Ferimento diafragmático: evolução do processo cicatricial e regeneração muscular (2006)
- Authors:
- Autor USP: ESPADA, PAULO CESAR - FMRP
- Unidade: FMRP
- Sigla do Departamento: RCA
- Assunto: CLÍNICA CIRÚRGICA
- Language: Português
- Abstract: Lesões isoladas do diafragma, causadas tanto por trauma contuso quanto penetrante na transição toracoabdominal são raras em virtude da posição anatômica do diafragma e de sua movimentação constante. Os pacientes que apresentam lesões isoladas do diafragma geralmente encontram-se assintomáticos na admissão e o exame fisco é pouco sensível. Apesar de toda gama de exames, a laparotomia é ainda muito utilizada para o seu diagnóstico. O índice de laparotomia não terapêutica é em torno de 35% e reduz o diagnóstico tardio em apenas 2,9% dos pacientes. A laparoscopia e toracoscopia podem reduzir o número de laparotomia não terapêutica. O tratamento não operatório ou expectante das lesões, nas quais os sinais clínicos e radiológicos não são óbvios, pode ser considerado como uma alternativa terapêutica. Alguns autores reportaram esta lesão em modelo animal e notaram cicatrização em torno de 30 a 120 dias. Com o objetivo de estudar os ferimentos diafragmáticos causados por agente pérfuro-cortante e avaliar uma possível regeneração do músculo diafragmático, dividimos nossa amostra de 60 animais (ratos Wistar) em quatro grupos de 15, sacrificados nas primeiras horas após a lesão (grupo I -24 horas; grupo II -48 horas; grupo III -72 horas; grupo IV -1 semana). A lesão diafragmática foi realizada por videolaparoscopia. Para análise microscópica feita em imersão, utilizamos a coloração de Hematoxilina-Eosina e Giemsa. A análise estatística utilizada foi o teste de Mood paramedianas. Encontramos na borda da lesão predomínio de neutrófilos, eosinófilos, mastócitos e macrófagos nos grupos I e II. Linfócitos, monócitos, vasos, fibroblastos e colágeno aparecem em maior quantidade nos grupos III e IV. O número de vasos aumenta com o decorrer do processo inflamatório e o número de mitoses é maior em 72 horas. A regeneração do músculo diafragmático foi evidente em todos os grupos. Constatamos um aumento significativo do número de ) regeneração muscular nos , grupos III e IV. A evidência de regeneração muscular pode contribuir para o tratamento futuro das lesões diafragmáticas ocultas ou isoladas
- Imprenta:
- Publisher place: Ribeirão Preto
- Date published: 2006
- Data da defesa: 23.02.2006
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ABNT
ESPADA, Paulo César. Ferimento diafragmático: evolução do processo cicatricial e regeneração muscular. 2006. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006. . Acesso em: 21 fev. 2026. -
APA
Espada, P. C. (2006). Ferimento diafragmático: evolução do processo cicatricial e regeneração muscular (Tese (Doutorado). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. -
NLM
Espada PC. Ferimento diafragmático: evolução do processo cicatricial e regeneração muscular. 2006 ;[citado 2026 fev. 21 ] -
Vancouver
Espada PC. Ferimento diafragmático: evolução do processo cicatricial e regeneração muscular. 2006 ;[citado 2026 fev. 21 ]
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