Morfologia craniana de ameríndios brasileiros recentes e suas implicações para a questão da ocupação do novo mundo: uma análise exploratória (2005)
- Authors:
- Autor USP: ATUI, JOAO PAULO VEZZANI - IB
- Unidade: IB
- Sigla do Departamento: BIO
- Subjects: ANTROPOLOGIA FÍSICA; ANÁLISE MULTIVARIADA; ÍNDIOS
- Language: Português
- Abstract: Durante aproximadamente sete décadas, grande parcela da Academia Antropológica americana posicionou-se contrária às visões de que os nativos americanos recentes pudessem apresentar uma morfologia craniana diferente daquela atribuída aos povos leste-asiáticos. Índios americanos eram associados à morfologia craniana mongolóide com base nos estudos de Ales Hrdlicka (1912; 1925; 1932) até o final da década de 1980, quando Neves e Pucciarelli (1989; 1991) redescobritam, por técnicas estatísticas multivriadas, uma morfologia generalizada (não-mongolóide) em amostras populacionais do Brasil Central da transição Pleistoceno/Holoceno (paleoíndios). Tal descoberta tornou premente a re-análise das morfologias cranianas americnas para avaliar qual a dissimilaridade entre as amostras ditas americanas tardias daquelas Pleistocênicas, dado que essas populações pleistocåenicas podem ter contribuído biologicamente para a constituição das populações americanas atuais. No presente trabalho analisou-se as relações de dissimilaridade e similaridade morfocraniana entre etnias brasileiras recentes, leste-asiáticos, americanos tardios, áustralo-melanésios e paeloíndios. Essa análise teve o objetivo de mostrar se as etnias brasileiras recente deveriam ou não ser consideradas morfologicamente homogêneas, tomando como parâmetro comparativo a diversidade morfológica representada pelas séries de referência mundial e a série paleoíndia. Deste conclui-se que a amostranacional de índios recentes é morfologicamente heterogênea, já que por um lado os Tupi do Norte do Brasil e os Txapakura são amostras morfologicamente associadas às séries de referência americanas e leste-asiáticas clássicas e por outro os Botocudos do Brasil Central, bem como algumas outras etnias caçadoras-coletoras centro brasileiras, se associadas ao Trono lingüístico Macro-Jê sendo morfologicamente semelhantes aos Paleoíndios, assim como proposto por Lacerda e Peixoto (1976), sendo o oposto do que Mello e Alvim defendeu em 1963
- Imprenta:
- Data da defesa: 23.09.2005
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ABNT
ATUI, João Paulo Vezzani. Morfologia craniana de ameríndios brasileiros recentes e suas implicações para a questão da ocupação do novo mundo: uma análise exploratória. 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. . Acesso em: 21 fev. 2026. -
APA
Atui, J. P. V. (2005). Morfologia craniana de ameríndios brasileiros recentes e suas implicações para a questão da ocupação do novo mundo: uma análise exploratória (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. -
NLM
Atui JPV. Morfologia craniana de ameríndios brasileiros recentes e suas implicações para a questão da ocupação do novo mundo: uma análise exploratória. 2005 ;[citado 2026 fev. 21 ] -
Vancouver
Atui JPV. Morfologia craniana de ameríndios brasileiros recentes e suas implicações para a questão da ocupação do novo mundo: uma análise exploratória. 2005 ;[citado 2026 fev. 21 ]
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