Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia do meio ambiente urbano (2005)
- Authors:
- Autor USP: SILVA, MARCOS VIRGILIO DA - FAU
- Unidade: FAU
- Sigla do Departamento: AUT
- Subjects: MEIO AMBIENTE URBANO; PLANEJAMENTO TERRITORIAL URBANO (TEORIA)
- Language: Português
- Abstract: A constituição da idéia de meio ambiente urbano é aqui avaliada sob a perspectiva das concepções que, historicamente, tentam enquadrar as cidades em categorias biológicas, tais como "corpo", "organismo" e, contemporaneamente, "(ecos)sistema". Essa tendência de naturalização ou biologização das cidades é característica do pensamento social pelo menos desde o século XIX: seus antecedentes são certamente ainda mais remotos, mas as origens de seus aspectos contemporâneos mais característicos podem ser encontradas em meados do século XVIII. Este trabalho visa resgatar alguns dos aspectos mais importantes dessa história, pondo em questão a validade de tais categorias para compreensão e intervenção sobre a cidade real. Para tanto, o trabalho dedica-se a investigar os sentidos atribuídos à idéia de natureza e a conseqüente apreciação da agência humana, e da cidade em particular, feita por essas concepções. Qualifica-se o processo de naturalização como parte de um esforço mais amplo de negação ou disciplinamento do artifício (a ação humana) e do acaso (a ausência de causalidade ou finalidade) na constituição do mundo - negação esta que resultaria em um conjunto de categorias de estase para interpretação da realidade e, afinal, em apologia do status quo.) Desde o sanitarismo do século XIX até a Ecologia do pós-2ª. Guerra Mundial, passando pelo caso particularmente controverso da Eugenia, as tentativas de biologização das cidades, tanto por parte das ciências biomédicasquanto do próprio Urbanismo em constituição, apontam para uma tendência de dominação pelo conhecimento técnico que permeia de forma recorrente a modernidade capitalista. Nela, tanto a "natureza" quanto os seres humanos comuns (não "escolhidos") são concebidos como recursos naturalmente passivos e sujeitados, incapazes de criar, cabendo-lhes apenas o papel de "resistir" ou "reagir", ou ainda serem "protegidos". Esse "paradigma da dominação" é que requer reconhecimento e enfrentamento, indicando a necessidade de politizar e historicizar a questão ambiental, principalmente em relação às cidades.
- Imprenta:
- Data da defesa: 29.07.2005
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ABNT
SILVA, Marcos Virgilio da. Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia do meio ambiente urbano. 2005. Dissertação (Mestrado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17032006-182326/. Acesso em: 13 mar. 2026. -
APA
Silva, M. V. da. (2005). Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia do meio ambiente urbano (Dissertação (Mestrado). Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17032006-182326/ -
NLM
Silva MV da. Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia do meio ambiente urbano [Internet]. 2005 ;[citado 2026 mar. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17032006-182326/ -
Vancouver
Silva MV da. Naturalismo e biologização das cidades na constituição da idéia do meio ambiente urbano [Internet]. 2005 ;[citado 2026 mar. 13 ] Available from: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/16/16133/tde-17032006-182326/
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