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A fauna de opiliões da Mata Atlântica do Sul e Sudeste do Brasil (Arachnida, Opiliones) (2005)

  • Authors:
  • Autor USP: BRAGAGNOLO, CIBELE - IB
  • Unidade: IB
  • Sigla do Departamento: BIZ
  • Subjects: OPILIONA; ARACHNIDA; FAUNA; RIQUEZA
  • Language: Português
  • Abstract: Os inventários fauníticos constituem uma rápida e eficiênte maneira para acessar a diversidade local ou regional e a riqueza de espécies é um dos mais importantes parâmetros para a tomada de decisões para a conservação. Os opilões possuem uma alta diversidade no Barsil, com cerca de 950 espécies conhecidas, a maioria das quais habita a Mata Atlântica. Os principais objetivos deste trabalho foram inventariar a fauna e analisar a variação na diversidade de opiliões ao longo da Mata Atlântica do sul e sudeste do Brasil. Para tal, foramselecionados 40 localidades entre os estados do Rio GRande do Sul e Minas Gerais, sendo 28 pertencentes à Mata Atlântica costeira, 6 pertencentes à Mata Atlânticasemidecídua e 6 pertencentes à formações vegetais adjacentes à Mata Atlântica. Na primeira parte do trabalho, cujo objetivo principal foi estimar a riqueza e analisar o desempenho e a aplicabilidade para acomparação entre áreas de metodologias não-paramétricas e de extapolação, foram analisadas apenas 21 das 40 áreas incluídas no estudo.As 21 áreas analisadas foram amostradas segundo um protocolo de oleta estabelecidos pelo projeto temático Biota-Fapesp " Diversidade de Arachnida e Miryapoda do Estado de São Paulo".Neste protocolo, cada amostra constitui uma hora de procura ao longo de um transcto de 30m. Para as estimativas de riqueza foram empregados sete estimadores não-paramétricos e dois métodos de extrapolação do esforço amostral. Houve uma grande variaçãoentre as estimativas geradas pelosdiferentes estimadores não-paramétricos, entretanto, no geral, todos tenderam a subestimas a riqueza das áreas. Além disso, foram bastante influênciados pelo tamanho da amostra, estabilizando somente nas áreas cujo esforço amostral já foi suficiente a fauna, o que indica que talvez esta não seja a metodologia mais eficiente para a comparação entre áreas. Por outro lado, as estimativas geradas pelos métodos de extrapolação do esforçoamostral foram bastante coerentes à diversidade esperada para as áreas. Os resultados indicam que tais metodologias são menos sensíveis ao tamanho da amostra e que a estrutura e composição das comunidades parece exercer maior influência nos resultados. Dsta maneira, tal metodologia parece ser mais promissora para comparações entre riquezas de diferentes áreas. a segunda parte do tabalho, cujo objetivo foi analisar a alpha e beta diversidade dos opilôes na Mata Atlântica, foram então incluídas as 40 localidades.Os registros das espécies foram obtidos à partir das coletas do projeto Biota, além de registros em museus e literatura. Para o estudo da beta diversidade, foram empregadas técnicas de ordenação (DCA) e agrupamento ( índice de Sorensen). Uma vez que os registros foram obtidos de diversas fontes, a qualidade de amostragem variaou amplamente entre as áreas estudadas e teve forte influência no número de espécies registradas.Entretanto, as menores riquezas foramobtidas nas áreas de cerrado (2-8 spp), seguidas pela Mata Atlântica semidecídua (5-12 spp) e as maiores na Mata Atlântica costeira,exceto extremo sul do país (12-64 spp, Santa Catarina ao Rio de Janeiro), indicando que esta região parece compreender o pico de riqueza de opiliões na Mata Atlântica. A análise de DCA indicou um gradiente latitudinal e longitudinal na composição das espécies. A análise de similaridade de Sorensen apresentou resultados congruentes aos obtidos pela análise de ordenação e agrupamento coicidentes às áreas de endemismo já propostas para o grupo. os resultados indicam uma forte influência histórica e também da proximidade geográfica na distribuição das espécies de opiliões. Os resultados apresentam ainda um alto grau de endemismo das espécies de opiliões, uma vez que 66% das espécies só foram registradas em uma área de 20% em duas áreas. O endemismo dos opiliões na Mata Atlântica parece ser o mais alto )entre os animais que habitam esse bioma.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.11.2005

  • How to cite
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    • ABNT

      BRAGAGNOLO, Cibele; PINTO-DA-ROCHA, Ricardo. A fauna de opiliões da Mata Atlântica do Sul e Sudeste do Brasil (Arachnida, Opiliones). 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
    • APA

      Bragagnolo, C., & Pinto-da-Rocha, R. (2005). A fauna de opiliões da Mata Atlântica do Sul e Sudeste do Brasil (Arachnida, Opiliones). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Bragagnolo C, Pinto-da-Rocha R. A fauna de opiliões da Mata Atlântica do Sul e Sudeste do Brasil (Arachnida, Opiliones). 2005 ;
    • Vancouver

      Bragagnolo C, Pinto-da-Rocha R. A fauna de opiliões da Mata Atlântica do Sul e Sudeste do Brasil (Arachnida, Opiliones). 2005 ;


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