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Hanseníase e subjetividade: a vivência dos doentes com hanseníase do Hospital Padre Bento (2005)

  • Authors:
  • Autor USP: HELENE, LÚCIA MARIA FRAZÃO - EE
  • Unidade: EE
  • Subjects: HANSENÍASE; SUBJETIVIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: O Complexo Hospitalar Padre Bento, antigo hospital colônia, atualmente é caracterizado como uma instituição de referência ao atendimento à hanseníase no Estado de São Paulo. Esse atendimento ocorre na forma ambulatorial e em internações ao doentes em decorrência das complicações da hanseníase. O presente trabalho teve como objetivos: caracterizar o perfil dos hansenianos atendidos no referido hospital e identificar as repercussões psicossociais referidas como decorrentes da vivência da doença. A amostra de estudo foi composta pelos hansenianos que, durante o período de coleta de dados, estavam internados e por aqueles que receberam assistência na sala de curativos. Os dados foram obtidos, após a aprovação do Comitê de Ética da Instituição, por meio da consulta aos prontuários dos doentes e, por entrevista, orientada por instrumento semi-estruturado e, analisados segundo a análise de conteúdo. Resultados: dos 14 indivíduos estudaos, 50% era do sexo masculino e 50% do sexo feminino; houve predomínio da idade acima de 46 anos, em abmos os sexos; 1º grau incompleto foi mais acentuado nos homens do que nas mulheres, 85,7% e 57,1%, respectivamente; e a percentagem de analfabetos foi superior nas mulheres (43%) e 14,3% nos homens. Houve predomínio (85,7%) da raça branca nas mulheres e 57,1% nos homens. A presença de lesões decorrentes da hanseníase foi mais acentuada nas mulheres (86%) do que nos homens (71,4%); e a taxa de abandono ao tratamento (43%) foi idêntica em ambos ossexos, referida quanto: à falta de credibilidade da eficácia da medicação, presença de efeitos colaterais indesejáveis e falta de tempo. Possuem pouco conhecimento sobre a hanseníase; referiram sentirem-se excluídos socialmente devido a aposentadoria por incapacidade física decorrente da doena; sentimentos de inutilidade e preocupações financeiras por muitas vezes, não exercerem atividade remunerada; mudança de hábitos de vida a fim de ) adaptar-se a novas situações; sentimento de solidão, afastamento de amigos e o receio ao preconceito, e a existência de um fortalecimento na relação familiar. Conclusão: constatou-se que os doentes com hanseníase, ainda são estigmatizados no trabalho, no lazer e nas suas relações interpessoais; existem modelos distorcidos quanto à doença. Há a necessidade de transformar a ideologia de que a hanseníase é uma doença incurável, somando-se políticas públicas de saúde que visem a inserir socialmente o hanseniano ou o ex-hanseniano. Recomenda-se a realização de estratégias educacionais com a população e os trabalhadores, que se promovam a educação emancipatória, na tentativa de tornar os hansenianos sujeitos críticos transformadores de suas próprias realidades e minimizar os efeitos danosos envolvidos com a hanseníase na vida de cada um
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    • Título do periódico: Anais
    • ISSN: 1517-1345
    • Volume/Número/Paginação/Ano: v. 12, n. 2, p. 54, res. 05.43, abr./maio 2005
  • Conference titles: Congresso Nacional da Rede Unida

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    • ABNT

      PEREIRA, Adriana Jimenez; HELENE, Lúcia Maria Frazão. Hanseníase e subjetividade: a vivência dos doentes com hanseníase do Hospital Padre Bento. Anais[S.l: s.n.], 2005.
    • APA

      Pereira, A. J., & Helene, L. M. F. (2005). Hanseníase e subjetividade: a vivência dos doentes com hanseníase do Hospital Padre Bento. Anais. Londrina.
    • NLM

      Pereira AJ, Helene LMF. Hanseníase e subjetividade: a vivência dos doentes com hanseníase do Hospital Padre Bento. Anais. 2005 ; 12( 2): 54.
    • Vancouver

      Pereira AJ, Helene LMF. Hanseníase e subjetividade: a vivência dos doentes com hanseníase do Hospital Padre Bento. Anais. 2005 ; 12( 2): 54.


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