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Associação do diabetes experimental e etanol na parte prole de camundongos Swiss (2006)

  • Authors:
  • Autor USP: RIBEIRO, CAMILA NUNES DE MORAIS - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: S/D
  • Subjects: GRAVIDEZ (ANOMALIAS); ALCOOLISMO; ENDOCRINOPATIAS; PATOLOGIA (EXPERIMENTAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: De acordo com a maioria dos estudos, 2 a 3% dos recém nascidos mostram pelo menos uma anomalia congênita reconhecível, sendo que as do Sistema Nervoso Central (SNC) são a segunda mais comum, perdendo apenas para as cardiopatias congênitas. A etiologia destas anomalias é variada, com a participação de agentes ambientais como o etanol, ácido retinóico e hiperglicemia demonstrados em modelos experimentais. O objetivo deste estudo foi investigar a ação do diabetes mellitus aloxânico, do etanol e a associação de ambos na indução de anomalias congênitas no camundongo. Foram usadas trinta e seis fêmeas de camundongo Swiss, com pesos variando de 40 a 50 gramas, 24 das quais receberam injeção de aloxana (40mg/Kg) em salina estéril via endovenosa quatro dias antes de serem colocadas para acasalar, enquanto que as 12 fêmeas restantes receberam injeção endovenosa de salina estéril. As glicemias foram medidas três dias depois da administração da aloxana e no 18° dia gestacional, sempre com jejum de 12 horas. Os animais foram separados nos seguintes grupos com 6 animais cada: Controle (C), Etanol (E) (cujas fêmeas apresentaram glicemias normais, entre 90 a 110mg/dL), Diabetes (D) e Diabetes e Etanol (DE) (cujas fêmeas apresentaram glicemias superiores a 200mg/dL), Diabetes de baixa glicemia (Dbg) e Diabetes Etanol baixa glicemia (DEbg) (cujas fêmeas apresentaram glicemias entre 126 e 195mg/dL). Os animais dos grupos de alta glicemia (D e DE) receberam 0.5 unidadede insulina por dia até o acasalamento. Fêmeas e machos ficaram em contato entre 9:00 e 11:00 da manhã para o acasalamento, fato sugerido pela presença do tampão vaginal aparente, considerando-se assim o dia gestacional O. No 7° dia gestacional, animais dos grupos E, DE e DEbg, receberam 4g/Kg de etanol (25% v./v.) via intraperitoneal, enquanto os grupos C, D, e Dbg receberam salina. A eutanásia foi realizada no 18° dia gestacional em câmara de 'CO IND. 2', retirando-se todos os implantes por cesárea. Foram encontradas anomalias congênitas apenas nos grupos E, DE e DEbg, representadas por exencefalia (9,7% em DE, 1% em DEbg), situs inversus totalis (1,35% em DE) e partialis (1,35% em DE), sindactilia (1,25% em DEbg), apêndice cutâneo sobre pálpebra (1,35% em DE), hidropisia e hérnia umbilical (1,25% em DEbg) e hipoplasia da artéria pulmonar (0,97% em E). Foram encontradas reabsorçães (C=6,7%, E=8,49%, 0=21,35%, DE=11,8%, Dbg=13%, DEbg=6,25%), mortes fetais tardias (C=0,8%, E=2,8%, D=4,5%, DE=8,6%, Dbg=42%, DEbg=1,4%). Foram encontradas as seguintes medições do diâmetro placentário (C=0,88cm, E=0,63cm, D=O,54cm, DE=0,63cm, Dbg=0,65cm, DEbg=0,60cm), do peso placentário (C=0,110g, E=0,17g, D=0,12g, DE=0,12g, Dbg=0,13g, DEbg=O, 11 g), do peso corporal fetal (machos/fêmeas: C=1,57/1,48g, E=1,35/1,33g, D=1,09/0,98g, DE=1,19/1,16g, Dbg=1,38/1,26g, DEbg=1,45/1,28g), do comprimento vértice-sacral fetal (machos/fêmeas: C=2,54/2,46cm,E=2,36/2,38cm, D=2,1/1,97cm, DE=2,25/2,12cm, Dbg=2,21/2,13cm,, DEbg=2,33/2,26cm) e do comprimento caudal (machos/fêmeas: C=1 ,30/1 ,28cm, E=1,34/1,31cm, D=1,16/1,13cm, DE=1,3/1,26cm, Dbg=1 ,26/1 ,3cm, DEbg=1,33/1,26cm). O diabetes é mais deletério do que o etanol no início da gestação, determinando maior número de reabsorções, que por sua vez não permitiu evidenciar a existência ou não de anomalias nestes grupos. O etanol, por outro, melhora a redução de peso fetal e placentário, porém leva a maior mortalidade perinatal, possivelmente por aumentar os danos celulares, além de afetar de maneira diferenciada os gêneros, sendo mais lesivo para as fêmeas. Apesar de certa proteção aos fetos de fêmeas diabéticas, a associação do etanol leva ao surgimento de anomalias congênitas, mostrando efeito somatório destes coteratógenos, que podem atuar pela liberação de espécies reativas e radicais livres o oxigênio, aumentando a apoptose e inibindo a migração e diferenciação das células da crista neural. Tanto o etanol quanto o diabetes isoladamente induziram redução do diâmetro placentário, que foi parcialmente revertida pela associação de ambos, possivelmente por danos ao tecido placentário e fenômenos reparativos secundários. Já o etanol ocasionou um aumento no peso placentário, podendo ocorrer como uma adaptação compensatória ao suprimento de nutrientes reduzido para a placenta, e também pela expansão da zona basal e labirinto, aumento do númeroe tamanho das células gigantes, aumento das células trofoblásticas na zona basal. A interação de um fator ambientar exógeno, como o etanol, associado ao diabetes pode aumentar a suscetibilidade dos embriões às malformações congênitas, e esse sinergismo é um fator relevante que deve servir de alerta à população humana, já que há tendência mundial de desenvolvimento cada vez mais precoce do diabetes bem como do uso do etanol, demandando melhor entendimento das suas causas e mecanismos de interação, necessários para adoção de medidas preventivas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.09.2006

  • How to cite
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    • ABNT

      RIBEIRO, Camila Nunes de Morais; PERES, Luiz Cesar. Associação do diabetes experimental e etanol na parte prole de camundongos Swiss. 2006.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
    • APA

      Ribeiro, C. N. de M., & Peres, L. C. (2006). Associação do diabetes experimental e etanol na parte prole de camundongos Swiss. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Ribeiro CN de M, Peres LC. Associação do diabetes experimental e etanol na parte prole de camundongos Swiss. 2006 ;
    • Vancouver

      Ribeiro CN de M, Peres LC. Associação do diabetes experimental e etanol na parte prole de camundongos Swiss. 2006 ;

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