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Relevância clínica de haplótipos da sintase endotelial do óxido nítrico para a susceptibilidade à hipertensão arterial e resposta ao tratamento anti-hipertensivo (2006)

  • Authors:
  • Autor USP: SANDRIM, VALÉRIA CRISTINA - FMRP
  • Unidade: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFA
  • Subjects: HIPERTENSÃO (TRATAMENTO); ÓXIDO NÍTRICO; FÁRMACOS (SISTEMA CARDIOVASCULAR)
  • Language: Português
  • Abstract: No presente estudo, nós comparamos a distribuição das freqüências genotípicas e alélicas destes três polimorfismos entre hipertensos (112 brancos e 91 negros) e normotensos (113 brancos e 87 negros). Além disso, nós examinamos a associação de haplótipos da eNOS e hipertensão em brancos e negros. Nossos resultados indicam ausência de associação entre genótipos da eNOS e hipertensão em ambos grupos étnicos (P>0,05). Entretanto, os haplótipos "T-Asp-b" e "C Glu b" (protetor) foram mais freqüentes em normotensos brancos (16 e 24%, respectivamente) e negros (17 e 16%, respectivamente) do que em brancos (7 e 8%, respectivamente) e negros (4 e 6%, respectivamente) hipertensos. Além disso, o haplótipo "C Asp b" (susceptível) foi mais comum em brancos hipertensos do que em brancos normotensos (P=0,0007). De grande relevância clínica, os mesmos haplótipos da eNOS, mas não os genótipos, foram associados a um efeito protetor (C Glu b) e susceptível (C Asp b) no desenvolvimento da hipertensão em diabéticos tipo 2 (DMT2), sugerindo a contribuição de haplótipos no desenvolvimento da hipertensão é mascarada quando genótipos da eNOS são considerados individualmente. Soma-se a isto, que nossos resultados indicam que haplótipos da eNOS estão associados com um efeito protetor contra o desenvolvimento da hipertensão em ambos grupos étnicos e em DMT2 e outro haplótipo confere susceptibilidade à hipertensão em indivíduos brancos e em DMT2. A maioria dos pacientes hipertensosrequer 2 ou mais drogas para o controle efetivo da pressão sanguínea. Enquanto, nossos resultados indicam associação entre haplótipos da eNOS e hipertensão, ainda se desconhece se genótipos/haplótipos da eNOS estão associadas com resistência à terapia anti-hipertensiva. Desta maneira, nestes estudos nós comparamos a distribuição dos polimorfismos 'T POT. -786C', Glu298Asp e 4a4b in 111 em normotensos (NT), 116 hipertensos com pressões sanguíneas bem controladas, e 100 hipertensos resistentes à terapia anti-hipertensiva (HTR). Comparamos também a distribuição de haplótipos da eNOS nestes três grupos de indivíduos. Enquanto nenhuma diferença significativa foi encontrada na distribuição genotípica destes variantes entre os três grupos, diferenças significativas foram observadas, sendo que o haplóticpo "C Glu b" foi mais comum no grupo NT comparado aos grupos HT e HTR (21 % versus 8% e 7%, respectivamente; ambos P<0,00625), e o haplótipo "C Asp b" mais freqüente nos grupos HT e HTR comparados ao grupo NT (22% e 20%, respectivamente, versus 8%; ambos P<0,00625). Finalmente, a distribuição dos haplótipos da eNOS não foi significativamente diferentes entre os grupos HT e HTR (P>0,05). Portanto, nossos achados sugerem novamente uni efeito protetor e susceptível dos haplótipos "C Glu b" e "C Asp b", respectivamente no desenvolvimento da hipertensão arterial. Além disso, nossos resultados sugerem que os haplótipos da eNOS não estão associadosà resistência à terapia anti-hipertensiva. Finalmente, neste estudo nós avaliamos a associação entre haplótipos/genótipos da eNOS (T-786C, Glu298Asp e intron 4) com níveis plasmáticos de nitrato/nitrito (NOx), que são produtos estáveis do NO, em 98 indivíduos sadios, 68 pacientes HT, 66 pacientes DMT2, e 86 pacientes DMT2+HT. Pôde-se observar que não houve diferenças na distribuição de genótipos da eNOS entre os grupos estudados. Além disso, nossos resultados indicam ausência de associação entre os níveis de NOx e genótipos da eNOS nos quatro grupos de indivíduos. Com relação aos haplótipos da eNOS, a combinação haplotípica "C Glu b" foi mais freqüente no grupo de saudáveis do que nos grupos HT e DMT2+HT. Este mesmo haplótipo foi mais comum entre os indivíduos dos grupos HT e DMT2+HT com altas concentrações de NOx comparado aos indivíduos com baixas concentrações de NOx. Já o haplótipo "C Asp b" foi mais freqüente nos grupos HT e DMT2+HT. Este mesmo haplótipo também foi mais comum nos grupos HT e DMT2+HT apresentando baixos níveis de NOx do que no grupo com altas concentrações de NOx. Estes resultados fundamentam os resultados encontrados nos estudos de associação, pois indicam que o haplótipo "C Glu b" que protege contra o desenvolvimento de hipertensão está associado com altos níveis de NOx, enquanto que o haplótipo "C Asp b", associado a maior susceptibilidade ao desenvolvimento da hipertensão está associado a níveis menores destasespécies relacionadas ao NO
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.04.2006

  • How to cite
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    • ABNT

      SANDRIM, Valéria Cristina; SANTOS, José Eduardo Tanus dos. Relevância clínica de haplótipos da sintase endotelial do óxido nítrico para a susceptibilidade à hipertensão arterial e resposta ao tratamento anti-hipertensivo. 2006.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
    • APA

      Sandrim, V. C., & Santos, J. E. T. dos. (2006). Relevância clínica de haplótipos da sintase endotelial do óxido nítrico para a susceptibilidade à hipertensão arterial e resposta ao tratamento anti-hipertensivo. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Sandrim VC, Santos JET dos. Relevância clínica de haplótipos da sintase endotelial do óxido nítrico para a susceptibilidade à hipertensão arterial e resposta ao tratamento anti-hipertensivo. 2006 ;
    • Vancouver

      Sandrim VC, Santos JET dos. Relevância clínica de haplótipos da sintase endotelial do óxido nítrico para a susceptibilidade à hipertensão arterial e resposta ao tratamento anti-hipertensivo. 2006 ;

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