemia total do rim (V i). O tempo médio após o trauma renal de 6 anos e 1 mês (com variação entre 1 ano e 4 meses a 14 anos e 6 meses). Os pacientes retornaram para seguimento clínico ambulatorial, onde foram investigadas as queixas relacionadas ao trauma renal e foi agendada a realização da MAPA. Todos os pacientes fizeram: 1) uma avaliação laboratorial completa sobre a função renal e fatores de risco cardiovascular, 2) avaliação morfológica com a realização de tomografia computadorizada de abdome e angiorressonância nuclear magnética dos rins e 3) avaliação funcional com cintilografia renal estática com DMSA. Além disso, os pacientes classificados como hipertensos, através da MAPA fizeram a cintilografiarenal dinâmica com teste do captopril para a exclusão de uma possível etiologia renovascular. Nenhum dos pacientes necessitou de atendimento médico ou internação hospitalar motivada pelo trauma renal prévio. Nenhum deles apresentou nenhuma alteração laboratoriai da função renal. A avaliação morfológica mostrou uma redução do volume do rim lesado em 50% dos casos, mostrando significância estatística entre os pacientes com trauma renal de graus III e IV com lesão vascular (IV - v) (p < 0,05). Houve uma redução do fluxo sangüíneo renal, calculado pela angiorressonância nuclear magnética do lado lesado em relação ao lado contralateral, maior que 15% em 91,3% dos pacientes. Ocorreu uma grande variabilidade de valores absolutos e de redução percentual, na comparação com o rim não lesado. Entretanto, não foi notada diferença estatística significativa entre as diferentes gravidades do trauma renal. A avaliação funcional através da cintilografia renal estática com DMSA mostrou que a redução da função renal relativa foi significativa e proporcional à gravidade do trauma renal: 1) os pacientes com trauma renal grau III em comparação com pacientes com trauma renal grau IV com extravasamento (IV - e) não tiveram a redução da função renal relativa significativa (p > 0,05), 2) a comparação entre os pacientes com trauma renal grau III e grau IV com lesão vascular (IV - v) mostrou significância estatística (p < 0,01) e 3) e também a comparação entreos pacientes com trauma renal grau IV com lesão vascular (IV - v) e grau IV com extravasamento (IV - e) mostrou significância estatística (p < 0,01 ). A prevalência de hipertensão arterial pós-traumática no estudo foi de 31,3% (10 pacientes). Os pacientes eram todos do sexo masculino e tinham uma média de idade de 38,3 anos (23 a 69 anos) com tempo médio decorrido entre o trauma e o estudo foi de 7,7 anos, com variação de 1 ano e 4 meses até 13 anos e 4 meses. A avaliação tardia destes pacientes permitiu o levantamento dos seguintes dados: 1) 90% dos pacientes tinham antecedentes familiares maternos e/ou paternos de hipertensão arterial, 2) 70% dos pacientes apresentavam hipertrofia do ventrículo esquerdo, 3) não houve correlação entre a presença de hipertensão com a maior gravidade do trauma renal pela classificação da OIS, pois 70% dos pacientes tinham trauma renal grau III, 4) a avaliação morfológica não mostrou correlação entre a redução do volume renal e a presença de hipertensão arterial, 5) a angiorressonância nuclear magnética não mostrou a presença de estenose da artéria renal, 6) também não foi detectada a presença de compressão do parênquima renal (Page Kidney) ou de fístula artério-venosa intra-renal, 7) a avaliação funcional com cintilografia renal estática com DMSA 'ANTPOT. 99M Tc' realizada em todos os pacientes hipertensos, mostrou que a função renal relativa estava gravemente prejudicada (< 30%) em 30% dospacientes. O restante tinha a função renal relativa normal a discretamente prejudicada (> 40%) em 50% dos casos ou moderadamente prejudicada (entre 30 e 40%) em 20% dos pacientes, 8) a cintilografia renal dinâmica com EC 'ANTPOT. 99M Tc' com estímulo do captopril, realizada em 7 pacientes, foi negativa, excluindo a origem renovascular. O presente estudo sugere que a hipertensão arterial pós-traumática pode ser essencial, embora os pacientes sejam de uma faixa etária relativamente baixa, não havendo dados de prevalência de hipertensão arterial por faixa etária, em nosso meio, que permita a comparação. A etiologia renovascular para a hipertensão arterial pôde ser excluída
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.09.2006

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    • ABNT

      PEREIRA JÚNIOR, Gerson Alves; ANDRADE, José Ivan de. Avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes com trauma renal submetidos ao tratamento não operatório. 2006.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
    • APA

      Pereira Júnior, G. A., & Andrade, J. I. de. (2006). Avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes com trauma renal submetidos ao tratamento não operatório. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Pereira Júnior GA, Andrade JI de. Avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes com trauma renal submetidos ao tratamento não operatório. 2006 ;
    • Vancouver

      Pereira Júnior GA, Andrade JI de. Avaliação clínica, morfológica e funcional tardia dos pacientes com trauma renal submetidos ao tratamento não operatório. 2006 ;


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